Miradouro d'O Castelo

Maio 26, 2017

Anónimo Sec. XXI

Futebol & Finanças (mais um efe...)

de Expresso-curto:



Nicolau Santos
Diretor-Adjunto
O Schäuble está a gozar connosco

26 de Maio de 2017

Bom dia.
Este é o seu Expresso Curto e vai ser servido à pressão
porque, como tive uma semana terrível, esqueci-me e só agora vi que era o meu dia de servir o leitor.
Que lhe posso dizer, caro leitor? Bom, que o país anda extasiado com os elogios do ministro alemão das Finanças ao seu homólogo português, Mário Centeno, segundo o qual este é “o Ronaldo do Ecofin”. E que até se fala que Centeno pode fazer as malas, deixar o país e ir dirigir o Eurogrupo.
Pois, eu acho que há muita gente a não perceber o humor alemão, sobretudo o de Schäuble. Ele não disse o que disse publicamente. Terá bichanado para alguém a “boutade” e ela terá sido escutada por um site normalmente bem informado. E nunca falou em Eurogrupo mas em Ecofin. As diferenças são muito importantes. O único ministro das Finanças que ele alguma vez defendeu publicamente foi Jeroen Dijsselbloem, por acaso o presidente do Eurogrupo, que é uma espécie de porta-voz de Schäuble. Mas para os mais distraídos recomendo vivamente a crónica que o embaixador Seixas da Costa escreve hoje no seu blogue “Duas ou três coisas” (e que vai exactamente no mesmo sentido do que escrevo amanhã para o Expresso).
Diz Seixas da Costa: “Só alguma saloiíce lusitana é que acha que a “teoria económica” da Geringonça é vista com admiração nos círculos preponderantes no Eurogrupo. É claro que eles podem achar curiosos os resultados obtidos, mas ninguém os convence minimamente de que tudo não decorre de um acaso pontual. Para eles, trata-se apenas de um "desenrascanço" conjuntural, fruto de alguma acalmia dos mercados, do efeito das políticas temporalmente limitadas do BCE, do salto das exportações (que entendem nada ter a ver com a ação do governo), do surto do turismo (por azares alheios e sorte nossa, como o “milagre do sol”), bem como do "pânico" de PCP e BE em poderem ver Passos & Cia de volta, desta forma “engolindo sapos” e permitindo ao PS surpreender Bruxelas com o seu seguidismo dos ditâmes dos tratado. Ah! Eles também constatam que a política de estímulo do consumo acabou por não ser o “driver” anunciado do crescimento. E que tudo o que foi feito está muito longe das imensas reformas que eles consideram indispensáveis, nomeadamente no regime laboral e nas políticas públicas mais onerosas para o OGE (Saúde, Educação, Segurança Social, Fiscalidade), por forma a promover uma redução, significativa e sustentada, da dívida. É assim uma grande e indesculpável ingenuidade estar a dar importância à "boca" do cavalheiro alemão!”
Mais: “Também só a crendice paroquial concede um mínimo de plausibilidade à ideia de Mário Centeno vir a chefiar o Eurogrupo. Conhecidos os desequilíbrios doutrinários no seu seio, passa pela cabeça de alguém (pelos vistos passa!) que venha a ser escolhida uma pessoa que tem titulado uma linha em aberto contraponto com o sentido do “mainstream” que domina aquele fórum?”
Como dizem os miúdos, “mai nada”. E se querem saber mesmo tudo o que Seixas da Costa escreve – e com que concordo a 100%; aliás, ontem o embaixador Rosa Lã tinha-me dito o mesmo - vão ao seu blogue http://duas-ou-tres.blogspot.pt/ e leiam na íntegra o artigo.
De qualquer forma, Centeno está “partout” e claramente em alta.
Depois da saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo, o ministro veio ontem dizer em entrevista na RTP que acredita que até ao final do verão e início do próximo ano Portugal vai ter o seu rating melhorado pelas agências financeiras. “Temos estado em contacto com as agências de rating de forma permanente e quase todas avaliam os fundamentos de crescimento económico e a capacidade produtiva da economia portuguesa num patamar claramente acima do que se vulgarizou chamar de lixo”, disse. E se ele o diz…
E na senda da rainha Santa Isabel, que ficou imortalizada pela frase “são rosas, Senhor”, Centeno garantiu também na mesma entrevista que em janeiro do próximo ano nenhum contribuinte português já vai ter de pagar a sobretaxa de IRS. “Em janeiro de 2018 ninguém vai pagar sobretaxa. E em janeiro de 2018 teremos promovido, numa discussão que está em curso e que irá continuar em curso, uma redução da carga fiscal adicional, para um conjunto muito significativo e representativo das famílias portuguesas com rendimentos mais baixos”, sublinhou. Se isto não são milagres atrás de milagres, não sei o que serão. Mas Schäuble é como o Jorge de “O nome da rosa”: detesta o riso e, como bom calvinista, não acredita em milagres. E Centeno tem sempre o ar de quem está um bocadinho divertido com tudo isto.


gosto de ler (e de divulgar)
reflexões lúcidas e bem escritas
mesmo (ou sobretudo...)
quando não estou inteiramente de acordo com elas,
até porque não são só os calvinistas
que não acreditam em milagres!
(e... como diriam os putos:
e se o alimão fosse brincar
com a pilinha dele!)

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 26 de Maio, 2017 14:59:40

Maio 25, 2017

Anónimo Sec. XXI

Produzir!























A política de recuperação de direitos e rendimentos permitiu a aceleração do crescimento económico, mas não chega: é preciso dinamizar a produção nacional. Foi assim que Francisco Lopes (PCP) abriu a interpelação ao Governo, agendada pelo seu partido na Assembleia da República, sobre produção nacional, esta tarde.
O deputado comunista afirmou que a melhoria das condições de vida e a dinamização do consumo interno são factores estruturantes, enquanto outros, como a flutuação do preço do petróleo, o crescimento das exportações e do turismo, não o são. Por isso, defende o PCP, é preciso substituir importações por produção nacional, aproveitar os recursos naturais, garantir a soberania alimentar e energética.
Francisco Lopes identificou, também, outros factores que condicionam o desenvolvimento do País, como o peso das dívidas pública e privada, as dificuldades no acesso ao crédito ou a «submissão à União Europeia e ao euro». O deputado lembrou que, desde a adesão à moeda única, em 1999, não houve crescimento na indústria, na agricultura e nas pescas – a produção teve um quebra de 50% e foram destruídos mais de 500 mil postos de trabalho.
Antecipando-se a várias intervenções à direita, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, procurou sublinhar a inversão de ciclo em 2016: à desaceleração do crescimento em 2015, seguiu-se uma subida dos valores do crescimento nos últimos três trimestres.
O desenrolar do debate revelou-se a dois tempos: por um lado, uma disputa sobre os méritos da acção dos últimos governos; por outro, a discussão sobre os caminhos para o desenvolvimento do País. Os deputados do PSD e do CDS-PP mostraram sempre dificuldade em sair do primeiro, tal como a maioria dos intervenientes do PS no debate.
Nas várias questões colocadas aos membros do Governo presentes – para além de Caldeira Cabral, estiveram Capoulas Santos (Agricultura e Pescas) e Ana Paula Vitorino (Mar) – vários deputados sublinharam várias necessidades, como o apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPME). Os custos e a eficiência energéticos, tal como os obstáculos burocráticos, foram alguns dos problemas identificados por Bruno Dias (PCP) e José Luís Ferreira (PEV).
Em resposta, tal 

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 25 de Maio, 2017 00:51:59

Maio 24, 2017

Anónimo Sec. XXI

O PDE (procedimento défice excessivo), uma decisão a contragosto e leituras... excessivas

do SAPO:
Portugal viu a Comissão Europeia recomendar a sua saída do procedimento por défice excessivo e o mundo político exaltou. António Costa falou “em sucesso nacional”, Passos Coelho deu os “parabéns” a todos os portugueses, Marcelo saudou o governo atual e o anterior, Carlos Moedas fez o mesmo e Mariana Mortágua declarou o momento como“importante”.
O primeiro-ministro considerou-o mesmo como prova “que Portugal se encontra num ponto de viragem”.“Esta tem que ser a última vez que passamos por um processo tão traumático”, prometeu Costa, acerca do período de resgate financeiro entre 2011 e 2015.
Mas há quem não sorria tanto com a novidade. É o PCP.
João Ferreira, eurodeputado do Partido Comunista e seu candidato à Câmara Municipal de Lisboa, lançou ontem advertências à saída do procedimento de défice excessivo.
“A euforia não se justifica. Não alinhamos no entusiasmo”, garantiu Ferreira, ao i. “As razões estruturais que estão na origem do défice não desapareceram”, analisou também. “Não é com estes níveis de investimento público que vamos conseguir”.
O deputado dos comunistas no Parlamento Europeu avisou que “continuamos nos radares de Bruxelas”, na medida em que meter termo ao procedimento por défice excessivo não mete termo, por exemplo, aos alegados desequilíbrios macroeconómicos e a outros mecanismos da União Europeia que “constringem o equilíbrio das contas públicas” como o Pacote de Estabilidade e Crescimento.
“O procedimento por défice excessivo é um instrumento, do nosso ponto de vista, de condicionamento e controlo dos Estados-membros e não é único”, tanto do ponto de vista económico quanto do social, assegura João Ferreira.
“Ter as contas públicas equilibradas é correto, mas não sob chantagens como as executadas pela União Europeia, nem de uma forma que não seja sustentável”, defende. “O peso dos juros da dívida e a transferência de recursos públicos para a banca são problemáticos. Devemos produzir mais, reforçar o aparelho produtivo, elevar salários e dinamizar o mercado interno. É preciso ir mais longe”, pressiona (…).
Segundo Pierre Moscovici, o comissário com a pasta das Finanças, a decisão de Bruxelas foi “muito clara e unânime”, até porque o governo português terá garantido que a capitalização da Caixa Geral de Depósitos não coloca “em risco a redução duradoura do défice”.
Perante a boa nova, Marcelo exultou. O Presidente da República deixou uma nota na página oficial do Palácio de Belém, afirmando ter felicitado o primeiro-ministro António Costa e o anterior primeiro-ministro Passos Coelho, pelo trabalho dos “respetivos governos”.
Marcelo Rebelo de Sousa informou ainda ter telefonado ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e transmitido uma “alegria pelo reconhecimento dos esforços e sacrifícios dos portugueses”.
O comissário europeu português, Carlos Moedas, realçou, como Marcelo, que este era um feito de todos os que exerceram funções executivas. “Todos os governos desde 2011 trabalharam para que isto acontecesse, todos estão de parabéns”, garantiu Moedas, não deixando de aludir aos tempos do governo Sócrates como o início do problema:
“Nunca nos devemos esquecer que foi preciso quase uma década para corrigir os erros de uma outra década. Em 2009, o país tinha um défice de 10% do PIB, o que significa que gastávamos mais de 20 mil milhões de euros do que aquilo que recebíamos em termos de Estado. Hoje temos uma imagem completamente diferente na Europa”, terminou.
Menos europeísta – ou menos euroconsensual – foi Eduardo Ferro Rodrigues. “Tínhamos uma margem de manobra reduzida e um controlo excessivo por parte das instituições europeias em relação às nossas políticas, portanto é uma boa notícia”, admitiu o presidente da Assembleia da República.
Mário Centeno, ministro das Finanças, seguiu a mesma linha do antigo líder de bancada socialista confirmado ser “ uma boa notícia porque é o reflexo do aumento da confiança que se fazia sentir em Portugal desde o início de 2016”, procurando colher méritos, naturalmente, para o governo a que pertence.
O líder da oposição, Pedro Passos Coelho, por sua vez, reconheceu o feito e pediu “humildade suficiente” a quem lhe sucede em São Bento. “Apesar de não subscrever a forma como o governo lidou com a estratégia orçamental, fico satisfeito por Portugal ter atingido a meta orçamental que o país se tinha comprometido”.
Passos pediu ainda para que “não se voltem a cometer os mesmos erros” de 2009, quando José Sócrates pediu um resgate financeiro.
“São os portugueses quem está de parabéns neste dia e são, sobretudo, os portugueses quem hoje quero felicitar”, saudou o presidente do PSD, recordando o “imenso esforço” da recuperação.
Assunção Cristas, do CDS-PP, não destoou do seu antigo chefe de governo, dizendo que “esta saída do défice excessivo é fruto do esforço de muitos e muitos portugueses que ao longo dos últimos anos tiveram de se empenhar para podermos recuperar a saúde financeira do país”.
Para a líder centrista, “agora temos de nos empenhar em não levar novamente o país ao estado de procedimento de défice excessivo”. João Almeida, porta-voz do PP adiantou mesmo que “hoje é um dia que tem muito mais a ver com os partidos que anteriormente estavam no governo [PSD/CDS] do que com o PCP e o Bloco de Esquerda, como é evidente”.
O Bloco de Esquerda, por outro lado, na voz de Mariana Mórtagua, defendeu que “sair do procedimento por défice excessivo é importante, mas é importante para ganharmos margem para investir na economia e para proteger aqueles que foram mais atingidos e mais castigados pelo governo PSD/CDS”. A esquerda, apoiante do governo minoritário de António Costa, ripostava.

A deputada do BE, à semelhança do Partido Comunista, insistiu na necessidade de um “projeto alternativo à imposição de Bruxelas” para que Portugal possa crescer” e resolver problemas como a “dívida pública”. Para Mortágua, o sucesso não se deve a reformas do governo anterior, mas à tímida contração de “algumas dessas reformas”. João Oliveira, líder parlamentar do PCP, vaticinou que “o prioritário é resolver os problemas do país e não colocar o défice acima do que são os problemas do país”.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 24 de Maio, 2017 11:45:44

Maio 23, 2017

Maio 22, 2017

Maio 21, 2017

Maio 20, 2017

Anónimo Sec. XXI

Abençoadas palavras!

Nem todas as palavras serão abençoadas. Algumas o são, Se para tal (o)usasse a minha humana condição escolheria estas, acabadas de ler:


 - Edição Nº2268  -  18-5-2017

As três vitórias


(... passo adiante o trecho inicial para depressa chegar às abençoadas palavras, não por menos mérito das que não são citadas e preencheriam este espaço "em branco" entre reticências e parênteses ...)

Do mesmo lado
De qualquer modo, fixemo-nos neste último facto, a vinda de Francisco, aqui arrolado como vitória nacional e, como se justificava, com intensa cobertura pela TV. Por muito que tenhamos tido gosto na visita, convém reconhecer que o Papa utilizou a vinda a Fátima não apenas para acrescer mais dois santos à Igreja que lidera, mas também para mais uma vez orar pela Paz no mundo. Sem surpresa: a Paz e a veemente condenação de um modelo social que assenta na pobreza de milhões para proveito de milhares têm sido os temas dominantes das intervenções do Papa, tantas vezes e de tal modo que lhe granjearam a pública reprovação de muitos e a surda hostilidade de uns quantos. E não tente ninguém, farisaicamente, sustentar que o combate de Francisco em favor da Paz e contra a exploração de muitos por alguns (os marxistas dizem isto de outro modo, bem se sabe) foi irrelevante para a maré alta de presenças em Fátima nos passados dias 12 e 13: telespectadores que somos, vimos e ouvimos muitos depoimentos de gente grata ao Papa pelas suas palavras em favor da Paz e da efectiva fraternidade que exclui as injustiças sociais. Assim, os que lutam por um futuro diferente e justo tiveram mais uma vez a confirmação de que Francisco está do seu lado, ainda que porventura de outro modo. E agradecem-lhe pela condição de factual aliado.


Correia da Fonseca 

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 20 de Maio, 2017 16:07:52

Menos metro e meio, mais (mais ou menos...) vinte centímetros!


Os 20 centímetros que o Salvador Sobral trouxe são em grande parte mérito dele, e o metro e meio que perdemos é demérito nosso.
20 de Maio de 2017, 7:23

Isto de ser desmancha-prazeres não é propriamente muito agradável, mas lá terá de ser. A Pátria está mais uma vez a atravessar um espasmo nacionalista por causa da vitória dos irmãos Sobral na Eurovisão. Isto é por surtos, agora vai haver 15 dias de celebrações, cheias de grandes frases, cheias de peito feito, por parte de quase toda a gente que nem sabia que Salvador Sobral existia. Como agora se diz, “as redes sociais fervem”, e, quando elas “fervem”, a comunicação social, que devia ser menos excitável, perde o equilíbrio. Subitamente tudo parece possível, o interesse pelo português sobe em flecha, o lirismo passa a receita universal, Portugal é o maior, e duas pessoas, os irmãos Sobral, passam do anonimato para heróis nacionais. É bom, é cómodo para toda a gente, mas, com a excepção dos irmãos e de quem os ajudou e apoiou, este sucesso tem a característica habitual do modo como nos “auto-estimamos” com o trabalho e a dedicação dos outros, ou seja, sem trabalho próprio, sem esforço — cai-nos no céu. É por isso que é politicamente útil e utilitário, porque civicamente barato e psicologicamente agradável.
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Ninguém o disse melhor que o senhor Presidente da República, que afirmou que “a vitória na Eurovisão deu 'mais 20 centímetros' aos portugueses” (cito o PÚBLICO). Sim, excelente, andamos todos com mais 20 centímetros, mas onde é que está o metro e meio que perdemos como nação há 20 anos para cá, com a perda de poderes do Parlamento português, com a assinatura de tratados como o Orçamental, com a subjugação a um modelo de crescimento medíocre em nome das “regras europeias”, com acordos como o Acordo Ortográfico, que fez proliferar as normas da ortografia do português, em vez de as unificar, ficando nós com a mais pobre, com os cortes no ensino da língua e da projecção da cultura, com a ênfase na diplomacia económica e o definhar das instituições como o Instituto Camões?
O mais grave de tudo é que os 20 centímetros que o Salvador Sobral trouxe são em grande parte mérito dele, e o metro e meio que perdemos é demérito nosso. Foi o resultado de uma política de dolo que a União Europeia usou, com destaque para ao Tratado de Lisboa, que tirou às escondidas e sem debate público poderes que ninguém conscientemente deu à União, em detrimento da soberania nacional, foi o resultado dos desastres de Sócrates que nos levaram ao resgate e da política para forçar eleições em 2011 do PSD, foi o resultado da nossa apatia cívica face ao que é verdadeiramente importante, em contraste com as excitações futebolísticas. Foi o resultado de um sistema político no qual a dimensão cultural, histórica e expressiva da língua e da sua ortografia foi deitada ao lixo, por uma espécie de engenharia diplomática que se revelou um desastre, ficando todos pior do que o que estavam.
Nós gostamos da vida fácil, anómica, civicamente alheia e, salvo raras excepções, não somos voluntários para quase nada, não temos causas a não ser as mediáticas nestes surtos, somos mais clubistas do que patrióticos, deixamos estragar o que de bom ainda temos, mostramos uma indiferença egoísta face ao trabalho dos outros, a quem atribuímos sempre más intenções, exibimos a nossa ignorância com cada vez com mais arrogância, possuímos a atitude da aldeia, punindo a iniciativa, porque há sempre alguma coisa que está mal, e depois vampirizamos, para alimentar a nossa “auto-estima”, o trabalho e o mérito alheio. Há razões sociais para ser assim, a mais importante é que somos muito mais pobres do que aquilo que pensamos que somos, e temos um caminho ainda longo até termos essa força cívica que faz as nações fortes. Se fosse assim, não “engolíamos” o que engolimos, por inércia, por preguiça, ou porque protestamos pouco e mal.
Eu não tenho muitas ilusões sobre o que ocorreu nos anos imediatamente a seguir ao 25 de Abril. Sei o papel que tinham estudantes que se descobriam proletários e como muitas organizações com nomes pomposos e revolucionários eram uma inexistência e, acima de tudo, nem eram “de trabalhadores”, nem “populares”, muito menos “proletárias”. Sei também do autoritarismo que percorria muitas ideias políticas, do enorme machismo e sexismo existente, das inúmeras ficções, teatros e enganos desses anos do final da década de 70. Mas estou neste momento a organizar mais de mil fotografias desses anos tiradas por militância e não pela arte da imagem, e que só em parte tinham intenção documental. E essas fotografias revelam um momento excepcional da vida portuguesa, menos político do que pensávamos na altura, mas mais social, altruísta e, à falta de melhor palavra, esperançoso. De facto, o passado é um país estrangeiro.
Numa das fotos, um operário da construção civil conserta o telhado de uma casa ocupada para uma associação popular. Percebe-se que sabe o que faz, não é um estudante trasvestido de operário. Veste pobremente, usa bóina e tem os sapatos certos para andar em cima de um telhado. Está a trabalhar de graça, talvez pela causa que iria dar nome à casa ocupada, talvez porque arranjou novos amigos e uma forma de companhia a que nunca tinha tido acesso, ou talvez porque sentia que o seu trabalho tinha uma dignidade diferente. Ou talvez por coisa nenhuma, mas estava. Noutra fotografia, uma mulher de bata, que se percebe ser igualmente pobre, talvez dona de casa, talvez operária, talvez trabalhando na limpeza, rega umas plantas envasadas em latas, também numa associação popular, daquelas que proliferaram nesses anos. Talvez ela apenas gostasse de flores e lhe custasse o desprezo a que, em nome da revolução, eram votadas, talvez já as regasse antes e não queria que morressem. Seja o que for. Estas faces e estes corpos teriam certamente as mais genuínas das emoções pela vitória de Salvador Sobral na Eurovisão. Mas não se ficavam por aqui, tinham algumas esperanças que nós não ousamos ter. E temo que os espasmos nacionalistas com as canções e com o futebol tenham ocupado algumas dessas esperanças, transformando-as em egoísmos.
Nunca me esqueci de um dos mais notáveis ensaios de E. P. Thompson sobre um livro de George Orwell, chamado The Road to Wigan Pier. Thompson refere a profunda empatia que Orwell tinha perante uma visão fugaz da tristeza e solidão de uma mulher num dos subúrbios operários do Norte de Inglaterra, apanhados pela Depressão e pelo desemprego. É para esse olhar e para o “movimento” da atitude de Orwell que me volto nestes dias como antídoto para a facilidade e para o facilitismo social, para as profundas perdas de dignidade e soberania, de liberdade e autonomia, que aceitamos todos os dias por preguiça mediatizada, por “auto-estima” de plástico. Tenho consciência de que há muitas contradições, ou sentidos contraditórios, neste artigo. Às vezes é assim.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 20 de Maio, 2017 15:17:46

Maio 19, 2017

Maio 18, 2017

Anónimo Sec. XXI

"a notícia"

Notificam-nos "a notícia" no computador
Ouvimos "a notícia" no rádio do carro
Alertam-nos para "a notícia" no telemóvel
Lemos "a notícia" nas capas de todos os jornais
Almoçamos com "a notícia" em todos os canais
Seroamos comentários sobre "a notícia" a várias vozes 
>>> está formatada a informação!
>>> vá lá saber-se 
        se "a notícia" foi um facto acontecido 
        ou se se trata de um "facto alternativo"...

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 18 de Maio, 2017 19:10:33

Notícias da Palestina

Notícias da Palestina
1 a 15 de Maio de 2017
Relação das notícias sobre a Palestina, o Médio Oriente e a actividade do MPPM publicadas nas nossas páginas no Facebook e na Internet no período indicado

Agenda
COLÓQUIO
“Viver na Palestina após 50 anos de colonização | Solidariedade com os presos políticos palestinos”
No início de Junho de 1967, Israel ocupou militarmente, na Palestina, a Margem Ocidental, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, e ainda os Montes Golã e a Península do Sinai. Se a Península do Sinai foi devolvida ao Egipto, mantém-se a ocupação dos Montes Golã, pertencentes à Síria, e os territórios palestinos ocupados têm sido sujeitos a meio século de colonização caracterizada pela coacção física e psicológica sobre as populações, pilhagem de recursos, discriminação étnica e violações de direitos humanos. Teremos testemunhos de quem conviveu de perto com a realidade de como é viver na Palestina ocupada nos dias de hoje. E, porque decorre uma greve de fome dos presos políticos palestinos nos cárceres de Israel – silenciada em toda a comunicação social portuguesa -  este é um tema que será, inevitavelmente, abordado.

5 a 30 de Junho
Sociedade de Instrução e Beneficência «A Voz do Operário» – Rua da Voz do Operário, 13 – Lisboa
EXPOSIÇÃO
“Gaza 2014 – Testemunho de uma agressão”
Entre 8 de Julho e 24 de Agosto de 2014 Israel desencadeou uma brutal agressão contra a população palestina da Faixa de Gaza. Foram registadas 2.251 vítimas mortais entre os palestinos, das quais 551 crianças e 299 mulheres. No mesmo período, houve 73 mortos israelitas, sendo 6 civis. O número de feridos palestinos ascendeu a 11.231. Esta agressão, não só causou uma enorme perda de vidas como provocou danos sem precedentes nas infra-estruturas públicas deixando centenas de milhares de pessoas sem acesso a electricidade, água potável ou cuidados de saúde. A maioria da população de Gaza perdeu os seus meios de subsistência. Toda esta devastação veio agravar ainda mais a já débil economia de Gaza onde, antes da agressão, já 57% da população sofria de insegurança alimentar.
É essa tragédia que esta exposição documenta em imagens captadas por fotógrafos palestinos.


Notícias

15-05-2017
MPPM assinala 69º aniversário da Nakba recordando presos palestinos em greve de fome

14-05-2017
Eleições municipais na Margem Ocidental, em clima de divisão política

12-05-2017
Assembleia da República aprova voto de solidariedade com presos políticos palestinos nas prisões israelitas

11-05-2017
Fatah exorta todos os seus membros presos a juntarem-se à greve da fome, já no 25.º dia

10-05-2017
Parlamento de Israel aprova projecto de lei que consagra Israel como «estado judaico»

09-05-2017
MPPM associa-se a Semana da Palestina organizada pela AEFCSH-UNL

04-05-2017
50 dirigentes vão juntar-se à greve da fome dos presos políticos palestinos encarcerados por Israel

02-05-2017
Hamas lança novo documento de princípios, aceita fronteiras de 1967 para futuro Estado Palestino

01-05-2017
MPPM na Festa do Trabalhador


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Vice-Presidentes: Adel Sidarus, Carlos Almeida, Frei Bento Domingues
Presidente do Conselho Fiscal : Frederico Gama Carvalho
Rua Silva Carvalho, 184 – 1º Dtº | 1250-258 Lisboa | Portugal | Tel. 213 889 076
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por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 18 de Maio, 2017 16:36:04

Maio 16, 2017

Anónimo Sec. XXI

Ameaças e bravatas

Bravatas de Kim Jong-un estarão consensualizadas como perigosas ameaças. Travestem-se de bravatas deslocações de pessoal e de material de incalculável potencial de destruição, já efectivo uso de uma coisa chamada “mãe de todas as bombas” e outras acções. Faz-se cair manto de pesado silêncio sobre a eleição, na Coreia do Sul, de Moon Jaen-In, contrário às manobras internacionais conduzidas pelos Estados Unidos-NATO-Nações Unidas (por esta ordem) e, ao que se sabe…, adepto de diálogo e negociações com a Coreia do Norte.



um diz-se que ameaça.

o outro vai fazendo!








As palavras (e os silêncios) traem as intenções. Ainda que não sejam as intenções dos que dizem ou escrevem as palavras, dos que desvalorizam ou calam o que deveria ser dito ou escrito, mas sim as intenções dos mandantes do que deve ser escrito ou dito, do que deve ser calado ou desvalorizado.
A adjectivação ajuda a esclarecer as intenções (ajudará quem quiser ser ajudado, isto é, informar-SE). Chamam-se bravatas às ameaças e aos actos de não escamoteável agressão, praticados e em vias de se praticarem. Dizem-se ser ameaças o que são bravatas de quem tem sido ameaçado e agredido.
Não se conclua, como será fácil e expedito, que se apoiam posturas e afirmações que de bravata sejam, e por isso dêem azo e argumentos e fundamentos que alimentem a imagem ameaçadora. Somos contra TODOS os dogmatismos e recusamos critérios de hereditariedade na transmissão da posse do poder (que é, como bem se sabe, do povo). Mas esse combate não obnubila o outro, parente gémeo e mais determinante, que é o combate contra a usurpação do poder (do povo, como bem se saberá...) por gentes, famílias, classe, que dele se apropriam para explorarem outréns, directa ou por entrepostos agentes e serventuários. O que se torna de uma perigosidade inaudida (e escondida) quando, para se manter tal usurpação do poder, os meios a que não se olha são de destruição de tal monta que põem em risco a Humanidade.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 16 de Maio, 2017 16:20:24

Maio 15, 2017

CDU por Ourem

Assembleia Municipal de28 de Abril de 2017 - intervenções e declarações de voto (para acta)

01.04
DECLARAÇÃO POLÍTICA

Um cidadão que se queira informado (e poderá alguém assumir-se como cidadão sem a procura de se informar?...) vive horas difíceis num tempo cada vez mais curto.
A informação massificada inunda. Foi ela, quando começou a merecer o nome de comunicação social, dominada pelos jornais, pela imprensa escrita. Que, hoje, reparte esse domínio, em doses avassaladoras, pela rádio, pela televisão, pela internet, pelas redes sociais. Com a informação selectiva e manipuladora da realidade, com a despudorada criação de realidades fictícias, de factos alternativos, inventados, criados para justificar factos reais. Da realidade futura.
O cidadão, como membro activo de uma convivência em que intervém, raro tem consciência da manipulação a que é sujeito tanto maior quanto se alarga a democracia, como progresso social, sob a forma de participação de todos teoricamente como direito de todos, independentemente de sexo, de cor ou de nação.
A necessidade dessa consciência é acrescentada pelo facto de termos sido eleitos membros representativos de quem escolhe os seus representantes para um órgão deliberativo do poder local. E que declaração política fazer neste momento de mudança evidente, de salto qualitativo na História, que parece alongar-se se visto à escala de tempo do ser humano mas é tão-só um momento à escala de tempo da Humanidade?

Tanto e tão diversos factos a merecerem declaração! Mas cinjo-me ao ambiente que domina a actualidade que vivemos. Decerto influenciado pela minha informação, pelas minhas leituras. Que tropeçaram, por circunstâncias fortuitas (de fortuna ou de boa sorte) na releitura ou tri-leitura da conferência de Bento de Jesus Caraça de 1933, repetida e editada em 1939.  Não vou transcrever as suas notas de actualização de Maio e Setembro de 1939, mas venho partilhar convosco a insólita sensação de estar a ler coisas escritas hoje e para hoje, apenas mudando nomes de personagens e de países. Há um receio, um medo, quase um desespero ou um pânico, no ar. As alternativas que se nos colocam, até para as nossas escolhas (que sendo de outros, são também nossas), são de susto.
Tanto é, ou parece ser, ou noticia-se até à exaustão como atentado terrorista. Sobretudo se for em Paris, Londres ou outra grande cidade do 1º Mundo. Ataques com armas químicas não confirmados justificam, perante a opinião pública, dezenas de mísseis numa martirizada Síria; a “mãe de todas as bombas” é usada no Afeganistão libertado dos soviéticos que apoiavam um Estado de opção marxista há 30 anos; frotas navais e forças terrestres carregadas de destruição avançam contra ameaças de quem nunca atacou ninguém mas se afirma – “ameaçadoramente!”… – capaz de se defender do único Estado que usou bombas atómicas e destruiu massivamente cidades.
Fala-se da Coreia, hoje, esquecendo ontem e apagando o paralelo 38, que deveria ter ficado na História por ser uma referência de uma estratégia de dividir, isolar e demonizar a parte de que não se consegue impedir a mudança inevitável a prazo.
Hoje, em Abril de 2017, há que lutar pela PAZ. Há que denunciar o que ainda mais a põe em perigo. Até porque o poder de destruição do produto da florescente indústria do armmento se multiplicou, foi exponenciado, depois de 1939, de Hiroshima e Nagasaqui, do paralelo 38 (que também passa por Portugal a sul de Rio Maior…), e não há o triste equilíbrio da “guerra fria”, do receio mútuo enquanto obstáculo à confrontação a quente.
É nosso dever coevo lutar pela PAZ!

02.01

Como disse o ano passado o nosso companheiro João Filipe Oliveira, que tão melhor me substituiu nesta bancada,

“(… ) chamado que fui a analisar o relatório de contas, consultei os índices e deparei-me com cerca de 1.500 páginas: tarefa muito para além da minha capacidade humana. Ficaria espantado se a maioria dos membros desta assembleia a considerasse acessível e razoável. Há mais de uma década, quando os documentos pouco passavam da centena de páginas, era uma tarefa árdua, mas possível. Agora não. E dei comigo a pensar onde está a linha que separa a democracia real e possível da democracia irreal e fantasiosa.  Analisar e votar os relatório de contas é formalmente um ato democrático, mas se o documento é um labirinto incompreensível ou uma muralha intransponível, eu pergunto que voto poderá ser o meu, de que forma posso representar com honestidade o povo que elegeu. E pergunto se o sentido de democracia ainda ali está, ou se tudo se vai tornando, também aqui, um pró-forma, cozinhado e decidido nas costas do povo.
Democracia é o governo do povo para o povo. Mas o que vamos vendo é que o povo é cada vez mais o que menos conta. Governam os tecnocratas; e o povo, para não parecer ignorante, finge que concorda e afasta-se. E tudo isto contribui para que também eu já não olhe para a política com o mesmo entusiasmo de há uns anos atrás. Mudou o mundo e mudei eu também.”

Mudamos todos, mantendo-nos iguais a nós nas novas condições!
Nas contas deste ano, e com dificuldades de merecida leitura e análise, relevo dois aspectos, para além do rigor do exercício que apraz sempre registar, o da coincidência, ou quase!..., das contas com o orçamentado o que, no entanto, a si próprio se desvaloriza – não como exercício! – mas com conta-habilidades e interpretações que não traduzem  realidade.
O primeiro aspecto é o da quebra no investimento municipal. Parece maleita que deu à social-democracia a todos os níveis, esta obsessão do equilíbrio orçamental, dos números do défice, que faz preterir tudo o resto. Preterindo, notoriamente, o carácter instrumental das finanças relativamente à economia, isto é, ao desenvolvimento económico e social. O que a social-democracia – no sentido lato de “centrão” – paga e pagará muito cara e, com ela, a democracia pois as massas, desiludidas pela ausência de resposta para as suas crescentes necessidades e para as não escamoteáveis cada vez maiores desigualdades, demorarão a encontrar em quem confiar.
Passar o investimento de cerca de 50% das receitas e das despesas para entre 10 a 15% tem efeito no viver e satisfação de necessidades das pessoas (das necessidades de sempre e das sempre novas), enquanto as despesas de funcionamento mantém ou acrescem as suas percentagens. Há que o corrigir e urgentemente.
Segundo aspecto, é o da redução do endividamento – relacionado, obviamente, com o primeiro e agravando-o –, que se deve a uma evolução nas receitas provenientes do IMI, com subidas substanciais, duplicando relativamente ao penúltimo mandato e crescendo proporcionalmente mais que no Pais, apesar do desfavor resultante de isenções derivadas de Fátima e instituições correlativas. O que nunca se poderá dizer, como o faz o Presidente da Câmara é que essa redução do endividamento se conseguiu à margem do contributo dos cidadãos. Quem paga o IMI?
Muito mais haveria a dizer apesar do pouco lido por angustiante falta de tempo.

DECLARAÇÂO DE VOTO

Temos, Por Ourém, votado abstenção aos documentos de gestão. E temo-lo feito com simultânea declaração de voto de elogio aos documentos apresentados, sublinhando o mérito do trabalho apresentado, da sua crescente valia e rigor. Importando esclarecer que não existe qualquer contradição entre o reconhecimento da qualidade do exercício e incapacidade de bem acompanhar, com idêntico rigor, tais documentos, e a posição política relativamente à realidade que exprimem.
Quanto a esta, a nossa posição reforça-se. E votámos contra, renovando o reconhecimento e respeito pelo trabalho dos serviços e apresentação pelos seus responsáveis.
Ao fim de dois mandatos, a gestão municipal nada avançou no referente a definição de linhas estratégicas. Essa carência parece ser, desde sempre, reconhecida. Com a promessa inicial (e cumprida) de um Congresso, muito válido, de que não sobrou um documento ou uma página, com o conselho autorizado que acompanhou as anteriores campanhas eleitorais, com uma consultoria cheia de afirmados bons propósitos mas que se arrasta e, eventualmente, virá a servir para a campanha para as eleições com vista a um 3º mandato. Os documentos de gestão deverão ser instrumentos de uma estratégia e não exercício de uma política ao “deus dará” ou, para melhor nos localizarmos, que a Senhora nos conceda…



02.03

DECLARAÇÃO DE VOTO


Repetiria a declaração de voto feita para o ponto 02.01, apenas acrescentando quanto me parece sintomática a necessidade de uma revisão orçamental em Abril.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 15 de Maio, 2017 11:21:41

Anónimo Sec. XXI

Mas porque será????

Extracto do Expresso-curto acabado de ler:


«...Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu ontem o endurecimento de sanções contra a Coreia do Norte no seguimento do disparo de um míssil balístico no sábado, que caiu a 500 quilómetros da fronteira russa. "Que esta nova provocação seja um apelo a todas as nações para implementar sanções mais fortes contra a Coreia do Norte", lê-se num comunicado de imprensa divulgado pela Casa Branca. A União Europeia considerou que o disparo é "uma ameaça à paz e segurança internacional" e representa uma escalada da tensão na região. Também a China e a Rússia reagiram, mostrando-se "preocupadas com a escalada de tensão" na península coreana. A situação está a ficar tão dramática que Estados Unidos e Japão pediram uma reunião de urgência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que se vai realizar amanhã.(...)»

Porque será que em NENHUM espaço de informação vi relevo (ou sequer notícia e/ou comentário) aos resultados eleitorais na Coreia do Sul, muito positivos no sentido de criação de condições favoráveis ao desanuviamento na península da Coreia, e contrários aos desígnios dos falcões-fautores da guerra?

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 15 de Maio, 2017 11:08:20

Maio 14, 2017

Anónimo Sec. XXI

Para este domingo,

Neste domingo, depois de um dia em que Portugal pareceu em "estado de graça", os portugueses todos (sobretudo os que peregrinaram, os benfiquistas, os que se apegaram à televisão e vibraram com uma "vitória") têm de descer à Terra. 
Para os domingos, costumo escolher um trecho musical. Para este domingo, seria talvez adequado trazer a canção que ganhou a tal da Eurovisão. Na madrugada, ainda pensei nessa escolha. Tinha "ouvisto" de passagem duas ou três concorrentes, e delas fugi como quem foge das ondas de pó e luzes, dos efeitos que se pretendem espectaculares, de alguns pseudo-erotismos. 
Fui "ouver" a canção do português, já vitoriosa, e não me desagradou, por contraste, a sobriedade e a procura de contar qualquer coisa. Mas, aí, algo mais alto se sobrepôs. 
Será uma canção sobre o desespero de um amor a dois moribundo, que acabou. De um amor que, no entanto, continua vivo, desesperadamente vivo, para um dos amantes, para o que quer acreditar na sobrevivência, incapaz de aceitar o fim do que, sem reciprocidade - seja ela qual for -, não continua vivo, que acabou!
Mas essa situação traz-me a Brel, à sua criação-interpretação de Ne me quitte pas, e não me permite que outra coisa oiça, ou faça ouvir. 





Talvez (decerto!?) problema meu... mas o blog é meu, é pedaço de mim (esta do "pedaço de mim" do Chico veio perturbar-me as "sentenças"... talvez fique para o próximo domingo!) 


(escrito na madrugada, 
de rompante, 
teve ligeiras alterações na manhã acordada)

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 14 de Maio, 2017 13:53:12

Maio 13, 2017

Anónimo Sec. XXI

Despacho: divulgue-se!



A vinda do peregrino Francisco a Fátima trouxe, sem dúvida, muito a muita gente. Muito sentimento diferente a muita gente diferente. 

Pensava nisto, ontem ao fim do dia - em que não liguei a televisão... mas tive o zumbido dos helicópteros toda a tarde e começo de noite dentro da minha cabeça -, quando li esta crónica do Pata Negra. Diria, à maneira Mia Couto, que me proporcionou um sono abensonhado. Tanto assim que começo o dia de hoje com a tarefa (sim, tarefa!) de agradecer a crónica ao autor (e, indirectamente, ao Papa Francisco, cuja visita a provocou), por ser das melhores "peças" que me foi dado ler nos últimos tempos. 

Agradecer... e divulgar pelos meus limitados meios, a começar pela minha privada conselheira e censora literária, que apoia a avaliação:   


Ir a Fátima e não ver o Papa


- JÁ CHEGA!


(Este post destina-se apenas àqueles que hoje não ligaram a televisão)

Contava contar-vos hoje uma visão que tive de madrugada. Via eu uma multidão de homens e mulheres, populares, à volta duma virgem, via um ancião vestido de branco acenando a todos e a este e àquele, via gente abrindo os braços em sinal de louvor, gente de mãos erguidas pedindo isto e aquilo e saúde, via lágrimas de sofrimento e emoção, sorrisos de felicidade e de graças, portanto, uns contentes outros nem tanto, via Fátima. Contava também agradecer a não sei quem - se à Senhora de Fátima, se ao Papa, se ao António Costa, se à Assunção Cristas -  a tolerância que me deram sem eu a pedir.
Mas eis que os comandos da televisão não resistem a um dia em casa e, para meu espanto, a minha visão perdia qualquer valor porque acontecia em todos os canais - honrosa exceção para o Sport TV e para o Vénus. Fiquei chateado! Talvez tivesse adormecido a ver televisão e a minha visão não passasse dum sono leve no sofá e não duma revelação de ordem sobrenatural! 
(Irritou-me também a devoção às virgens porque lembrou as relações históricas entre cristianismo e islamismo e aqueles que, segundo a televisão, se fazem explodir porque, por o fazerem, serão recebidos no céu por dezenas de virgens. Esta fixação dos homens, castos ou varões, pela virgindade das mulheres é uma coisa que não cabe na minha civilidade! Que me perdoem as irmãs e os machões!)

No meio de tudo isto surgiu a minha filha. Aconselhada por mim a seguir a vida religiosa desafiou-me quando, sem o meu consentimento, se fez militante da JCP. Pensei: de mal o menos! Duma forma ou de outra não terá um namorado da JS ou da JSD! Mas eis que premiada, pelo pai remediado, com uma lambreta, por ter concluído o 12ºano apenas com negativa a Religião Moral, hoje me disse:
- Pai, eu vou a Fátima ver o Papa!
E passei eu todo o meu santo dia a ver se via a minha filha na televisão - tentativa frustrada - para me chegar ela agora a casa, depois do jantar, e completar-me o vão do dia:
- Pai, corri Fátima toda de mota e não vi o Papa!
E eu, sempre paternal e amigo, santo pai:
- Manda lixar o papa, tens aqui o papá! Este ano iremos à Festa do Avante e vais ver o Marcelo Rebelo de Sousa! Por tua causa já vi hoje mais televisão do que no dia do funeral do Mário Soares!
Come e cala-te, de papa JÁ CHEGA!

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 13 de Maio, 2017 11:13:33

Maio 12, 2017

Anónimo Sec. XXI

as notações das agências de rating em resumo e muito bem explicadinho



 - Edição Nº2267  -  11-5-2017

As notações

Ao que consta, a agência de rating Moody's classificou recentemente Portugal na categoria de «estável» o que, para os entendidos, significa que o nosso País vai continuar na posição de «lixo». A outra agência norte-americana, a Standart & Poor's, fará o mesmo, já que zelosamente tem sempre emparelhado opiniões na desclassificação financeira do nosso País.
Como diz o bando de experts nestas questões, o que nos vai valendo é a agência de rating canadiana, a FITCH, que mantém Portugal acima da classificação «lixo» e nos permite «recorrer aos mercados». Num irreprimível augúrio de desgraça, os especialistas do burgo até qualificam esta classificação da FITCH como a bóia que «nos mantém à tona de água», procurando deixar-nos em suspenso e com falta de ar.
Genericamente, as agências de notação financeira avaliam o valor do crédito de emissões de dívida de uma empresa ou de um governo, constituindo um instrumento que o capitalismo utiliza a bel prazer para gerir os negócios do mundo.
Com um pormenor substantivo: o de misturar empresas e governos como se de a mesma coisa se tratasse, desprezando o facto de os governos serem órgãos nacionais que gerem ou comandam (ou deviam gerir e comandar) países inteiros e também as empresas que neles medram, nos seus negócios.
A «globalização» atamanca a teoria neoliberal de que os estados vão perdendo importância a favor da livre circulação de capitais que, por fim, determinam o alfa e o ómega das políticas a seguir nos países e no mundo, presumindo-se que até ao fim dos tempos. Isto está longe de ser novo – é até bastante velho e constitui o sonho imperialista do capitalismo, certeiramente analisado e desmontado por Karl Marx, no século XIX.
Quanto à confiança que estas agências de rating merecem, está superlativamente demonstrada no que elas realizaram no passado recente.
Em 2008, em plena crise financeira do subprime, a agência Moody's e a agência Standart & Poor's davam a notação máxima de «Triple A» na avaliação de confiança ao banco Lehman Brothters, na véspera deste «gigante do investimento» pedir falência ao governo dos EUA, enquanto a agência canadiana FITCH dava a mesma classificação de «Triple A» aos bancos islandeses, na véspera de estes entrarem em falência declarada.
E o mundo gira, as agências de rating continuam a desempenhar o papel que o capitalismo lhes atribuiu, a generalidade finge acreditar nelas, as suas previsões continuam a alimentar os jogos capitalistas de quem manda no sistema e, todavia...
Todavia, à mulher de César não lhe basta ser séria, é preciso também parecê-lo. A seriedade é coisa que as agências de rating não têm, e nunca mais vão parecer tê-la.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 12 de Maio, 2017 17:51:48

Fátima. Hoje. E aqui.

Fátima mexe connosco.
Não só com os crentes. Não só com os que interiorizaram o que lhes foi dito ter sido visto.
Não só com os que aceitaram a versão para o que lhes foi sendo fabricado e contado como tendo acontecido naquele sítio e por aqueles dias.
Fátima mexe connosco.
Não só com os vizinhos do lugar que, de ermo passou a ser, num curto espaço de tempo, povoado, aldeia, vila, cidade. E, em certas ocasiões, sobrepovoado!
Não só com os que, em Fátima e por Fátima, procuram no sobrenatural curas para maleitas e males, que não encontram por seus meios e ajudas de seus próximos e semelhantes.
Fátima mexe connosco.
Não só com os que, não crentes ou crentes, buscam o que são, o que os outros seus iguais são e o que a vida é.
Não só com os que vêem a dinâmica da História nas massas, e da informação delas, das suas lutas, o cerne da humanização ou o travão ao que as desumaniza.
Fátima mexe connosco.
Não só com os que tudo traduzem em cifrões com ou sem conteúdo material, só obedecendo a leis do negócio.
Não só com os que lêem, estudam, buscam a semente da verdade (ou a erva daninha da mentira) na palha das palavras escritas ou ditas.
Fátima é, sem dúvida – mas prenhe de dúvidas – um fenómeno social.
Como o é Meca, por exemplo.

Perguntaram-me coisas sobre Fátima. Porque quase em Fátima nasci, moro perto, conheci protagonistas. Às perguntas que me fizeram respondi em amena e simpática conversa com destino a jornal dito de referência. Sem peias nem cálculos de espaço.
A jornalista editou no seu blog o que tirara – e trabalhara – do gravador, e um extracto num caderno de publicação regional. E preveniu-me (e a toda a gente…) de problemas derivados da extensão da nossa conversa e da inelastecidade dos jornais, tendo o cuidado de sublinhar que a versão integral da entrevista estava no seu blog O Barulho das Luzes.
Numa pausa de outros quefazeres, confrontei o que o DN publicou com a versão integral. Como seria de esperar, estimei alguns pedaços do que não saiu o que mais gostaria de ter visto publicado.
Então o que se transcreve parece-me essencial para a compreensão da minha posição. Discutível, mas minha e bebida em boas fontes.





A seguir a “Depois de a Igreja começar a aceitar, Fátima foi muito bem aproveitada pelo Estado Novo, naquele “casamento” Salazar-Cerejeira” disse eu (como tiro do blog da jornalista):

Quem quer ter uma perspetiva histórica, vê que há uma fase inicial entre 1917-1930 (em que a igreja toma posição, lentamente, enquanto ia comprando terrenos à volta). Depois é a fase a seguir aos anos 30 em que é a Igreja e o Estado Novo; vem a fase do anticomunismo, com o Papa Pio XII, com o aproveitamento da mensagem de Fátima, já firmada com o aval da Igreja, e com todo o apoio político do fascismo. A terceira fase é a da universalidade, a peregrinação da imagem pelo mundo todo, é a mensagem do terceiro segredo, é o anticomunismo que ganha grande força.

Muito mais coisas disse. Que, se as estimo importantes, não teriam a importância deste trecho. Por isso o reproduzo. Aqui. E hoje.

E pergunto: estaremos a entrar numa quarta fase?

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 12 de Maio, 2017 10:12:31

Maio 11, 2017

Maio 09, 2017

Anónimo Sec. XXI

9 de Maio, dia da Europa? Para casmurros, casmurrro e meio!






segunda-feira, maio 09, 2016


Dois acontecimentos históricos - 2

Reincidente, reincidigo reincidência de há 3 anos (e mais anos) neste blog:


«Reincidindo... este ano de 2013, no dia 8 de Maio

9 de Maio, Dia da Europa? - Tão teimoso como "eles"!

Estes foram os "post" de 2007:

Quarta-feira, Maio 09, 2007
Qual o Dia da Europa?
8 ou 9 de Maio? - 1

“Eles” dizem que hoje, 9 de Maio, é que é o dia da Europa.
E porquê?
Porque, como nos diz a Wikipédia:

“Em 9 de Maio de 1950, Robert Schuman apresentou uma proposta de criação de uma Europa organizada, requisito indispensável para a manutenção de relações pacíficas.
Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia.
Actualmente o dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu (Dia da Europa) que, juntamente com a bandeira, o hino, a divisa e a moeda única (o euro), identifica a identidade política da União Europeia. O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.”
_____________________

Eu protesto!
Sobretudo porque não aceito que se confunda a Europa com a União Europeia, adoptando-se para Dia da Europa uma data que começou por ter a ver exclusivamente com 6-países-6 da Europa e com um arranjo sectorial sobre o carvão e o aço.
Nessa mesma (i)lógica porque não a data da criação do BENELUX, que juntou a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo?

Qual o Dia da Europa?
8 ou 9 de Maio? - 2


Estas buscas que andei fazendo, e os calorosos parabéns que hoje recebi da Lécia, a “nossa” ucraniana – não pela CECA mas pela PAZ, de que ela sabe que sou defensor estrénuo – vieram lembrar-me outra circunstância significativa relativa ao 9 de Maio.
Ainda da Wikipédia:

“O Dia da Vitória na Europa (V-E Day) foi o dia 8 de Maio de 1945, data formal da derrota da Alemanha Nazi em favor dos Aliados na Segunda Guerra Mundial.
A data foi motivo de grandes celebrações, especialmente em Londres, onde mais de um milhão de pessoas festejaram o fim da guerra na Europa, embora os racionamentos de comida e vestuário continuassem por mais uma série de anos. (…)
Nos Estados Unidos, o Presidente Harry Truman, que celebrava 61 anos nesse mesmo dia, dedicou a vitória ao seu antecessor, Franklin D. Roosevelt, que morrera há cerca de um mês antes, no dia 12 de Abril.
Os Aliados haviam acordado que o dia 9 de Maio de 1945 seria o da celebração, todavia os jornalistas ocidentais lançaram a notícia da rendição alemã mais cedo do que era previsto, precipitando as celebrações. A União Soviética manteve as celebrações para a data combinada, sendo por isso que o fim da Segunda Guerra Mundial, conhecida como a Grande Guerra Patriótica na Rússia e outras zonas da antiga URSS, é celebrado no dia 9 de Maio.”
_________________________

Talvez se possa concluir, sem se ser demasiado abusivo, que o dia 8 de Maio é o dia da Vitória, da Paz, da Europa, porque era o dia de aniversário de Truman…
De qualquer modo, se razão há para se considerar este dia 9 como o Dia da Europa não o deveria ser por o sr. Schuman ter feito, nesta data, aquele discurso na sala dos relógios (ou lá onde foi) mas porque os “Aliados” tinham decidido que seria o dia da proclamação da Paz na Europa, o fim da 2ª Guerra Mundial, o que não foi respeitado pelo “Ocidente” e, pior ainda, a guerra foi continuada pelos Estados Unidos fora da Europa porque ainda tinham umas bombitas atómicas para lançar no Japão, sobre Hiroshima e Nagasaki.

Tenho dito.
Por agora!

Continuo a dizer!

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 09 de Maio, 2017 23:18:03

Com os outros, aprende-se sempre...

Dada a vizinhança e outras proximidades, Fátima diz-me coisas. Aliás, tenho de passar por Fátima para chegar à A1 ou ir tomar o expresso da Rodoviária... Algumas dessas coisas são, para mim, de enorme relevância, como as que me foram ditas por Artur de Oliveira Santos ou o meu pai, como as lidas em Tomás da Fonseca, Rodrigues Miguéis, Filipe Torgal. 
Ainda agora estive quase uma hora (roubada à sesta...) a ouvir testemunhos sobre Fátima, a minha vizinha numa campanha promocional desmesurada. Que chorrilho! Que condição humana! Desde os maiores disparates (que a fé desculpará) a alguns sinais e expressões curiosos. 
De Zita Seabra não falo (podia queimar a língua...) mas retive a citação de Malraux por Adriano Moreira e a sua referência à vinda  a Fátima de Paulo VI, em contraste com o traste de Paulo Portas que sublinhou a importância que teria, para Portugal, a vinda de 3 Papas a Fátima... esquecendo-se da vinda desse mesmo Paulo VI, depois de ter recebido os representantes dos três movimentos de libertação nacional (PAIGC, MPLA, FRELIMO) a que o governo de Portugal respondia com guerra colonial! Que significativo!

Acabou a pausa de sesta...

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 09 de Maio, 2017 16:40:37

Maio 08, 2017

Anónimo Sec. XXI

Maio 07, 2017

Maio 05, 2017

Anónimo Sec. XXI

Acordai!

 - Edição Nº2266  -  4-5-2017

Acordai!

Os bombardeamentos à Síria parecem ter apaziguado as rivalidades na classe dirigente dos EUA. O que os dividia não era o reaccionarismo de Trump. Era o medo de que fosse séria a promessa eleitoralista de melhorar as relações entre as duas maiores potências nucleares. Afastado o 'perigo' da paz, eclodiu a 'paz' … entre os senhores da guerra.
Seria de supor que o belicismo desbragado de Trump gerasse divergências. Mas as potências da UE alinham. O governo português manifesta «compreensão». Na nossa AR brotam sucessivas tomadas de posição com dois traços: dirigem-se contra as vítimas do imperialismo e recebem o voto favorável do CDS, PSD, PS e BE. Uma delas, sobre a Síria, foi aprovada na própria manhã dos bombardeamentos ilegais dos EUA.
As guerras imperialistas precisam da mentira. E quanto maior o crime, maior a mentira. Porque os verdadeiros objectivos são inconfessáveis. Sempre foi assim. Não faltam exemplos recentes. O que espanta é que ainda haja quem se auto-proclame de 'esquerda' e leve água ao moinho das patranhas de guerra imperialistas. Que finja não ver. E que alimente assim a política de guerra e agressão.
Veja-se a campanha contra a Coreia do Norte (RDPC). A verdade histórica é irrefutável. Número total de países estrangeiros invadidos pela Coreia do Norte: zero. Mas a lista dos países agredidos pelos EUA e potências da UE e NATO é demasiado extensa para esta coluna. Inclui a própria Coreia, vítima entre 1950 e 1953 duma das mais criminosas guerras de sempre, que matou quatro milhões de pessoas (The Korean War, Bruce Cumings). Na qual o comandante das tropas dos EUA, General MacArthur, ordenou «a destruição de todos os meios de comunicação e todas as instalações e fábricas e cidades e aldeias», tendo as maiores cidades sido em grande parte literalmente arrasadas pelos EUA. Foi feita utilização intensiva do napalm e bombas incendiárias e o Estado Maior dos EUA propôs formalmente a utilização da arma atómica, não apenas na Coreia, mas também contra a China, solidária com o povo coreano. Qual o espanto de que a RDPC, olhando para o mundo de hoje e o destino de países que fizeram acordos de desarmamento com os EUA (Iraque, Líbia), aposte no desenvolvimento dos seus sistemas militares?
A campanha belicista esconde um objectivo central: as eleições sul-coreanas de dia 9 de Maio, convocadas após os enormes protestos populares dos últimos meses, que derrubaram a presidente fantoche dos EUA. Não é 'propaganda russa', mas a Voz da América (6.4.17) que confessa que «a Coreia do Sul está a apenas um mês duma eleição presidencial que provavelmente conduzirá a uma dramática mudança na política externa, que pode apaziguar as tensões entre as Coreias mas criará novas fricções na aliança com os EUA». Enorme perigo! Toca a impedir a paz na Península Coreana! E, à revelia da vontade de todo o povo coreano, toca a instalar os sistemas anti-mísseis THAAD. Perigosos, porque alimentam as tresloucadas teorias referidas pelo General Loureiro dos Santos (DN, 13.3.00) de que haverá «novas formas de fazer a guerra» porque «as armas atómicas […] para as grandes potências deixarão de ser um obstáculo». Há que acordar quem anda a dormir!


Jorge Cadima
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Não resisto a contar. Concretizou-se domingo passado um gesto pessoal que procurei rodear da maior simplicidade: doar o meu espólio para criação, pela Câmara de Ourém, de um Centro de Documentação Joaquim Ribeiro-Zambujal, na escola (desactivada há anos) da aldeia onde nasceu meu pai, e que terá a minha colaboração-animação (enquanto puder...) e de uma liga de amigos. A assinatura do protocolo foi no encerramento da Feira do Livro e teve como último acto um concerto do Chorus Auris, de Ourém. Então não é que o grupo coral me quis distinguir com o convite para com eles cantar a última peça do concerto, escolhida em minha intenção? E qual havia de ser ela? Pois este ACORDAI (dos Fernando Lopes Graça-José Gomes Ferreira)... com que hoje o Jorge Cadima nos desperta para o paralelo 38N, que não me canso de referir!
Há momentos em que se cresce muito por dentro!


por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 05 de Maio, 2017 00:30:04

Maio 01, 2017

Anónimo Sec. XXI

Pela PAZ - "declaração política"

Na reunião da Assembleia Municipal de Ourém de 28 de Abril, no ponto da OT de declarações políticas, li o texto que segue, diferente dos temas habituais mas que me pareceu oportuno... e que se deseja (e luta!) que não ganhe ainda maior oportunidade:  

01.04
DECLARAÇÃO POLÍTICA

Um cidadão que se queira informado (e poderá alguém assumir-se como cidadão sem a procura de se informar?...) vive horas difíceis num tempo cada vez mais curto.
A informação massificada inunda. Quando começou a merecer o nome de comunicação social, foi ela, dominada pelos jornais, pela imprensa escrita. Que, hoje, reparte esse domínio, em doses avassaladoras, pela rádio, pela televisão, pela internet, pelas redes sociais. Com a informação a ser selectiva e a ser manipuladora da realidade, com despudorada criação de realidades fictícias, de factos alternativos, inventados, criados para justificar factos reais. Da realidade que alguns querem que venha a ser.
O cidadão, como membro activo de uma convivência em que intervém, raro tem consciência da manipulação a que é sujeito, tanto maior quanto se alarga a democracia, como progresso social que é, sob a forma de participação de todos teoricamente como direito de todos, independentemente de sexo, de cor ou de nação.
A necessidade dessa consciência é acrescentada pelo facto de termos sido eleitos membros representativos de quem escolhe os seus representantes para um órgão deliberativo do poder local. E que declaração política fazer neste momento de mudança evidente, de salto qualitativo na História, que parece alongar-se se visto à escala de tempo do ser humano mas é tão-só um momento à escala de tempo da Humanidade?

Tanto e tão diversos factos a merecerem declaração! Mas cinjo-me ao ambiente que domina a actualidade que vivemos. Decerto influenciado pela minha informação, pelas minhas leituras. Que tropeçaram, por circunstâncias fortuitas (de fortuna ou de boa sorte) na releitura ou tri-leitura da conferência de Bento de Jesus Caraça de 1933, repetida e editada em 1939. Não vou transcrever as suas notas de actualização de Maio e Setembro de 1939, mas venho partilhar convosco a insólita sensação de estar a ler coisas escritas hoje e para hoje, apenas mudando nomes de personagens e de países. Há um receio, um medo, quase um desespero ou um pânico, no ar. As alternativas que se nos colocam, até para as nossas escolhas (que sendo de outros, são também nossas), são de susto.
Tanto é, ou parece ser, ou noticia-se até à exaustão como atentado terrorista. Sobretudo se for em Paris, Londres ou outra grande cidade do “1º Mundo”. Ataques com armas químicas não confirmados justificam, perante a opinião pública, dezenas de mísseis numa martirizada Síria; a “mãe de todas as bombas” é usada no Afeganistão, Estado há décadas festivamente “libertado dos soviéticos” que apoiavam um governo de legítima opção marxista há 30 anos; frotas navais e forças terrestres carregadas de destruição avançam contra ameaças de quem nunca atacou ninguém mas se afirma – “ameaçadoramente!”… – capaz de se defender do único Estado que usou bombas atómicas e destruiu massivamente cidades.
Fala-se da Coreia hoje, esquecendo ontem e apagando o paralelo 38, que deveria ter ficado na História por ser referência de uma estratégia de dividir, isolar e demonizar a parte de que não se consegue impedir a mudança inevitável a prazo.

Hoje, em Abril de 2017, há que lutar pela PAZ. Há que denunciar o que ainda mais a põe em perigo. Até porque o poder de destruição do produto da florescente indústria do armamento se multiplicou, foi exponenciado, depois de 1939, de Hiroshima e Nagasaqui, do paralelo 38 (que também passa por Portugal a sul de Rio Maior…), e não há o triste equilíbrio da “guerra fria”, do receio mútuo enquanto obstáculo à confrontação a quente.

É nosso dever coevo lutar pela PAZ!

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 01 de Maio, 2017 20:32:57

fmarques.org

Mr Robot

Olha o robot #tatemodern #london

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por fred em 01 de Maio, 2017 13:48:33

Abril 30, 2017

Abril 29, 2017

Abril 27, 2017

Abril 26, 2017

Abril 24, 2017

Abril 23, 2017

OuremReal

O aeroporto de Monte Real

Não li o artigo completo do dr. Santana Lopes sobre a localização do aeroporto complementar a Lisboa. Na parte que li, ele diz não entender o motivo por que a solução Monte Real não é considerada. Tem boa localização na zona centro e o investimento que seria preciso fazer seria relativamente baixo, comparando com a solução Montijo. Eu acho que o dr. Santana Lopes sabe por que é que a solução que defende não é considerada, mesmo tendo em conta que o que diz é verdade. Afinal, a procura de um aeroporto complementar ao de Lisboa é para resolver o quê? Os interesses do turismo da zona centro? Os interesses das pessoas que vivem na zona centro e dos turistas que nos visitam e que deixariam de percorrer os tais 150 kms para cá e para lá? Se alguém está convencido disso, eu não estou! Há muitos interesses, além daqueles, que, certamente, falarão mais alto. E, quando os governos resolvem vender a empresa que gere os aeroportos, e vendem a transportadora aérea nacional e abrem mão da sua capacidade de decisão…provavelmente, no futuro, terão de atender, primeiro, os outros e, depois, talvez possam preocupar-se com o turismo da zona centro.

A minha opinião é a seguinte:

Primeiro, é preciso dizer que nunca li nenhum relatório sobre os possíveis aeroportos complementares a Lisboa. Não sei por que foi abandonada a hipótese Ota, também se falou em Alverca e em Sintra, Alcochete depois e, agora Montijo. Nem tenho formação / informação para discutir um assunto desta complexidade. Portanto, falo de cor. É só intuição!

Em segundo lugar, a opção por um aeroporto complementar, não é uma “solução”, é um “remendo”. E digo isto, porque, com essa solução, dos dois principais  problemas graves com que o aeroporto de Lisboa se confronta neste momento, apenas um é, temporariamente, aliviado – o da capacidade de movimentos, ou seja, aterragens e descolagens, que estará, julgo eu, próximo do limite máximo. O outro problema, o que considero mais grave, a localização dentro da cidade, esse manter-se-á.

A solução? Um novo aeroporto, de raiz, fora da cidade, com 2 faixas (4 pistas), a mais ou menos 1,5 kms uma da outra, uma estrutura única que concentre todos os movimentos, com aterragens e descolagens em simultâneo. Há sítio para isso? Diz-se que Alcochete tem essa capacidade. Não sei! Montijo não tem! Monte Real parece-me que também não! Para além da distância! Problemas de impacto ambiental? Certamente que sim! Não faço ideia onde serão maiores! Há capacidade financeira? Admito que não! A menos que se fizesse de maneira faseada. Primeiro, uma faixa (duas pistas) e durante uns tempos (anos) seria complementar de Lisboa. Posteriormente, outra faixa e entraria na fase definitiva, libertando Lisboa. Seria uma maneira de aproveitar melhor o investimento e caminhar mais depressa para uma solução definitiva! Mas…é só uma opinião!

 

O.C.

por ouremreal em 23 de Abril, 2017 20:34:00

Abril 20, 2017

Anónimo Sec. XXI

Venezuela - OUTRA informação



A maior concentração realizou-se na capital, Caracas, onde o presidente Nicolás Maduro saudou os «mais de três milhões de venezuelanos, só na capital», que se mobilizaram em defesa da revolução bolivariana, da independência e da soberania nacional, de acordo com a Prensa Latina.
Na Avenida Bolívar, no centro da capital, concentraram-se «integrantes de organizações sociais, conselhos comunais, estudantes, trabalhadores e o povo em geral, em resposta a uma convocatória do Partido Socialista Unificado da Venezuela [de Nicolás Maduro]».
A marcha, habitual na data em que os venezuelanos comemoram a sua independência do Império Espanhol em 1810, ganhou uma dimensão «histórica», de acordo com a Telesur, face às mais recentes movimentações da direita venezuelana. Na terça-feira, as forças de segurança prenderam um grupo de mais de 30 pessoas suspeitas de prepararem um ataque armado sobre as manifestações marcadas para ontem pela oposição.
De acordo com Maduro, o grupo «tinha armas e explosivos, e, de acordo com a confissão [de elementos capturados], recebia financiamento do deputado Richard Blanco, do partido Aliança Povo Bravo». O presidente apelou à mobilização popular contra os «novos plano golpistas» da oposição, com o apoio dos EUA e da Organização de Estados Americanos. Na terça-feira, o Departamento de Estado norte-americano publicou uma declaração que está a ser entendida pelas autoridades venezuelanas como uma «luz verde» a um golpe de Estado.
Maduro anunciou ainda a criação de uma «mesa de diálogo» com as organizações da oposição, com o objectivo de «garantir a paz e o desenvolvimento económico».
«Apostaremos sempre nos instrumentos pacíficos, nos caminhos democráticos, para resolver as nossas diferenças com a oposição, pese embora a sua intenção golpista e as suas acções violentas», referiu o presidente venezuelano.
Protestos da oposição provocam morte de dois populares e de um guarda nacional
As mobilizações convocadas pela direita foram marcadas pela violência, com três mortos confirmados: dois jovens que passavam por manifestações da oposição e um elemento da Guarda Nacional Bolivariana.
Em Caracas, um jovem de 17 anos que, de acordo com a família, não participava no protesto oposicionista, foi baleado na cabeça e acabou por morrer depois de ter sido encaminhado para um hospital. No estado de Táchira (região dos Andes, junto à fronteira com a Colômbia), uma mulher de 24 anos foi assassinada quando se protegia dos confrontos que se iniciaram num protesto da oposição. De acordo com um jornalista presente no local ouvido pela EFE, a mulher não participava na manifestação.
Nos protestos da oposição no estado de Miranda, cujo governador é Henrique Capriles (candidato presidencial nas últimas eleições, derrotado por Maduro), um sargento da Guarda Nacional Bolivariana foi morto por disparos. O procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, anunciou que o elemento foi atingido por um «franco-atirador», que também feriu um coronel daquela força de segurança.
Tarek William Saab pediu ao governo que lance uma investigação aos assassinatos ocorridos na sequência de protestos organizados pela direita venezuelana que, desde meio da manhã, assumiram contornos violentos protagonizados por grupos encapuçados.

O vice-presidente da Venezuela, Tarek El Aissami, anunciou que já está em curso uma investigação a estes homicídios e a outros actos violentos que provocaram vários feridos. De acordo com o responsável, as autoridades venezuelanas dispõem de imagens onde se vêem deputados da oposição a coordenarem as acções dos elementos violentos que participaram nas manifestações.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 20 de Abril, 2017 13:23:16

25 de Abril, este ano e sempre!



COMEMORAÇÕES POPULARES DO 43.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

Apelo à participação

A Revolução de Abril constitui uma ímpar realização histórica do povo português,um acto de emancipação social e nacional.

O 25 de Abril de 1974, desencadeado pelo heróico levantamento militar do Movimento das Forças Armadas (MFA), logo seguido de um grandioso apoio popular, derrubou o regime fascista. O processo revolucionário que se seguiu transformou profundamente toda a realidade nacional. Culminando uma longa e heróica luta dos trabalhadores e do povo, realizou profundas transformações democráticas, restituiu a liberdade aos portugueses, consagrou direitos, impulsionou alterações políticas, económicas, sociais e culturais, afirmou a soberania e independência nacionais, consagrando-as na Constituição da República Portuguesa de 1976.

Ao período revolucionário seguiram-se quarenta anos com largos períodos de políticas de retrocesso social, de ataque aos direitos e conquistas de Abril, de precarização do trabalho e de abdicação da soberania nacional, que a luta do povo português interrompeu nas eleições de Outubro de 2015. Na actual fase da vida política nacional as comemorações da Revolução de Abril devem ser um momento para a convergência e unidade de democratas e patriotas, dos trabalhadores e do povo português, em defesa dos valores de Abril e da Constituição da República.

Comemorar e cumprir Abril é intensificar a luta pela consolidação dos avanços, que - ainda que insuficientes - começaram a verificar-se, na recuperação dos ataques que, durante décadas, com particular violência no mandato do último governo PSD/CDS, destruiu serviços públicos, desmantelou funções sociais do Estado, atacou direitos dos trabalhadores e das populações, quis fazer um ajuste de contas com o 25 de Abril, fazendo o País andar para trás.

Comemorar e cumprir Abril é aprofundar um caminho de defesa, reposição e conquista de direitos e rendimentos, de desenvolvimento de políticas para uma mais justa repartição da riqueza, de valorização e efectivação das conquistas que a Revolução inaugurou. Caminho que não é possível sem se romper com os limites hoje impostos à nossa plena soberania nacional.

Comemorar e cumprir Abril é, recentrando na Assembleia da República o papel de soberania que lhe compete e cuja legitimidade lhe advém do voto popular, assumirmo-nos como Estado Soberano, igual aos demais, em direitos e deveres, dentro de princípios e valores assentes na cooperação, na Paz, na não ingerência e pela solução pacífica dos conflitos internacionais.

Para reafirmar os valores de Abril é necessário que todos os democratas e patriotas se envolvam na construção de um futuro que os cumpra, pelo que a Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril apela à participação de todos no desfile que se inicia às 15h00 horas na Praça do Marquês de Pombal em Lisboa.


COMISSÃO PROMOTORA
Associação 25 de Abril •Associação Abril• Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRE!) • Associação Caboverdiana• Associação Conquistas da Revolução (ACR) • Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis • Associação Intervenção Democrática (ID) • Associação José Afonso (AJA) • Associação Os Pioneiros de Portugal • Associação Política de Renovação Comunista • Associação Portuguesa de Deficientes • Associação Portuguesa de Juristas Democratas • Associação Projecto Ruído • Bloco de Esquerda (BE) • Comissão Coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Região de Lisboa (CIL) • Comissão da Juventude da UGT • Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) • Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes(CNOD) •Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) • Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD) • Conselho Nacional da Juventude (CNJ)• Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) • Ecolojovem “Os Verdes” • Frente Anti-Racista (FAR) • Interjovem-CGTP • Jovens do Bloco • Juventude Comunista Portuguesa (JCP) • Juventude Socialista (JS) • Livre •Manifesto em Defesa da Cultura • Movimento Alternativa Socialista (MAS) • Movimento Cívico Liberdade e Democracia (MICLeD)• Movimento Democrático de Mulheres (MDM) • Movimento dos Utentes de Serviços Públicos (MUSP) • Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e Pela Paz no Médio-Oriente (MPPM) • Movimento Trabalhadores Desempregados • Partido Comunista Português (PCP) • Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) • Partido Operário de Unidade Socialista (POUS) • Partido Socialista (PS) • União Geral dos Trabalhadores (UGT) • União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) ·Diversos independentes




ADALCINA CASIMIRO
ADELAIDE PEREIRA
ADÉLIA PINHÃO
ADRIANO VENCESLAU
AFONSO CANDAL
AFONSO LUZ
AIRES RODRIGUES
ALBANO NUNES
ALBERTINO ALMEIDA
ALBERTO MARTINS
ALBERTO MATOS
ALEXANDRE CASTANHEIRA
ALEXANDRE DE S. CARVALHO
ALEXANDRE ROSA
ALFREDO FRADE
ALFREDO MONTEIRO
ALICE VIEIRA
ALÍPIO DE FREITAS
ALMADA CONTREIRAS
ALMEIDA CAVACO
ÁLVARO BELEZA
ÁLVARO SARAIVA
AMADEU LOPES
AMÁVEL ALVES
AMÉRICO FLOR
AMÉRICO LÁZARO LEAL
AMÉRICO NUNES
AMÍLCAR CAMPOS
ANA AVOILA
ANA BENAVENTE
ANA DRAGO
ANA GASPAR
ANA GOMES
ANABELA BOTELHO
ANA PIRES
ANA RITA CARVALHAIS
ANA SOUTO
ANA TERESA VICENTE
ANA VIANA
ANDRÉ MARTINS
ANDRÉ VIEIRA
ANDREIA PEREIRA
ÂNGELO ALVES
ÂNGELO PEREIRA
ÂNGELO SANTOS
ANÍBAL RAMOS
ANICETO AFONSO
ANTERO RESENDE
ANTERO RIBEIRO DA SILVA
ANTÓNIO ABREU
ANTÓNIO ANDREZ
ANTÓNIO AVELÃS
ANTÓNIO BELO
ANTÓNIO BOGALHO
ANTÓNIO BORGES COELHO
ANTÓNIO BRAGA
ANTÓNIO CAMPOS
ANTÓNIO CARRASCO CAEIRO
ANTÓNIO COSTA
ANTÓNIO FILIPE
ANTÓNIO FRAZÃO
ANTÓNIO GALAMBA
ANTÓNIO GAMEIRO
ANTÓNIO GROSSO
ANTÓNIO JAIME CARVALHO
ANTÓNIO JOSÉ AUGUSTO
ANTÓNIO JOSÉ SEGURO
ANTÓNIO JUVENAL GONÇALVES
ANTÓNIO LUÍS CORREIA
ANTÓNIO MASCARENHAS PESSOA
ANTÓNIO MATOS DE ALMEIDA
ANTÓNIO MATOSGOMES
ANTÓNIO MELO
ANTÓNIO MEYRELLES
ANTÓNIO REIS
ANTÓNIO TEODORO
ANTÓNIO VIEIRA DA SILVA
ANTÓNIO VITORINO D'ALMEIDA
APRÍGIO RAMALHO
ARANDA DA SILVA
ARMANDO BAPTISTA-BASTOS
ARMANDO ESTEVES
ARMANDO ISAAC
ARMÉNIO CARLOS
ARMÉNIO FIGUEIREDO
ARMINDO MIRANDA
ARNALDO CRUZ
ARNALDO PEREIRA
ARTUR MARTINS
ARTUR SARMENTO
A. COIMBRA DO AMARAL
AUGUSTO FLOR
AUGUSTO PÓLVORA
AUGUSTO PRAÇA
AURÉLIO SANTOS
BALTAZAR LOURENÇO
BAPTISTA ALVES
BARBOSA DE OLIVEIRA
BEATRIZ GOULART
BEJA SANTOS
BERNARDINO ARANDA
BERNARDINO SOARES
BERTA PEREIRA
BILLSTEIN SEQUEIRA
BORGES CORREIA
BRUNO CARAPINHA
BRUNO TEIXEIRA
CÂNDIDA RAIMUNDO
CARLA BARRIAS
CARLOS A. F. BRAGA
CARLOS ANTÓNIO DE CARVALHO
CARLOS BRAGA
CARLOS BRITO
CARLOS CARVALHAS
CARLOS CARVALHO
CARLOS CHAPARRO
CARLOS CLEMENTE
CARLOS COUTINHO
CARLOS FRIAS BARATA
CARLOS HUMBERTO
CARLOS LUÍS FIGUEIRA
CARLOS MARQUES
CARLOS MATOS GOMES
CARLOS RABAÇAL
CARLOS SANTOS
CARLOS SILVA
CARLOS SOUSA
CARLOS TRINDADE
CARLOS ZORRINHO
CARMELINDA PEREIRA
CARMEN FRANCISCO
CASIMIRO MENEZES
CATARINA ALBERGARIA
CATARINA LOPES
CATARINA MARTINS
CECÍLIA HONÓRIO
CELESTE CORREIA
CÉLIA LOPES
CÉLIA PORTELA
CELINA LEAL
CELSO FERREIRA
CÉSAR ROUSSADO
CIPRIANO JUSTO
CIPRIANO PISCO
CLARINDA VEIGA-PIRES
CLÁUDIA MADEIRA
CLAÚDIA SOARES
CLEMENTINA HENRIQUES
COSTA BRÁS
CRISTINA MOURA
CRISTINA NETO
CRISTINA SERRA
CRISTINA VIGON
CRISTÓVÃO MOREIRA
CUCO ROSA
CUSTÓDIA FERNANDES
DANIEL BRANCO
DANIEL RODRIGUES
DANIEL VENTURA
DAVID ÁVILA
DELFIM T. MENDES
DELGADO FONSECA
DELMIRO CARREIRA
DEMÉTRIO ALVES
DEOLINDA MACHADO
DIAS BAPTISTA
DILMA B. MADEIRA LOPES
DINA NUNES
DINIZ DE ALMEIDA
DOMINGOS ABRANTES
DOMINGOS LOPES
DOMINGOS PAULINO
DUARTE CORDEIRO
DULCE ARROJADO
DULCE REBELO
EDGAR LOPES
EDITE ESTRELA
EDMUNDO PEDRO
EDUARDO FERRO RODRIGUES
EDUARDA GONÇALVES
EDUARDO ABREU
EDUARDO PIRES
EDMIR BARRETO FARIA
ELISA DAMIÃO
ELVIRA NEREU
ELVIRA SOUSA
ERNESTO FERREIRA
ERNESTO SILVA
ESMERALDA ANDRÉ
EUFRÁZIO FILIPE
EUGÉNIO ALVES
EURICO BRILHANTE DIAS
EURICO REIS
EZEQUIEL LINO
FALCÃO DE CAMPOS
FÀTIMA AMARAL
FÁTIMA MESSIAS
FAUSTO LUCAS MARTINS
F. BARÃO DA CUNHA
FELICIANO DAVID
FÉLIX MAGALHÃES
FERNANDA LAPA
FERNANDA MATEUS
FERNANDO AMBRIOSO
FERNANDO CASIMIRO
FERNANDO CASTRO
FERNANDO DACOSTA
FERNANDO GOMES
FERNANDO LOPES CORREIA
FERNANDO LOUREIRO
FERNANDO MONIZ
FERNANDO PEREIRA MARQUES
FERNANDO RAMALHO
FERNANDO ROSAS
FERNANDO VAZ
FILIPA COSTA
FILIPE COSTA
FILIPE GALVÃO
FLORA PEREIRA DA SILVA
FLORIVAL LANÇA
FRANCISCO ASSIS
FRANCISCO BRÁS
FRANCISCO CASTRO RODRIGUES
FRANCISCO FANHAIS
FRANCISCO FORTUNATO
FRANCISCO LOPES
FRANCISCO LOUÇÃ
FRANCISCO MADEIRA LOPES
FRANCISCO NEGRÕES
FRANCISCO NEVES
FRANCISCO PEREZ
FRANCISCO R. GONÇALVES
FRANCISCO SANCHEZ
FRANCISCO VITORINO
GARCIA DOS SANTOS
GIL GARCIA
GONÇALO BARREIROS
GONÇALVES NOVO
GOUVEIA DE CARVALHO
GRACIETE CRUZ
GUADALUPE GONÇALVES
GUADALUPE SIMÕES
GUIDA VIEIRA
GUILHERME PINTO
GUILERME STATTER
HANQUES DIPAKRAI
HEITOR DE SOUSA
HELDER COSTA
HELDER MADEIRA
HELENA ANDRADE E SILVA
HELENA BASTOS
HELENA MONTEIRO
HELENA NEVES
HELENA ROSETA
HÉLIO BEXIGA
HELOÍSA APOLÓNIA
HENRIQUE LOPES DE MENDONÇA
HENRIQUE SOUSA
HENRIQUE RUIVO
HERCULANO MARTINS
HERNÂNI MOURÃO
HORÁCIO FIGUEIREDO
HUGO ALBUQUERQUE
HUGO GARRIDO
HUMBERTO SIMÕES DOS SANTOS
ILDA FIGUEIREDO
ILÍDIO FERREIRA
INÊS DRUMMOND
INÊS ZUBER
ISABEL BAPTISTA
ISABEL BARBOSA
ISABEL CASTRO
ISABEL QUINTAS
IVAN NUNES
JAIME DA MATA
JAIME SALOMÃO
JAMILA MADEIRA
JERÓNIMO DE SOUSA
JOANA AMARAL DIAS
JOANA SILVA
JOÃO ANTÓNIO ANDRADE SILVA
JOÃO ANTÓNIO VICENTE
JOÃO BAU
JOÃO BERNARDINO
JOÃO CORREGEDOR DA FONSECA
JOÃO COUTINHO VIANA
JOÃO CRAVINHO
JOÃO CUNHA E SERRA
JOÃO CURVÊLO
JOÃO FELGAR
JOÃO FERREIRA
JOÃO FRAZÃO
JOÃO GERALDES
JOÃO GORDO MARTINS
JOÃO JOSÉ FERREIRA
JOÃO LABRINCHA
JOÃO LOBO
JOÃO MIGUEL ALMEIDA
JOÃO NABAIS
JOÃO PALMINHA
JOÂO PASCOAL
JOÃO PAULO PEDROSA
JOÃO PEDRO CORREIA
JOÃO PROENÇA
JOÃO QUEIRÓS
JOÃO RIBEIRO
JOÃO SARAIVA
JOÃO SEMEDO
JOÃO SERRANO
JOÃO SILVA
JOÃO SOARES
JOÃO TORRADO
JOÃO TORRINHAS PAULO
JOÃO VARGAS
JOÃO VASCONCELOS COSTA
JOAQUIM CORREIA
JOAQUIM DIONÍSIO
JOAQUIM LABAREDAS
JOAQUIM MANUEL CARDOSO
JOAQUIM MARTINS
JOAQUIM MATIAS
JOAQUIM PAGARETE
JOAQUIM PILÓ
JOAQUIM RAPOSO
JOAQUIM ROSA DO CÉU
JORGE COELHO
JORGE CORDEIRO
JORGE COSTA
JORGE FÃO
JORGE FRANCO
JORGE NOBRE SANTOS
JORGE RIBEIRO
JORGE SEGURO SANCHES
JOSÉ ALBERTO PITACAS
JOSÉ ANTÓNIO CARDOSO
JOSÉ APOLINÁRIO
JOSÉ AURÉLIO
JOSÉ BARATA MOURA
JOSÉ BRÁS
JOSÉ CAETANO DUARTE
JOSÉ CARLOS MARTINS
JOSÉ CARNEIRO
JOSÉ CASIMIRO
JOSÉ COUTINHO VIANA
JOSÉ EMÍLIO DA SILVA
JOSÉ ERNESTO CARTAXO
JOSÉ ERNESTO OLIVEIRA
JOSÉ ESPERTO
JOSÉ FANHA
JOSÉ FERNANDES
JOSÉ FIDALGO
JOSÉ FONTÃO
JOSÉ GUILHERME GUSMÃO
JOSÉ JUNQUEIRO
JOSÉ LEITÃO
JOSÉ LOPES DE ALMEIDA
JOSÉ LUÍS CARNEIRO
JOSÉ LUIS FERREIRA
JOSÉ LUÍS JUDAS
JOSÉ L. SOBREDA ANTUNES
JOSÉ M. COSTA NEVES
JOSÉ MANUEL MAIA
JOSÉ MANUEL OLIVEIRA
JOSÉ MANUEL PUREZA
JOSÉ MANUEL SARAIVA
JOSÉ M. TENGARRINHA
JOSÉ M. TORRES COUTO
JOSÉ M. M. DE AZEVEDO
JOSÉ MARIA SILVA
JOSÉ MARTINS LEITÂO
JOSÉ MIGUEL GONÇALVES
JOSÉ NEVES
JOSÉ NICOLAU
JOSÉ RAIMUNDO SEARA
JOSÉ REIZINHO
JOSÉ ROMANO PIRES
JOSÉ SOEIRO
JOSÉ TAVARES
JÚLIO MIGUEIS
LANDEIRO LOPES
LEONOR CINTRA GOMES
LEVY BAPTISTA
LIBÉRIO DOMINGUES
LICÍNIO LOURENÇO
LÍDIA NUNES
LINO PAULO
LOPES DE ALMEIDA
LOPES MARTINS
LOURO COELHO
LÚCIA EZAGUY
LUÍS CAIXEIRO
LUÍS ESTEVES
LUÍS FAZENDA
LUÍS FERNANDES
LUÍS FILIPE COSTA
LUÍS FRANCO
LUÍS LOPES
LUÍS MAÇARICO
LUÍS MOITA
LUÍS NASCIMENTO
LUÍS NAZARÉ
LUÍS PAULO BAPTISTA
LUÍSA IRENE DIAS AMADO
LURDES SILVA
MADEIRA LOPES
MANUEL ALEGRE
MANUEL BEGONHA
MANUEL CARVALHO DA SILVA
MANUEL CORREIA
MANUEL CUSTÓDIO JESUS
MANUEL DA SILVA
MANUEL DURAN CLEMENTE
MANUEL FERNANDES
MANUEL FIGUEIREDO
MANUEL FREIRE
MANUEL GRAÇA
MANUEL GUERREIRO
MANUEL GUSMÃO
MANUEL MACHADO SÁ MARQUES
MANUEL MANEIRA
MANUEL RODRIGUES
MANUELA BERNARDINO
MANUELA CAETANO
MANUELA CUNHA
MANUELA ESTEVES
MANUELA GRAÇA
MANUELA TAVARES
MARCOS PERESTRELLO
MARCOS SÁ
MARGARIDA ABOIM INGLEZ
MARGARIDA BOTELHO
MARIA ADELINO MACHADO
MARIA ALFREDA CRUZ
MARIA ALICE MONTEIRO
MARIA AMÉLIA ANTUNES
MARIA ÂNGELA MIGUEL GRÁCIO
MARIA ÂNGELA DE OLIVEIRA
MARIA AUGUSTA DE SOUSA
MARIA BRANCO
MARIA C. TITO DE MORAIS
MARIA CARRILHO
MARIA DA GRAÇA FERNANDES
MARIA DAS DORES CABRITA
MARIA DE BELÉM ROSEIRA
MARIA L. B. PEREIRA GOMES
MARIA DA LUZ ROSINHA
MARIA DO CARMO TAVARES
MARIA DO CARMO ROMÃO
MARIA DO CÉU GUERRA
MARIA DO ROSÁRIO GAMA
MARIA ELVIRA GONÇALVES
MARIA EMÍLIA SOUSA
MARIA EUGÉNIA COELHO
MARIA FILOMENA RAMOS
MARIA GUADALUPE PORTELINHA
MARIA INÁCIA REZOLA
MARIA JOÃO ANDRADE
MARIA JOSÉ GOMES
MARIA JOSÉ MATOS
MARIA LEONOR BOTELHO
MARIA L. CLEMENTE DA SILVA
MARIA L. CASTRO RODRIGUES
MARIA LURDES FRANÇA
MARIA L. PIRES MONTEIRO
MARIA DA LUZ BATISTA
MARIA MANUELA BARRETO
MARIA DO ROSÁRIO RODRIGUES
MARIA VILAR DIÓGENES
MARIANA MORTÁGUA
MARÍLIA NOURA
MARÍLIA VILLAVERDE CABRAL
MÁRIO DE CARVALHO
MÁRIO DURVAL
MÁRIO FIGUEIREDO
MÁRIO JORGE NEVES
MARIO MOURÃO
MÁRIO NOGUEIRA
MÁRIO PINTO
MÁRIO SIMÕES TELES
MÁRIO TOMÉ
MÁRIO ZAMBUJAL
MARISA MATIAS
MARTA MATOS
MARTINS COELHO
MARTINS GUERREIRO
MARTINS LOPES
MENESES RODRIGUES
MIGUEL ALEXANDRE
MIGUEL COELHO
MIGUEL FREITAS
MIGUEL GINESTAL
MIGUEL LARANJEIRO
MIGUEL MADEIRA
MIGUEL PINTO
MIGUEL REBORDÃO AMARAL
MIGUEL REIS
MIGUEL TIAGO ROSADO
MODESTO NAVARRO
MOTA ANDRADE
NARCISO MIRANDA
NATACHA AMARO
NATÁLIA NUNES
NATÁLIA SANTOS
NÍDIA ZÓZIMO
NUNO AMARAL
NUNO BALTAZAR MENDES
NUNO CABEÇADAS
NUNO PINTO SOARES
NUNO RAMOS DE ALMEIDA
NUNO SANTA CLARA GOMES
NUNO SANTOS SILVA
OCTÁVIO AUGUSTO
OCTÁVIO TEIXEIRA
ODETE SANTOS
OLIVEIRA MONTEIRO
OLÍVIA CUNHA LEAL
ORLANDO ALMEIDA
ORLANDO CHAÇO
OSÓRIO GOMES
OTELO SARAIVA DE CARVALHO
PAULA BORGES
PAULA COSTA
PAULA GIL
PAULA SANTOS
PAULA VELÁSQUEZ
PAULO ALEXANDRE
PAULO AREOSA FEIO
PAULO FIDALGO
PAULO JACINTO
PAULO MARQUES
PAULO RAIMUNDO
PAULO SOUSA
PAULO SUCENA
PAULO TRINDADE
PEDRAZ DE SOUSA
PEDRO ADÃO E SILVA
PEDRO BRAGANÇA MAIA
PEDRO FERRAZ DE ABREU
PEDRO FILIPE SOARES
PEDRO LAURET
PEDRO NUNO SANTOS
PEDRO PENILO
PEDRO SANTA RITA
PEDRO SANTOS FERREIRA
PEDRO SARAIVA
PEDRO SERIGADO
PEDRO VAZ
PEREIRA DE CASTRO
PEREIRA DA MATA
PESSANHA DE OLIVEIRA
PEZARAT CORREIA
PITA ALVES
RAFAEL BOTELHO
RAIMUNDO NARCISO
R. SOARES RODRIGUES
REGINA MARQUES
REGO MENDES
RENATO BARROSO
RICARDO CASTANHEIRA
RICARDO FERNANDES
RICARDO NEVES
RICARDO PRONTO
RICARDO ROBLES
RITA MAGRINHO
RITA RATO
RODOLFO CASEIRO
RODRIGO SOUSA E CASTRO
RODRIGUES DOS SANTOS
ROGÉRIO BRITO
ROGÉRIO CASSONA
ROGÉRIO MOREIRA
ROGÉRIO SILVA
ROSA A. M. R. GUIMARÃES
ROSA BRANDÃO
ROSA DO EGIPTO
ROSADO DA LUZ
ROSA RABIAIS
ROSÁRIO SIMÕES
RUBEN DE CARVALHO
RUI CUNHA
RUI GODINHO
RUI MENDES
RUI NAMORADO ROSA
RUI PAIXÃO
RUI PUCARINHO
RUI RANGEL
RUI SOLHEIRO
SANCHES OSÓRIO
SANDRA BENFICA
SANDRA MONTEIRO
SANTOS SAPATEIRO
SEBASTIÃO GOULÃO
SÉRGIO CARVALHÃO DUARTE
SÉRGIO MONTE
SÉRGIO PARREIRA DE CAMPOS
SÉRGIO PINHEIRO
SÉRGIO RIBEIRO
SILVA BARATA
SOFIA MOUGA
SOFIA VILARIGUES
SÓNIA COLAÇO
SÓNIA FERTUZINHOS
SÓNIA SANFONA
SUSANA AMADOR
SUSANA SILVA
TASSO DE FIGUEIREDO
TERESA DIAS
TERESA NEVES
TERESA SEABRA
TERESA VILLAVERDE CABRAL
TIAGO CUNHA
TIMÓTEO MACEDO
TOMÁS FERREIRA
TOMÁS LEIRIA PINTO
ULISSES GARRIDO
VALDEMAR SANTOS
VALTER LOIOS
VANDA CRUZ
VASCO CARDOSO
VASCO CARVALHO
VASCO FRANCO
VASCO LOURENÇO
VASCO OLIVEIRA
VASCO PAIVA
VERA JARDIM
VICENTE MERENDAS
VIRIATO JORDÃO
VITALINO CANAS
VÍTOR AGOSTINHO
VÍTOR BAETA
VÍTOR BANDARRA
VÍTOR CAVACO
VÍTOR COSTA
VÍTOR DE ALMEIDA
VÍTOR DIAS
VÍTOR FARIA E SILVA
VITOR GARRIDO
VÍTOR GONÇALVES
VÍTOR HUGO DA MOTA
VÍTOR HUGO SEQUEIRA
VÍTOR RAMALHO
VÍTOR RANITA
VÍTOR SARMENTO
VÍTOR SILVA
WANDA GUIMARÃES
ZALUAR NUNES BASÍLIO
ZÉLIA AFONSO




por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 20 de Abril, 2017 12:06:56

Abril 18, 2017

Abril 17, 2017

Abril 15, 2017

Anónimo Sec. XXI

Os embustes e o perigo da guerra



CPPC alerta para gravidade
da situação na Coreia
Abril Abril . 15 DE ABRIL DE 2017

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia a fragilidade da argumentação dos EUA para intensificar as manobras e ameaças contra a República Popular Democrática da Coreia (RPDC), bem como a hipocrisia subjacente às suas exigências.

http://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/peninsula-da-coreia-manobras.jpg?itok=T6ztARlN

«Só por manifesta hipocrisia podem os EUA exigir de forma unilateral o que quer que seja em matéria de desnuclearização», afirma o CPPC num comunicado hoje divulgado. E acrescenta: «O que serve verdadeiramente a causa da paz e da segurança no mundo é o necessário desmantelamento geral, simultâneo e controlado de todos os arsenais nucleares existentes no mundo.»
O pretexto da ameaça nuclear norte-coreana, invocado pelos EUA para intensificarem as suas ameaças, «não colhe», tendo em conta que, muito antes do programa nuclear coreano, os norte-americanos já haviam colocado o país asiático no «famigerado "eixo do mal" de George W. Bush» e que há muito vinham «realizando exercícios militares de grande envergadura em conjunto com a República da Coreia e o Japão, simulando ataques à RPDC», explica o CPPC.
Não faz sentido «falar do justo objectivo de desnuclearização da Península da Coreia, ou no mundo, de forma unilateral, apontando apenas a uma das partes». A mesma exigência tem de ser feita ao país «que detém dos maiores arsenais nucleares do mundo, que promove a sua modernização e instalação fora do seu território e afirma na sua doutrina militar a possibilidade da sua utilização num primeiro ataque: os Estados Unidos da América», lê-se na nota.
O desígnio da desnuclearização naquela região do globo deverá ser acompanhado de medidas que garantam, de facto, à RPDC que não será alvo de uma agressão militar por parte dos EUA. Em simultâneo, o CPPC defende que devem ser criadas condições «para que o povo coreano, sem ingerências nem pressões externas, possa unificar a sua pátria, dividida há tempo de mais por razões que lhe são totalmente alheias» – um anseio legítimo que não será concretizado enquanto persistir «a escalada militarista e as ameaças de agressão dos EUA contra a RPDC».
Situação grave
No documento, intitulado «Paz na Península da Coreia! Mais guerra não!», o CPPC chama a atenção para a gravidade da actual situação na Península da Coreia, após o «reforço da presença e da intensificação da pressão militares dos EUA contra a RPDC», assim como «para as imprevisíveis e dramáticas consequências de uma escalada belicista nesta região».
Depois «do recente ataque militar directo contra a Síria e do lançamento de uma bomba de grande potência numa zona remota do Afeganistão», as ameaças dos EUA à RPDC e «o aumento dos meios e forças militares norte-americanos» na Península coreana constituem «uma nova e muito perigosa» afronta à paz e à segurança.

É neste contexto que o CPPC reafirma a sua «exigência da paz, do fim da escalada militarista e da resolução do conflito por meios pacíficos, no quadro do respeito dos Princípios da Carta das Nações Unidas».

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ver também:

Coreia do Norte: O grande embuste revelado

Publicado em 2017/04/07, em: http://resistir.info/coreia/o_grande_embuste.html
Colocado em linha em: 2017/04/14

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 15 de Abril, 2017 20:58:28

Abril 14, 2017

Anónimo Sec. XXI

Surpresas em França?!

Sem me ter aguçado o apetite (J), transcrevo o ponto 9. do Expresso curto desta manhã:

« (…)
9. Estão quase aí as eleições em França

Esta semana, e quando já faltam poucos dias para as decisivas eleições presidenciais em França, temos três textos, que fazem a abertura da seção internacional do jornal. Deixo-lhes os títulos, para aguçar o apetite:

-“Novo De Gaulle precisa-se. Pode ser Macron?” (sobre os últimos desenvolvimentos na campanha e as possibilidades de vitória dos vários candidatos)

-A tentação de uma geringonça à francesa(sobre o que se pode seguir às presidenciais em matéria de governação)

-Macron e Hamon dividem PS português(sobre a forma como os socialistas nacionais estão a olhar para o escrutínio).

(…)»

Com dois breves comentários:
·        Como se faz “informação”, sistematicamente apagando nomes que importa não lembrar (o de Mélenchon, por exemplo);
·        A forma capciosa como se refere a alternativa “à portuguesa”, para a qual, aliás, seria indispensável um PCF “à PCP”, que M. Hamon se “esqueceu” de visitar quando veio a Portugal em visita ao PS português.

E um trecho de contratexto (de El País):

·        «(…) Prova do alarme suscitado pela hipótese Mélenchon, o Le Figaro, o grande diário da direita francesa, dedicou-lhe a capa de ontem com uma manchete de impacto: “Mélenchon: o delirante projeto do Chávez francês”. Mélenchon está em sintonia com a nova esquerda europeia, do Podemos na Espanha ao trabalhista britânico Jeremy Corbyn, mas também reconhece sua inspiração na esquerda latino-americana. O Le Figaro observa que, por ocasião da morte de Hugo Chávez e Fidel Castro, ele visitou a estátua de Simón Bolívar, às margens do Sena, perto da Ponte Alexandre III. (…)»


por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 14 de Abril, 2017 11:51:59

Abril 13, 2017

Anónimo Sec. XXI

De que cor ficará a França? (e nós...)

Ontem, a 12 deste mês de Abril, deixei aqui um "post" [Transcrições (e breves comentários) sobre eleições em França], resultado do meu interesse e informação sobre as eleições francesas do próximo dia 23. 
Esperava, hoje, encontrar no avante! reforço informativo (e daquele que procuro...) sobre essas quanto a mim tão importantes eleições. Admito que a minha formação francófona, ou seja, de outros tempos..., distorça as prioridades e hierarquias, mas estou convicto que essas eleições poderão ter grande influência nas actuais e perturbadoras mudanças na ordem política internacional.
É certo que a França parece pouco marcar a actualidade, de tal modo esta é absorvente e está pontuada por acontecimentos de enorme relevância (e perigosidade), mas, apesar das pré-cauções e atenção auto-crítica, não me sinto capaz de ignorar, ou desvalorizar, o que tanto - a nós, portugueses e, por isso, europeus - nos diz respeito.
Um PSF que, após acontecimentos insólitos que, há quatro anos, lhe  "roubaram" o candidato mais que putativo (Dominique Strauss-Kahn) e, apesar disso, ganhou essas eleições, como que se esvaziou. Para não dizer que desapareceu do actual largo leque de candidatos elegíveis, não obstante ter 3 seus ex-membros (e ministros...) entre os 5 estimados (mas não estimáveis...) para a 2ª volta.
Este facto, não dos alternativos embora produto de sondagens, veio juntar-se a um outro facto já esperado mas nem por isso menos lamentável, do apagamento, não só eleitoral, de um PCF com tradições de luta de resistência e revolucionária de notável expressão. É certo, e esperançoso (aquilo que se diz ser a última coisa a morrer...), que um candidato (Mélenchon) tem o apoio desse partido histórico e heróico, e que se pode ver, na sua inesperada ascensão, um reflexo de despertar de consciência das massas,

... mas isso não minora o peso/pesar pelo "desaparecimento" do PCF (e pela falta que ele faz!). 
Ajuda-me esta prenda excepcional que amigos me ofereceram pelos 80 anos...



por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 13 de Abril, 2017 18:20:23

Abril 12, 2017

Anónimo Sec. XXI

A História não se repete... mas imita-se! Um testemunho relevante (de um Jornalista!)

Verdades alternativas









Carlos Santos Pereira




Mover a Montanha in              Abril 11, 2017 365 Words

Quarenta e oito horas e uns quantos Tomahawk disparados de um navio americano no Mediterrâneo, foi quanto bastou.
Calaram-se todas as dúvidas. Recolheram-se quaisquer reticências. Apagaram-se de vez os últimos “alegados”. Sub-repticiamente, a narrativa dos media passara a assumir o ataque sírio com armas químicas contra Idlib como um facto comprovado e inquestionável.
De mera suspeita, de hipótese entre outras, o “crime de guerra” passou a verdade assente e definitiva. Os Tomahawk tinham a bênção do concerto das nações. Trump pôde enfim dar uma de “duro” e sacudir a pressão doméstica. Os “falcões” do Pentágono e do Senado marcavam mais uns pontos na sanha de confrontar Putin a qualquer preço
A técnica está mais do que rodada. 

Lembram-se do célebre massacre de Sarajevo de 28 de Agosto de 1995?
No mesmo momento em que elementos da Forpronu e observadores militare s apelavam à prudência, chamando a atenção para factos que desmentiam a hipótese de um morteiro sérvio, o general Rupert Smith, comandante da força de paz na Bósnia, concluía sem pestanejar: foram os sérvios, “beyond any reasonable doubt”. Foram os sérvios, foram os sérvios e pronto! – repetiram prontamente os media.
Os caças da NATO tinham enfim via livre para bombardear os sérvios intervir de forma ainda mais aberta no conflito – e alterar definitivamente o curso da guerra na Bósnia. Dizia Hiran Jameson em 1919 que a verdade é sempre a “primeira vítima” da guerra. 

A manipulação fez sempre parte da arte da guerra. A propaganda sempre procurou porém disfarçar-se minimamente de verdade.
Tudo isso se alteraria neste nosso “glamoroso” mundo novo. A mentira passou a dispensar qualquer disfarce para se transformar em verdade. E nem precisa de ser repetida mil  vezes. Basta vir no telejornal.

A manobra resultou uma vez mais em cheio na Síria. Os apelos a uma investigação rigorosa dos acontecimentos de Idlib calaram-se. Os media – repórteres, pivots, editores, comentadores, analistas, opinion makers, patrões e quejandos – cumpriram plenamente o seu papel.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 12 de Abril, 2017 19:20:23

Adenda a transcrição anterior (sem comentário!)



«(...) Sean Spicer afirmou que “mesmo alguém tão desprezível como Hitler não desceu ao nível de usar armas químicas”. Hitler usou câmaras de gás nos campos de concentração nazis durante a Segunda Guerra Mundial.
“É fácil imensos idiotas formarem a opinião pública”, afirma Eric Frattini em entrevista ao Expresso Diário, sobre o fenómeno das “fake news”, notícias falsas, demagogia e desinformação. O espanhol especialista em serviços secretos é autor de “Manipulação da Verdade” (Bertrand).(...)»

Pedro Santos Guerreiro, em Expresso Curto




por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 12 de Abril, 2017 15:38:00

Transcrições (e breves comentários) sobre eleições em França

Acompanho com o maior interesse - até por razões pessoais, de memória viva e amizades fraternas, familiares - as eleições em França. Tenho-me contido, neste registo de informações e informação, apesar do crescente interesse e consciência da sua importância. Hoje, ao ler a actualização matinal, não resisto, antes me senti estimulado a transcrever este excerto de Expresso curto, de Pedro Santos Guerreiro. Transcrição que acompanho com comentários a vermelho (pois de que outra cor poderiam ser?)


«Daqui a semana e meia, há eleições em França. Mesmo sem se saber se muda tudo, já tudo mudou. Mudou na esquerda francesa (importa reflectir sobre o que se considera esquerda, e recuso uma consensualidade imposta sem senso... de democraticidade e pluralismo) mesmo que a direita não ganhe. Mas mudará toda a Europa se Marine Le Pen vencer. As sondagens dizem que não, que pode até ganhar na primeira volta mas perde na segunda. Mas o que acertam as sondagens?
“É inédito. Tudo pode acontecer", afirmou ontem o diretor do Departamento de Estudos do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop), citado pelo DN: quatro candidatos estão com intenções de voto próximas dos 20%: Marine Le Pen já era uma séria candidata, assim como Emmanuel Macron, mas Jean-Luc Mélenchon desatou a subir nas últimas semanas (no que vejo, com pesar, sinais da ausència de um histórico e afirmativo PCF, e com a sempre renovada esperança da tomada de consciência de massas populares) e já ultrapassou François Fillon. Ou seja, uma nacionalista de direita e um populista de esquerda (outra consensualidade que se pretende impor e que recuso!) assomam, residindo s esperanças europeias (incluindo as de Angela Merkel) em Macron (o que é isto de "esperanças europeias"?, pergunta um europeu por nascimento e convicção, que está contra essa coisa chamada União Europeia). E, como escreve o Ricardo Costa, de surpresa em surpresa um facto emerge: “o PS francês está em vias de desaparecer”.
Estas são as eleições mais importantes do ano na Europa: uma eleição de Le Pen será uma pedrada na União Europeia, que a ameaça muito mais do que o Brexit, escrevia ontem, no Público, Teresa de Sousa (com quem estou - estranhamente... mas só nisto! - de acordo).
O crescimento de partidos anti-europeus (sejam eles nacionalistas, populistas ou ambas as coisas) (valerá a pena repetir o desacordo quanto às etiquetas? vale sempre!) resulta do fracasso da UE em dar respostas aos problemas de que ela passou a fazer parte (e contribui para agravar). Esses problemas não têm apenas a ver com falta de liderança, com derivas ideológicas ou com paralisias institucionais (com opções de classe...). A esquerda (o que chamam esquerda!) deixou-se capturar pelo sistema financeiro, sendo incapaz de produzir um discurso e uma política que reaja à condição de endividados. E a direita da social-democracia (a "esquerda" que não é de esquerda!) resignou-se à condição de uma desigualdade crescente. Ainda esta semana o FMI emitiu um relatório que confirma o agravamento do fosso de distribuição da riqueza entre o capital e o trabalho, em desfavor deste. Isto é, dos salários. Aceitar este efeito colateral (colateral?) do capitalismo financeiro e globalizado como inevitável é muito mais do que não saber lidar com resgates, é ignorar uma das principais razões pelas quais o eleitorado europeu vota contra o projeto que lhe vem garantindo a paz (rejeito este pressuposto de que "o projecto garantiu a paz, porque é falso!). Mas não a prosperidade.
Faltam 11 dias para as eleições francesas e nenhumas outras fora de Portugal são este ano tão importantes para o que se passa – e passará - também connosco.» 

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 12 de Abril, 2017 12:53:35

Abril 11, 2017

Anónimo Sec. XXI

Siria e outros sentires... neste "estado do mundo"

Sentei-me a esta secretária de (quase) todas as manhãs com a disposição de aproveitar muito do que lera antes de adormecer. Na revista rápida de "novidades", sou agarrado por um Expresso curto, do Valdemar Cruz. Que me exige o trabalho de divulgação ao meu alcance!




11 de Abril de 2017
Há um vento de lamentos nos lamentos do vento



Os primeiros-ministros dos sete países do sul da Europa (França, Itália, Espanha, Portugal, Chipre, Grécia e Malta), ontem reunidos, como seria de esperar não esboçaram qualquer ato de condenação do ataque lançado pelos Estados Unidos contra a Síria na madrugada da passada sexta-feira. Revelaram até compreensão. E aqui entra a contradição suprema, porque ao mesmo tempo que entendem ser necessário sublinhar que “não pode haver uma solução militar do conflito”, acrescentam que apenas no âmbito das resoluções da ONU e das conversações de Genebra será possível encontrar uma solução política crível, capaz de assegurar a paz, a estabilidade da Síria e a derrota do autodenominado Estado Islâmico. Ou seja, tudo o contrário do que fizeram os EUA e pelo qual estes países mostraram compreensão. Ou então sou eu que estou desfocado, deslocado, e “às vezes sinto-me como um órfão, muito longe de casa”. Este é um lamento com dezenas de anos, que Jimmy Scott canta de uma forma comovente, como o fizeram, entre muitos outros, Louis Armstrong, Odetta, Pete Segger, Charlie Haden ou Prince. São palavras de um espiritual negro, cujo registo mais antigo data de 1870, concebido para denunciar a prática comum de vender os filhos dos escravos. Aqui subverto-lhe o sentido original e converto-o no lamento por um outro tipo de tráfico, o das ideias, a que assistimos no tempo que passa.

Bashar al-Assad é apresentado como o maior dos facínoras, autor de crimes odiosos, inomináveis. Seja ou não, e já se viu como há opiniões para todos os gostos e conveniências, não podem existir dúvidas sobre uma posição de princípio: existindo, esses crimes devem ser firmemente condenados e combatidos, ocorram eles na Síria, na Líbia, Arábia Saudita, em Israel, no Paquistão, no Egito, na Palestina, no Afeganistão, no Irão, no Sudão, ou onde quer que aconteçam e independentemente de quem sejam os seus responsáveis. A questão é, porém, outra. Com o mesmo empenho com que se repudiam as alegadas ações de Assad, tem de ser repudiado qualquer ato unilateral de guerra, executado à margem das decisões das Nações Unidas, e sem uma investigação rigorosa sobre o que realmente possa ter acontecido no terreno. Não permite ações imediatas? É fazer o jogo do agressor? Há hipótese de vetos (não há sempre?). Não é bom para um presidente acossado internamente poder ganhar novo fôlego com uma vistosa ação externa? Talvez não seja, mas o que a comunidade internacional tem de decidir – e Portugal em particular - é se, depois de tanto ter sido festejada por cá a eleição de António Guterres como Secretário Geral da ONU, afinal o que se celebrava era a eleição de um figura decorativa para um organismo que faz de conta que coordena, vigia e assegura o concerto das nações porque, no limite, a última palavra será sempre a que corresponda aos interesses de alguém tão fiável, tão seguro, tão tranquilo, tão previsível como Donald Trump, agora transformado no herói do combate aos russos e seus aliados. O problema é ser este o mesmo Presidente dos EUA que não há muitos dias era detestado pelo “centrão” que domina a política interna e externa do país, classificado como mentalmente instável, refém dos interesses de Vladimir Putin e desprezado pelos media. Bastaram uns mísseis e tudo mudou. O normal, portanto.
(...)
______________________________

Por aqui me poderia ter ficado, cumprido o que considerei um dever, e tentado continuar a manhã com outros trabalhos. Mas estava mesmo "agarrado". Pela lembrança do que senti, ontem, ao saber da compreensão (!) dos 7 do Sul relativamente aos misseis enviados dos Estados Unidos contra a Síria, que foi vergonha e... "motherless child" (alguma inevitável orfandade)!

"Los países del sur consideran “comprensible” el ataque de EE UU a El Asad"
 
(um terá ido "lá dentro"... ou, de tão pequeno, não coube na foto!)





por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 11 de Abril, 2017 12:30:49

OuremReal

Casa de pais...escola dos filhos!

Casa de pais...escola dos filhos! É um ditado muito velho!

É certo que nem sempre assim é! Mas quase sempre! E também sempre assim foi e, tudo leva a crer, assim continuará a ser! Como resolver o problema? Pois...cada um terá a sua "receita" e não custa nada opinar! O difícil é resolver! E há uma grande tendência para ter a solução para o problema do vizinho e não ser capaz de resolver o próprio!

Vem isto a propósito do tema do passado fim-de-semana, badalado pela imprensa cá de dentro e lá de fora, mais as redes sociais, relativo ao comportamento dos nossos alunos do Secundário que foram fazer “porcaria” para Espanha, ou viagem de finalistas, como se queira.

Pelas palavras dos responsáveis do hotel espanhol fica-se com a ideia que os mil alunos de que se fala se transformaram num bando de malfeitores que arrasaram tudo, ou quase, ao ponto de exigirem uma quantia de 50 mil euros para reparar os estragos. É preciso aferir a credibilidade das afirmações deste hotel!

Pelas palavras de alguns alunos não se passou quase nada, além de uma parede riscada, uns candeeiros arrancados, um televisor na banheira, um extintor abalroado, e pouco mais. Fica-se sem saber se o extintor teria sido usado para neutralizar as baratas que por lá haveria(?)…ou, eventualmente, para manifestar perante o diretor do hotel todo o desagrado pela falta de qualidade do serviço prestado e pela sua arrogância para com os hóspedes lusitanos.

Uma sr.ª espanhola, vizinha do hotel, queixava-se do barulho, que era tanto que não conseguiu dormir ao ponto de ter posto a hipótese de ter de ir passar a noite para outro lado. E outra que chamou a polícia porque pensava que os jovens estavam a lutar entre si.

Já um outro sr. também entrevistado, achava aquilo tudo normal e interessante para dar vida e mais animação aquele local.

Ouvindo a mãe de um dos alunos ficou-se a saber que, afinal, a rapaziada apenas se estava a divertir, foi para isso que fizeram esta viagem, é normal que bebam demais, os adultos também fazem o mesmo, quando se juntam, e se fosse para não fazerem barulho tinham alugado um hotel em Fátima que, presume-se, é um sítio onde não se faz barulho. Portanto, depreende-se, não se passou nada de especial…! Quanto a não se fazer barulho em Fátima…será uma novidade, mas se a sr.ª o diz…pode ser que assim seja! A menos que estivesse a referir-se a algum retiro espiritual onde seria descabido bebedeiras, algazarras, vandalismo e outras diversões associadas!

Posto isto e em jeito de conclusão:

Alguns destes alunos não souberam comportar-se! É uma vergonha!

Os pais destes alunos são os principais culpados, porque não souberam dar-lhes a educação necessária para viver em sociedade, onde o respeito pelo outro é o limite da liberdade de cada um! Parece que ainda não perceberam que a melhor forma de ajudar os filhos na sua educação não é a permissividade a qualquer preço, desculpabilizando os seus comportamentos por mais impróprios que sejam, em vez de os responsabilizarem e de lhes incutirem regras para uma correta inserção na sociedade. Provavelmente, em muitos casos, esta falta de respeito pelos outros vem no seguimento do que vai acontecendo lá por casa: o respeito, as regras, as obrigações, os direitos e os deveres não estarão organizados da maneira mais adequada! E, depois, isto vai refletir-se no comportamento escolar, evidentemente! E as escolas, o sistema de ensino em que estes alunos estão inseridos, não estão apetrechadas dos instrumentos necessários para conseguirem corrigir aquele desvio; nem ao nível material, nem pessoal, nem legislativo. A escolaridade obrigatória até aos 18 anos elevou o grau de exigência para patamares que estão muito acima da capacidade de resposta atual. A escola deve ser o seguimento e o aprofundamento da harmonia familiar, quando ela existe, transformando o seu caráter de obrigação em atracão e satisfação, mas também deve assumir uma função corretiva nos casos em que aquela harmonia não existe, numa tentativa constante de inverter a situação, porque, se assim não for, não faz sentido que a obrigatoriedade de frequência exista. Mas, para que isto possa acontecer, casos haverá em que algo terá que ser imposto! E, aqui, aumentam as dificuldades. Porque, sem a participação colaborante dos pais / encarregados de educação tudo fica mais complicado e não haverá estratégia que vingue. E a primeira interrogação que se coloca é: estarão os pais conscientes dessa necessidade e disponíveis para colaborar?

Uma coisa parce certa: o sistema educativo e as famílias têm muito que repensar e mudar se quiserem que o futuro seja melhor que o presente!

 

O.C.

por ouremreal em 11 de Abril, 2017 10:21:00

Abril 10, 2017

Anónimo Sec. XXI

Curto curso de manipulação - aulas práticas

No meio do vulcão assustador da violência bárbara, a comunicação social está a representar o seu papel. Que não é de independência e inocuidade, Longe disso! 
O "Expresso" vangloria-se de ter "descoberto" a expressão "linha vermelha da GUERRA". Ao mesmo tempo que participa, cumplicemente!, na sua ultrapassagem.
Explícita ou subliminarmente, o "regime de Assad" e os seus aliados são os "maus da fita", as fotografias de crianças violentamente destruídas ou agredidas são elemento emocional a utilizar 

(e a servirem de justificação para o injustificável, a servir de pretexto, a coberto das "informações").
Mas de que "informação"? Daquela que leva o director do semanário a descair-se na frase do seu editorial (na página 3 e em letra miudinha) "... Sim, supõe-se, porque toda a informação é esparsa e incredível. A própria autoria do inominável ataque químico não está confirmada." Não está confirmada!... mas o semanário de que é director do que assim confessa entra na onda comunicacional e manipuladora da condenação que justifica a ultrapassagem da "linha vermelha da GUERRA" e manda, para a coluna dos Altos E Baixos (entre um condenado por corrupção e um acusado de ser responsável por violência em campos de futebol), o "líder do grupo parlamentar" que teve a coragem de não aprovar a condenação do que não está confirmado e veio a servir para justificar (e provocar apoio a) um acto isolado de retaliação de extrema perigosidade para a debilitadíssima paz a nível mundial.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 10 de Abril, 2017 10:42:37

Síria - Denúncia e repúdio

«Aliados de Assad ameaçam responder 

se EUA atacarem de novo

Rússia, Irão e Hezbollah dizem que Washington ultrapassou "linha vermelha". EUA repetem que não vêm futuro para o país com Assad.
(...)»

("Público", de hoje à noite)

Assim se faz "informação", assim se manipula a opinião pública!
"Aliados de Assad"!... Assad é o chefe de um Estado chamado Síria!
Com que direito os Estados Unidos da América, por seu único alvedrio, decidem "retaliar" sobre um Estado, a partir de informações divulgadas (por quem e como?, talvez de "factos alternativos")?
Com que mandato se permitem, os EUA, "avaliar" sozinhos quem e como tem futuro noutros países?
Terão os EUA futuro com esta administração? 
Teremos nós futuro? Terá futuro a Humanidade?

Não é a primeira vez!, não será a última... mas isso não impede a denúncia e o repúdio! De acções e da "informação" que as pretexta e da "informação" que delas se faz

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 10 de Abril, 2017 00:21:23

Abril 09, 2017

Anónimo Sec. XXI

Neste domingo de manhã... uma adenda em catárse

TODOS E ALGUNS

Há a realidade. Seria ela (e dela) os factos que se noticiariam. Os facto que fariam a informação.
Mas…
Mas porque a realidade é complexa, há mais que uma versão/visão dos factos.
Pelo que o que se noticia, o que faz a informação, varia segundo quem faz e como se fazem as notícias, como se “dá” a informação.
E, sendo diferentes as versões, nenhuma versão é indiferente, nenhuma é inócua. E há as versões que não recuam perante a distorção dos factos reais (que são a realidade), há versões que manipulam os factos para os ajustar a preconceitos, a pressupostos, a interesses privados e não públicos, a interesses não de todos, a interesses apenas de alguns e alguns deles contra o interesse de todos.
Assim tem sido sempre, e mais evidente e decisiva se torna a informação quanto a inevitável democratização faz o poder efectivo depender do poder público nas suas diversas expressões, em que avulta a do voto cidadão.
Por isso, ganha maior força determinante a comunicação social, isto é, a informação às massas, ao povo, ao detentor do verdadeiro poder. Do poder que tem de ser delegado em alguns. Dos quais, alguns se apropriam como se deles fosse o poder que neles é delegado.

E surge, à luz do dia, uma faceta nova nos factos comunicados. Que nem são factos nem a faceta é nova mas que tão-só descaradamente assume o que, antes, se escamoteava e escondia. Essa faceta é a do “facto alternativo”, como se lhes chama e melhor se lhes chamaria as alternativas aos factos e/ou os falsos factosque se apresentam como se factos fossem ou tivessem sido. 
Fogos fátuos que servem para justificar factos reais (da realidade), para provocar factos reais que o poder real, o do povo!, rejeitaria mas que é aceite, se compreende, se apoia, quando não são exigidos pelas gentes assim "informadas". Factos reais contra todos, contra a Paz, contra  a Humanidade.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 09 de Abril, 2017 11:24:02

Síria e a "informação"

Na 4ª feira, no expresso rodoviário das 20.30 para Viseu, a minha vizinha do assento 3, reconhecendo-me como"um político" (como viria a dizer-me mais adiante e que, aliás, não serei mais do que ela ou outrem…) interpelou-me sem apresentações nem preâmbulos:
- … o que me diz da Síria?
Respondi-lhe, surpreso pela insólita abordagem:
- … sobre o quê da Síria, minha senhora?
- Sobre aquele crime horrendo das armas químicas. Aquele homem tem que ser tirado dali!
- Mas... qual crime?, qual  homem?
- Aquela criança na televisão, assassinada pelas armas químicas do Assad, ou lá como se chama o homem. Horrível! Têm de o tirar de lá, já matou milhões de pessoas, toda a gente foge de lá… Estou indignada!
- Oh minha senhora…, não vi a televisão e, se tivesse visto e ouvido, não reagiria como a senhora, teria sérias dúvidas sobre a veracidade e as intenções daquilo que ouviu e não o interpretaria como o fez, a partir de anteriores “informações” que lhe têm sido oferecidas. Do que não tenho dúvidas é que a sua indignação era o objectivo do que lhe foi mostrado, e que vai servir para justificar acções criminosas e muito perigosas para a Paz…

E assim continuou uma conversa de quase 100 quilómetros e de quase uma hora – nem sempre muito “pacífica”… –, até sermos depositar em Fátima, lugar de residência da senhora e minha escala para chegar a casa, entre o incomodado e o satisfeito por ter tentado cumprir um dever cívico.   

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 09 de Abril, 2017 10:41:41

Abril 05, 2017

Anónimo Sec. XXI

Que têm estado a fazer da nossa (!) Caixa Geral de Depósitos?



A CGD, o país, as populações,
o sistema financeiro










DOMINGO, 02 DE ABRIL DE 2017
O plano de reestruturação da CGD, definido por Bruxelas aquando da autorização para a sua recapitalização, termina em 2020. 
Nessa altura qual será a realidade da CGD? 
Será ainda o maior Banco do sistema bancário em Portugal?









A CGD anda, há praticamente um ano, nas «bocas do mundo» e revela-se como o grande alfobre da especulação jornalística e o alvo preferido dos «fazedores de opinião». Toda a gente parece fazer questão de debitar opiniões, desde as mais avisadas às mais delirantes, sobre a CGD.
O que poderá justificar este tão súbito e obsessivo interesse pela CGD? Lamentavelmente, apenas e só as movimentações políticas e os jogos de poder, internos e externos.
A nível interno, a importância que a CGD reveste para os interesses do país, a profunda ligação que tem às populações, o papel insubstituível de moderação que desempenha no sistema financeiro, a acção determinante e na altura amplamente reconhecida que foi obrigada a assumir, na insolvência do BPN, … mas isso são tudo aspectos que os seus detractores não valorizam, obcecados que estão com o seu descrédito, como Banco público.
Quanto às influências e movimentações políticas externas. É cada vez mais evidente que o interesse da UE, seja da Comissão Europeia ou das suas várias instituições (Banco Central Europeu e Direção de Concorrência)  é assumidamente contrário à existência no sistema financeiro português, da CGD, como Banco de capital público, que é também o maior do país e a referência das populações.
E porquê? Em primeiro lugar, porque para a ideologia dominante em Bruxelas, a responsabilidade pela atividade financeira em Portugal, deve ser entregue aos Bancos privados. Depois, porque é há muito indisfarçável a sua animosidade contra a CGD, não só por ser um Banco público mas porque  detém o papel de líder de quota de mercado.
As condições determinadas por Bruxelas para a autorização da recapitalização da CGD, aí estão a testemunhá-lo. Com uma mão, dão autorização e aceitam que essa recapitalização não seja vista como ajuda do Estado, para depois, com a outra mão, exigirem condições de reestruturação que passam pelo encerramento de 180 Balcões e pela redução de mais de 2000 postos de trabalho em território nacional. Para além disto e daquilo que se sabe, Bruxelas exige ainda a saída da CGD, de França, Espanha, Luxemburgo, Grã-Bretanha, Venezuela, Estados Unidos, Brasil e África do Sul.
«Os trabalhadores da CGD vão ser naturalmente as primeiras vítimas deste plano de reestruturação e aqueles que mais cedo o vão perceber, denunciar e combater.» Face a tudo isto e como diz a sabedoria popular, «não se morre da doença, mas morre-se da cura».
Que CGD teremos em 2020, depois da aplicação destas medidas? Poderemos ter um Banco com o nome CGD, mas que será por certo uma «caricatura» daquela Instituição de referência que sempre conhecemos. Esse banco, a CGD, terá então dimensão para intervir e moralizar o sistema bancário? Esse banco, já não será orgulhosamente conhecido pelas populações, como a «Caixa», mas deverá ser, muito provável e envergonhadamente, definido como... a «caixinha»!
Porque Bruxelas, já decidiu que o sistema financeiro português irá ser entregue a mãos estrangeiras.  Olhando para as manobras que ontem «conduziram» o Banif para o seio do Santander, e para as que acabam de «depositar» o BPI no regaço do La Caixa, percebe-se claramente que é por Espanha que passa a opção de Bruxelas.
Ora, o plano de reestruturação da CGD, definido por Bruxelas aquando da autorização para a sua recapitalização, termina em 2020 e nessa altura qual será a realidade da CGD? Será ainda o maior Banco do sistema bancário em Portugal? Quantas Agências terá? Qual a sua dimensão em termos de postos de trabalho? Terá crescido ou diminuído em número de clientes? A sua ligação às populações será a mesma? Poderá funcionar ainda como o mealheiro dos portugueses? Pensamos que não!
Por conseguinte, a CGD, para as populações «a Caixa», a maior instituição bancária nacional, o Banco do Estado, poderá continuar a existir como Banco público, mas com uma reduzida dimensão, com uma diminuta quota de mercado e já sem quaisquer condições de poder ser um instrumento forte do Estado, no apoio à economia nacional, de ter uma presença junto da população em Portugal e junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, que lhe permita continuar a ser o grande depositário das poupanças dos portugueses.
E já nem falamos das consequências sociais, de se forçarem prematuramente à inactividade mais de 2000 trabalhadores e do que vai acontecer às populações que deixarem de poder dispor da CGD para garantir a segurança das suas poupanças.
Para que servirá então um Banco assim? Qual vai ser o seu futuro? Deixamos estas interrogações.
Neste cenário, não nos iludam com retóricas fantasiosas de que esta reestruturação é benéfica para a CGD e que é por esta via que o Banco público se vai regenerar, fortalecer e ter melhores condições  para apoiar o crescimento da economia nacional. Não nos vendam ilusões. Falem verdade.
Os trabalhadores da CGD vão ser naturalmente as primeiras vítimas deste plano de reestruturação e aqueles que mais cedo o vão perceber, denunciar e combater.

Ora, neste sentido, estamos certos que a cultura de ligação à Empresa e o forte sentido coletivo que sempre os distinguiu, serão mais uma vez os valores determinantes para o saberem assumir.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 05 de Abril, 2017 11:16:15