Miradouro d'O Castelo

Abril 24, 2017

Abril 23, 2017

OuremReal

O aeroporto de Monte Real

Não li o artigo completo do dr. Santana Lopes sobre a localização do aeroporto complementar a Lisboa. Na parte que li, ele diz não entender o motivo por que a solução Monte Real não é considerada. Tem boa localização na zona centro e o investimento que seria preciso fazer seria relativamente baixo, comparando com a solução Montijo. Eu acho que o dr. Santana Lopes sabe por que é que a solução que defende não é considerada, mesmo tendo em conta que o que diz é verdade. Afinal, a procura de um aeroporto complementar ao de Lisboa é para resolver o quê? Os interesses do turismo da zona centro? Os interesses das pessoas que vivem na zona centro e dos turistas que nos visitam e que deixariam de percorrer os tais 150 kms para cá e para lá? Se alguém está convencido disso, eu não estou! Há muitos interesses, além daqueles, que, certamente, falarão mais alto. E, quando os governos resolvem vender a empresa que gere os aeroportos, e vendem a transportadora aérea nacional e abrem mão da sua capacidade de decisão…provavelmente, no futuro, terão de atender, primeiro, os outros e, depois, talvez possam preocupar-se com o turismo da zona centro.

A minha opinião é a seguinte:

Primeiro, é preciso dizer que nunca li nenhum relatório sobre os possíveis aeroportos complementares a Lisboa. Não sei por que foi abandonada a hipótese Ota, também se falou em Alverca e em Sintra, Alcochete depois e, agora Montijo. Nem tenho formação / informação para discutir um assunto desta complexidade. Portanto, falo de cor. É só intuição!

Em segundo lugar, a opção por um aeroporto complementar, não é uma “solução”, é um “remendo”. E digo isto, porque, com essa solução, dos dois principais  problemas graves com que o aeroporto de Lisboa se confronta neste momento, apenas um é, temporariamente, aliviado – o da capacidade de movimentos, ou seja, aterragens e descolagens, que estará, julgo eu, próximo do limite máximo. O outro problema, o que considero mais grave, a localização dentro da cidade, esse manter-se-á.

A solução? Um novo aeroporto, de raiz, fora da cidade, com 2 faixas (4 pistas), a mais ou menos 1,5 kms uma da outra, uma estrutura única que concentre todos os movimentos, com aterragens e descolagens em simultâneo. Há sítio para isso? Diz-se que Alcochete tem essa capacidade. Não sei! Montijo não tem! Monte Real parece-me que também não! Para além da distância! Problemas de impacto ambiental? Certamente que sim! Não faço ideia onde serão maiores! Há capacidade financeira? Admito que não! A menos que se fizesse de maneira faseada. Primeiro, uma faixa (duas pistas) e durante uns tempos (anos) seria complementar de Lisboa. Posteriormente, outra faixa e entraria na fase definitiva, libertando Lisboa. Seria uma maneira de aproveitar melhor o investimento e caminhar mais depressa para uma solução definitiva! Mas…é só uma opinião!

 

O.C.

por ouremreal em 23 de Abril, 2017 20:34:00

Abril 20, 2017

Anónimo Sec. XXI

Venezuela - OUTRA informação



A maior concentração realizou-se na capital, Caracas, onde o presidente Nicolás Maduro saudou os «mais de três milhões de venezuelanos, só na capital», que se mobilizaram em defesa da revolução bolivariana, da independência e da soberania nacional, de acordo com a Prensa Latina.
Na Avenida Bolívar, no centro da capital, concentraram-se «integrantes de organizações sociais, conselhos comunais, estudantes, trabalhadores e o povo em geral, em resposta a uma convocatória do Partido Socialista Unificado da Venezuela [de Nicolás Maduro]».
A marcha, habitual na data em que os venezuelanos comemoram a sua independência do Império Espanhol em 1810, ganhou uma dimensão «histórica», de acordo com a Telesur, face às mais recentes movimentações da direita venezuelana. Na terça-feira, as forças de segurança prenderam um grupo de mais de 30 pessoas suspeitas de prepararem um ataque armado sobre as manifestações marcadas para ontem pela oposição.
De acordo com Maduro, o grupo «tinha armas e explosivos, e, de acordo com a confissão [de elementos capturados], recebia financiamento do deputado Richard Blanco, do partido Aliança Povo Bravo». O presidente apelou à mobilização popular contra os «novos plano golpistas» da oposição, com o apoio dos EUA e da Organização de Estados Americanos. Na terça-feira, o Departamento de Estado norte-americano publicou uma declaração que está a ser entendida pelas autoridades venezuelanas como uma «luz verde» a um golpe de Estado.
Maduro anunciou ainda a criação de uma «mesa de diálogo» com as organizações da oposição, com o objectivo de «garantir a paz e o desenvolvimento económico».
«Apostaremos sempre nos instrumentos pacíficos, nos caminhos democráticos, para resolver as nossas diferenças com a oposição, pese embora a sua intenção golpista e as suas acções violentas», referiu o presidente venezuelano.
Protestos da oposição provocam morte de dois populares e de um guarda nacional
As mobilizações convocadas pela direita foram marcadas pela violência, com três mortos confirmados: dois jovens que passavam por manifestações da oposição e um elemento da Guarda Nacional Bolivariana.
Em Caracas, um jovem de 17 anos que, de acordo com a família, não participava no protesto oposicionista, foi baleado na cabeça e acabou por morrer depois de ter sido encaminhado para um hospital. No estado de Táchira (região dos Andes, junto à fronteira com a Colômbia), uma mulher de 24 anos foi assassinada quando se protegia dos confrontos que se iniciaram num protesto da oposição. De acordo com um jornalista presente no local ouvido pela EFE, a mulher não participava na manifestação.
Nos protestos da oposição no estado de Miranda, cujo governador é Henrique Capriles (candidato presidencial nas últimas eleições, derrotado por Maduro), um sargento da Guarda Nacional Bolivariana foi morto por disparos. O procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, anunciou que o elemento foi atingido por um «franco-atirador», que também feriu um coronel daquela força de segurança.
Tarek William Saab pediu ao governo que lance uma investigação aos assassinatos ocorridos na sequência de protestos organizados pela direita venezuelana que, desde meio da manhã, assumiram contornos violentos protagonizados por grupos encapuçados.

O vice-presidente da Venezuela, Tarek El Aissami, anunciou que já está em curso uma investigação a estes homicídios e a outros actos violentos que provocaram vários feridos. De acordo com o responsável, as autoridades venezuelanas dispõem de imagens onde se vêem deputados da oposição a coordenarem as acções dos elementos violentos que participaram nas manifestações.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 20 de Abril, 2017 13:23:16

25 de Abril, este ano e sempre!



COMEMORAÇÕES POPULARES DO 43.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

Apelo à participação

A Revolução de Abril constitui uma ímpar realização histórica do povo português,um acto de emancipação social e nacional.

O 25 de Abril de 1974, desencadeado pelo heróico levantamento militar do Movimento das Forças Armadas (MFA), logo seguido de um grandioso apoio popular, derrubou o regime fascista. O processo revolucionário que se seguiu transformou profundamente toda a realidade nacional. Culminando uma longa e heróica luta dos trabalhadores e do povo, realizou profundas transformações democráticas, restituiu a liberdade aos portugueses, consagrou direitos, impulsionou alterações políticas, económicas, sociais e culturais, afirmou a soberania e independência nacionais, consagrando-as na Constituição da República Portuguesa de 1976.

Ao período revolucionário seguiram-se quarenta anos com largos períodos de políticas de retrocesso social, de ataque aos direitos e conquistas de Abril, de precarização do trabalho e de abdicação da soberania nacional, que a luta do povo português interrompeu nas eleições de Outubro de 2015. Na actual fase da vida política nacional as comemorações da Revolução de Abril devem ser um momento para a convergência e unidade de democratas e patriotas, dos trabalhadores e do povo português, em defesa dos valores de Abril e da Constituição da República.

Comemorar e cumprir Abril é intensificar a luta pela consolidação dos avanços, que - ainda que insuficientes - começaram a verificar-se, na recuperação dos ataques que, durante décadas, com particular violência no mandato do último governo PSD/CDS, destruiu serviços públicos, desmantelou funções sociais do Estado, atacou direitos dos trabalhadores e das populações, quis fazer um ajuste de contas com o 25 de Abril, fazendo o País andar para trás.

Comemorar e cumprir Abril é aprofundar um caminho de defesa, reposição e conquista de direitos e rendimentos, de desenvolvimento de políticas para uma mais justa repartição da riqueza, de valorização e efectivação das conquistas que a Revolução inaugurou. Caminho que não é possível sem se romper com os limites hoje impostos à nossa plena soberania nacional.

Comemorar e cumprir Abril é, recentrando na Assembleia da República o papel de soberania que lhe compete e cuja legitimidade lhe advém do voto popular, assumirmo-nos como Estado Soberano, igual aos demais, em direitos e deveres, dentro de princípios e valores assentes na cooperação, na Paz, na não ingerência e pela solução pacífica dos conflitos internacionais.

Para reafirmar os valores de Abril é necessário que todos os democratas e patriotas se envolvam na construção de um futuro que os cumpra, pelo que a Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril apela à participação de todos no desfile que se inicia às 15h00 horas na Praça do Marquês de Pombal em Lisboa.


COMISSÃO PROMOTORA
Associação 25 de Abril •Associação Abril• Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRE!) • Associação Caboverdiana• Associação Conquistas da Revolução (ACR) • Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis • Associação Intervenção Democrática (ID) • Associação José Afonso (AJA) • Associação Os Pioneiros de Portugal • Associação Política de Renovação Comunista • Associação Portuguesa de Deficientes • Associação Portuguesa de Juristas Democratas • Associação Projecto Ruído • Bloco de Esquerda (BE) • Comissão Coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Região de Lisboa (CIL) • Comissão da Juventude da UGT • Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) • Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes(CNOD) •Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) • Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD) • Conselho Nacional da Juventude (CNJ)• Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) • Ecolojovem “Os Verdes” • Frente Anti-Racista (FAR) • Interjovem-CGTP • Jovens do Bloco • Juventude Comunista Portuguesa (JCP) • Juventude Socialista (JS) • Livre •Manifesto em Defesa da Cultura • Movimento Alternativa Socialista (MAS) • Movimento Cívico Liberdade e Democracia (MICLeD)• Movimento Democrático de Mulheres (MDM) • Movimento dos Utentes de Serviços Públicos (MUSP) • Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e Pela Paz no Médio-Oriente (MPPM) • Movimento Trabalhadores Desempregados • Partido Comunista Português (PCP) • Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) • Partido Operário de Unidade Socialista (POUS) • Partido Socialista (PS) • União Geral dos Trabalhadores (UGT) • União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) ·Diversos independentes




ADALCINA CASIMIRO
ADELAIDE PEREIRA
ADÉLIA PINHÃO
ADRIANO VENCESLAU
AFONSO CANDAL
AFONSO LUZ
AIRES RODRIGUES
ALBANO NUNES
ALBERTINO ALMEIDA
ALBERTO MARTINS
ALBERTO MATOS
ALEXANDRE CASTANHEIRA
ALEXANDRE DE S. CARVALHO
ALEXANDRE ROSA
ALFREDO FRADE
ALFREDO MONTEIRO
ALICE VIEIRA
ALÍPIO DE FREITAS
ALMADA CONTREIRAS
ALMEIDA CAVACO
ÁLVARO BELEZA
ÁLVARO SARAIVA
AMADEU LOPES
AMÁVEL ALVES
AMÉRICO FLOR
AMÉRICO LÁZARO LEAL
AMÉRICO NUNES
AMÍLCAR CAMPOS
ANA AVOILA
ANA BENAVENTE
ANA DRAGO
ANA GASPAR
ANA GOMES
ANABELA BOTELHO
ANA PIRES
ANA RITA CARVALHAIS
ANA SOUTO
ANA TERESA VICENTE
ANA VIANA
ANDRÉ MARTINS
ANDRÉ VIEIRA
ANDREIA PEREIRA
ÂNGELO ALVES
ÂNGELO PEREIRA
ÂNGELO SANTOS
ANÍBAL RAMOS
ANICETO AFONSO
ANTERO RESENDE
ANTERO RIBEIRO DA SILVA
ANTÓNIO ABREU
ANTÓNIO ANDREZ
ANTÓNIO AVELÃS
ANTÓNIO BELO
ANTÓNIO BOGALHO
ANTÓNIO BORGES COELHO
ANTÓNIO BRAGA
ANTÓNIO CAMPOS
ANTÓNIO CARRASCO CAEIRO
ANTÓNIO COSTA
ANTÓNIO FILIPE
ANTÓNIO FRAZÃO
ANTÓNIO GALAMBA
ANTÓNIO GAMEIRO
ANTÓNIO GROSSO
ANTÓNIO JAIME CARVALHO
ANTÓNIO JOSÉ AUGUSTO
ANTÓNIO JOSÉ SEGURO
ANTÓNIO JUVENAL GONÇALVES
ANTÓNIO LUÍS CORREIA
ANTÓNIO MASCARENHAS PESSOA
ANTÓNIO MATOS DE ALMEIDA
ANTÓNIO MATOSGOMES
ANTÓNIO MELO
ANTÓNIO MEYRELLES
ANTÓNIO REIS
ANTÓNIO TEODORO
ANTÓNIO VIEIRA DA SILVA
ANTÓNIO VITORINO D'ALMEIDA
APRÍGIO RAMALHO
ARANDA DA SILVA
ARMANDO BAPTISTA-BASTOS
ARMANDO ESTEVES
ARMANDO ISAAC
ARMÉNIO CARLOS
ARMÉNIO FIGUEIREDO
ARMINDO MIRANDA
ARNALDO CRUZ
ARNALDO PEREIRA
ARTUR MARTINS
ARTUR SARMENTO
A. COIMBRA DO AMARAL
AUGUSTO FLOR
AUGUSTO PÓLVORA
AUGUSTO PRAÇA
AURÉLIO SANTOS
BALTAZAR LOURENÇO
BAPTISTA ALVES
BARBOSA DE OLIVEIRA
BEATRIZ GOULART
BEJA SANTOS
BERNARDINO ARANDA
BERNARDINO SOARES
BERTA PEREIRA
BILLSTEIN SEQUEIRA
BORGES CORREIA
BRUNO CARAPINHA
BRUNO TEIXEIRA
CÂNDIDA RAIMUNDO
CARLA BARRIAS
CARLOS A. F. BRAGA
CARLOS ANTÓNIO DE CARVALHO
CARLOS BRAGA
CARLOS BRITO
CARLOS CARVALHAS
CARLOS CARVALHO
CARLOS CHAPARRO
CARLOS CLEMENTE
CARLOS COUTINHO
CARLOS FRIAS BARATA
CARLOS HUMBERTO
CARLOS LUÍS FIGUEIRA
CARLOS MARQUES
CARLOS MATOS GOMES
CARLOS RABAÇAL
CARLOS SANTOS
CARLOS SILVA
CARLOS SOUSA
CARLOS TRINDADE
CARLOS ZORRINHO
CARMELINDA PEREIRA
CARMEN FRANCISCO
CASIMIRO MENEZES
CATARINA ALBERGARIA
CATARINA LOPES
CATARINA MARTINS
CECÍLIA HONÓRIO
CELESTE CORREIA
CÉLIA LOPES
CÉLIA PORTELA
CELINA LEAL
CELSO FERREIRA
CÉSAR ROUSSADO
CIPRIANO JUSTO
CIPRIANO PISCO
CLARINDA VEIGA-PIRES
CLÁUDIA MADEIRA
CLAÚDIA SOARES
CLEMENTINA HENRIQUES
COSTA BRÁS
CRISTINA MOURA
CRISTINA NETO
CRISTINA SERRA
CRISTINA VIGON
CRISTÓVÃO MOREIRA
CUCO ROSA
CUSTÓDIA FERNANDES
DANIEL BRANCO
DANIEL RODRIGUES
DANIEL VENTURA
DAVID ÁVILA
DELFIM T. MENDES
DELGADO FONSECA
DELMIRO CARREIRA
DEMÉTRIO ALVES
DEOLINDA MACHADO
DIAS BAPTISTA
DILMA B. MADEIRA LOPES
DINA NUNES
DINIZ DE ALMEIDA
DOMINGOS ABRANTES
DOMINGOS LOPES
DOMINGOS PAULINO
DUARTE CORDEIRO
DULCE ARROJADO
DULCE REBELO
EDGAR LOPES
EDITE ESTRELA
EDMUNDO PEDRO
EDUARDO FERRO RODRIGUES
EDUARDA GONÇALVES
EDUARDO ABREU
EDUARDO PIRES
EDMIR BARRETO FARIA
ELISA DAMIÃO
ELVIRA NEREU
ELVIRA SOUSA
ERNESTO FERREIRA
ERNESTO SILVA
ESMERALDA ANDRÉ
EUFRÁZIO FILIPE
EUGÉNIO ALVES
EURICO BRILHANTE DIAS
EURICO REIS
EZEQUIEL LINO
FALCÃO DE CAMPOS
FÀTIMA AMARAL
FÁTIMA MESSIAS
FAUSTO LUCAS MARTINS
F. BARÃO DA CUNHA
FELICIANO DAVID
FÉLIX MAGALHÃES
FERNANDA LAPA
FERNANDA MATEUS
FERNANDO AMBRIOSO
FERNANDO CASIMIRO
FERNANDO CASTRO
FERNANDO DACOSTA
FERNANDO GOMES
FERNANDO LOPES CORREIA
FERNANDO LOUREIRO
FERNANDO MONIZ
FERNANDO PEREIRA MARQUES
FERNANDO RAMALHO
FERNANDO ROSAS
FERNANDO VAZ
FILIPA COSTA
FILIPE COSTA
FILIPE GALVÃO
FLORA PEREIRA DA SILVA
FLORIVAL LANÇA
FRANCISCO ASSIS
FRANCISCO BRÁS
FRANCISCO CASTRO RODRIGUES
FRANCISCO FANHAIS
FRANCISCO FORTUNATO
FRANCISCO LOPES
FRANCISCO LOUÇÃ
FRANCISCO MADEIRA LOPES
FRANCISCO NEGRÕES
FRANCISCO NEVES
FRANCISCO PEREZ
FRANCISCO R. GONÇALVES
FRANCISCO SANCHEZ
FRANCISCO VITORINO
GARCIA DOS SANTOS
GIL GARCIA
GONÇALO BARREIROS
GONÇALVES NOVO
GOUVEIA DE CARVALHO
GRACIETE CRUZ
GUADALUPE GONÇALVES
GUADALUPE SIMÕES
GUIDA VIEIRA
GUILHERME PINTO
GUILERME STATTER
HANQUES DIPAKRAI
HEITOR DE SOUSA
HELDER COSTA
HELDER MADEIRA
HELENA ANDRADE E SILVA
HELENA BASTOS
HELENA MONTEIRO
HELENA NEVES
HELENA ROSETA
HÉLIO BEXIGA
HELOÍSA APOLÓNIA
HENRIQUE LOPES DE MENDONÇA
HENRIQUE SOUSA
HENRIQUE RUIVO
HERCULANO MARTINS
HERNÂNI MOURÃO
HORÁCIO FIGUEIREDO
HUGO ALBUQUERQUE
HUGO GARRIDO
HUMBERTO SIMÕES DOS SANTOS
ILDA FIGUEIREDO
ILÍDIO FERREIRA
INÊS DRUMMOND
INÊS ZUBER
ISABEL BAPTISTA
ISABEL BARBOSA
ISABEL CASTRO
ISABEL QUINTAS
IVAN NUNES
JAIME DA MATA
JAIME SALOMÃO
JAMILA MADEIRA
JERÓNIMO DE SOUSA
JOANA AMARAL DIAS
JOANA SILVA
JOÃO ANTÓNIO ANDRADE SILVA
JOÃO ANTÓNIO VICENTE
JOÃO BAU
JOÃO BERNARDINO
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JOÃO COUTINHO VIANA
JOÃO CRAVINHO
JOÃO CUNHA E SERRA
JOÃO CURVÊLO
JOÃO FELGAR
JOÃO FERREIRA
JOÃO FRAZÃO
JOÃO GERALDES
JOÃO GORDO MARTINS
JOÃO JOSÉ FERREIRA
JOÃO LABRINCHA
JOÃO LOBO
JOÃO MIGUEL ALMEIDA
JOÃO NABAIS
JOÃO PALMINHA
JOÂO PASCOAL
JOÃO PAULO PEDROSA
JOÃO PEDRO CORREIA
JOÃO PROENÇA
JOÃO QUEIRÓS
JOÃO RIBEIRO
JOÃO SARAIVA
JOÃO SEMEDO
JOÃO SERRANO
JOÃO SILVA
JOÃO SOARES
JOÃO TORRADO
JOÃO TORRINHAS PAULO
JOÃO VARGAS
JOÃO VASCONCELOS COSTA
JOAQUIM CORREIA
JOAQUIM DIONÍSIO
JOAQUIM LABAREDAS
JOAQUIM MANUEL CARDOSO
JOAQUIM MARTINS
JOAQUIM MATIAS
JOAQUIM PAGARETE
JOAQUIM PILÓ
JOAQUIM RAPOSO
JOAQUIM ROSA DO CÉU
JORGE COELHO
JORGE CORDEIRO
JORGE COSTA
JORGE FÃO
JORGE FRANCO
JORGE NOBRE SANTOS
JORGE RIBEIRO
JORGE SEGURO SANCHES
JOSÉ ALBERTO PITACAS
JOSÉ ANTÓNIO CARDOSO
JOSÉ APOLINÁRIO
JOSÉ AURÉLIO
JOSÉ BARATA MOURA
JOSÉ BRÁS
JOSÉ CAETANO DUARTE
JOSÉ CARLOS MARTINS
JOSÉ CARNEIRO
JOSÉ CASIMIRO
JOSÉ COUTINHO VIANA
JOSÉ EMÍLIO DA SILVA
JOSÉ ERNESTO CARTAXO
JOSÉ ERNESTO OLIVEIRA
JOSÉ ESPERTO
JOSÉ FANHA
JOSÉ FERNANDES
JOSÉ FIDALGO
JOSÉ FONTÃO
JOSÉ GUILHERME GUSMÃO
JOSÉ JUNQUEIRO
JOSÉ LEITÃO
JOSÉ LOPES DE ALMEIDA
JOSÉ LUÍS CARNEIRO
JOSÉ LUIS FERREIRA
JOSÉ LUÍS JUDAS
JOSÉ L. SOBREDA ANTUNES
JOSÉ M. COSTA NEVES
JOSÉ MANUEL MAIA
JOSÉ MANUEL OLIVEIRA
JOSÉ MANUEL PUREZA
JOSÉ MANUEL SARAIVA
JOSÉ M. TENGARRINHA
JOSÉ M. TORRES COUTO
JOSÉ M. M. DE AZEVEDO
JOSÉ MARIA SILVA
JOSÉ MARTINS LEITÂO
JOSÉ MIGUEL GONÇALVES
JOSÉ NEVES
JOSÉ NICOLAU
JOSÉ RAIMUNDO SEARA
JOSÉ REIZINHO
JOSÉ ROMANO PIRES
JOSÉ SOEIRO
JOSÉ TAVARES
JÚLIO MIGUEIS
LANDEIRO LOPES
LEONOR CINTRA GOMES
LEVY BAPTISTA
LIBÉRIO DOMINGUES
LICÍNIO LOURENÇO
LÍDIA NUNES
LINO PAULO
LOPES DE ALMEIDA
LOPES MARTINS
LOURO COELHO
LÚCIA EZAGUY
LUÍS CAIXEIRO
LUÍS ESTEVES
LUÍS FAZENDA
LUÍS FERNANDES
LUÍS FILIPE COSTA
LUÍS FRANCO
LUÍS LOPES
LUÍS MAÇARICO
LUÍS MOITA
LUÍS NASCIMENTO
LUÍS NAZARÉ
LUÍS PAULO BAPTISTA
LUÍSA IRENE DIAS AMADO
LURDES SILVA
MADEIRA LOPES
MANUEL ALEGRE
MANUEL BEGONHA
MANUEL CARVALHO DA SILVA
MANUEL CORREIA
MANUEL CUSTÓDIO JESUS
MANUEL DA SILVA
MANUEL DURAN CLEMENTE
MANUEL FERNANDES
MANUEL FIGUEIREDO
MANUEL FREIRE
MANUEL GRAÇA
MANUEL GUERREIRO
MANUEL GUSMÃO
MANUEL MACHADO SÁ MARQUES
MANUEL MANEIRA
MANUEL RODRIGUES
MANUELA BERNARDINO
MANUELA CAETANO
MANUELA CUNHA
MANUELA ESTEVES
MANUELA GRAÇA
MANUELA TAVARES
MARCOS PERESTRELLO
MARCOS SÁ
MARGARIDA ABOIM INGLEZ
MARGARIDA BOTELHO
MARIA ADELINO MACHADO
MARIA ALFREDA CRUZ
MARIA ALICE MONTEIRO
MARIA AMÉLIA ANTUNES
MARIA ÂNGELA MIGUEL GRÁCIO
MARIA ÂNGELA DE OLIVEIRA
MARIA AUGUSTA DE SOUSA
MARIA BRANCO
MARIA C. TITO DE MORAIS
MARIA CARRILHO
MARIA DA GRAÇA FERNANDES
MARIA DAS DORES CABRITA
MARIA DE BELÉM ROSEIRA
MARIA L. B. PEREIRA GOMES
MARIA DA LUZ ROSINHA
MARIA DO CARMO TAVARES
MARIA DO CARMO ROMÃO
MARIA DO CÉU GUERRA
MARIA DO ROSÁRIO GAMA
MARIA ELVIRA GONÇALVES
MARIA EMÍLIA SOUSA
MARIA EUGÉNIA COELHO
MARIA FILOMENA RAMOS
MARIA GUADALUPE PORTELINHA
MARIA INÁCIA REZOLA
MARIA JOÃO ANDRADE
MARIA JOSÉ GOMES
MARIA JOSÉ MATOS
MARIA LEONOR BOTELHO
MARIA L. CLEMENTE DA SILVA
MARIA L. CASTRO RODRIGUES
MARIA LURDES FRANÇA
MARIA L. PIRES MONTEIRO
MARIA DA LUZ BATISTA
MARIA MANUELA BARRETO
MARIA DO ROSÁRIO RODRIGUES
MARIA VILAR DIÓGENES
MARIANA MORTÁGUA
MARÍLIA NOURA
MARÍLIA VILLAVERDE CABRAL
MÁRIO DE CARVALHO
MÁRIO DURVAL
MÁRIO FIGUEIREDO
MÁRIO JORGE NEVES
MARIO MOURÃO
MÁRIO NOGUEIRA
MÁRIO PINTO
MÁRIO SIMÕES TELES
MÁRIO TOMÉ
MÁRIO ZAMBUJAL
MARISA MATIAS
MARTA MATOS
MARTINS COELHO
MARTINS GUERREIRO
MARTINS LOPES
MENESES RODRIGUES
MIGUEL ALEXANDRE
MIGUEL COELHO
MIGUEL FREITAS
MIGUEL GINESTAL
MIGUEL LARANJEIRO
MIGUEL MADEIRA
MIGUEL PINTO
MIGUEL REBORDÃO AMARAL
MIGUEL REIS
MIGUEL TIAGO ROSADO
MODESTO NAVARRO
MOTA ANDRADE
NARCISO MIRANDA
NATACHA AMARO
NATÁLIA NUNES
NATÁLIA SANTOS
NÍDIA ZÓZIMO
NUNO AMARAL
NUNO BALTAZAR MENDES
NUNO CABEÇADAS
NUNO PINTO SOARES
NUNO RAMOS DE ALMEIDA
NUNO SANTA CLARA GOMES
NUNO SANTOS SILVA
OCTÁVIO AUGUSTO
OCTÁVIO TEIXEIRA
ODETE SANTOS
OLIVEIRA MONTEIRO
OLÍVIA CUNHA LEAL
ORLANDO ALMEIDA
ORLANDO CHAÇO
OSÓRIO GOMES
OTELO SARAIVA DE CARVALHO
PAULA BORGES
PAULA COSTA
PAULA GIL
PAULA SANTOS
PAULA VELÁSQUEZ
PAULO ALEXANDRE
PAULO AREOSA FEIO
PAULO FIDALGO
PAULO JACINTO
PAULO MARQUES
PAULO RAIMUNDO
PAULO SOUSA
PAULO SUCENA
PAULO TRINDADE
PEDRAZ DE SOUSA
PEDRO ADÃO E SILVA
PEDRO BRAGANÇA MAIA
PEDRO FERRAZ DE ABREU
PEDRO FILIPE SOARES
PEDRO LAURET
PEDRO NUNO SANTOS
PEDRO PENILO
PEDRO SANTA RITA
PEDRO SANTOS FERREIRA
PEDRO SARAIVA
PEDRO SERIGADO
PEDRO VAZ
PEREIRA DE CASTRO
PEREIRA DA MATA
PESSANHA DE OLIVEIRA
PEZARAT CORREIA
PITA ALVES
RAFAEL BOTELHO
RAIMUNDO NARCISO
R. SOARES RODRIGUES
REGINA MARQUES
REGO MENDES
RENATO BARROSO
RICARDO CASTANHEIRA
RICARDO FERNANDES
RICARDO NEVES
RICARDO PRONTO
RICARDO ROBLES
RITA MAGRINHO
RITA RATO
RODOLFO CASEIRO
RODRIGO SOUSA E CASTRO
RODRIGUES DOS SANTOS
ROGÉRIO BRITO
ROGÉRIO CASSONA
ROGÉRIO MOREIRA
ROGÉRIO SILVA
ROSA A. M. R. GUIMARÃES
ROSA BRANDÃO
ROSA DO EGIPTO
ROSADO DA LUZ
ROSA RABIAIS
ROSÁRIO SIMÕES
RUBEN DE CARVALHO
RUI CUNHA
RUI GODINHO
RUI MENDES
RUI NAMORADO ROSA
RUI PAIXÃO
RUI PUCARINHO
RUI RANGEL
RUI SOLHEIRO
SANCHES OSÓRIO
SANDRA BENFICA
SANDRA MONTEIRO
SANTOS SAPATEIRO
SEBASTIÃO GOULÃO
SÉRGIO CARVALHÃO DUARTE
SÉRGIO MONTE
SÉRGIO PARREIRA DE CAMPOS
SÉRGIO PINHEIRO
SÉRGIO RIBEIRO
SILVA BARATA
SOFIA MOUGA
SOFIA VILARIGUES
SÓNIA COLAÇO
SÓNIA FERTUZINHOS
SÓNIA SANFONA
SUSANA AMADOR
SUSANA SILVA
TASSO DE FIGUEIREDO
TERESA DIAS
TERESA NEVES
TERESA SEABRA
TERESA VILLAVERDE CABRAL
TIAGO CUNHA
TIMÓTEO MACEDO
TOMÁS FERREIRA
TOMÁS LEIRIA PINTO
ULISSES GARRIDO
VALDEMAR SANTOS
VALTER LOIOS
VANDA CRUZ
VASCO CARDOSO
VASCO CARVALHO
VASCO FRANCO
VASCO LOURENÇO
VASCO OLIVEIRA
VASCO PAIVA
VERA JARDIM
VICENTE MERENDAS
VIRIATO JORDÃO
VITALINO CANAS
VÍTOR AGOSTINHO
VÍTOR BAETA
VÍTOR BANDARRA
VÍTOR CAVACO
VÍTOR COSTA
VÍTOR DE ALMEIDA
VÍTOR DIAS
VÍTOR FARIA E SILVA
VITOR GARRIDO
VÍTOR GONÇALVES
VÍTOR HUGO DA MOTA
VÍTOR HUGO SEQUEIRA
VÍTOR RAMALHO
VÍTOR RANITA
VÍTOR SARMENTO
VÍTOR SILVA
WANDA GUIMARÃES
ZALUAR NUNES BASÍLIO
ZÉLIA AFONSO




por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 20 de Abril, 2017 12:06:56

Abril 18, 2017

Abril 17, 2017

Abril 15, 2017

Anónimo Sec. XXI

Os embustes e o perigo da guerra



CPPC alerta para gravidade
da situação na Coreia
Abril Abril . 15 DE ABRIL DE 2017

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia a fragilidade da argumentação dos EUA para intensificar as manobras e ameaças contra a República Popular Democrática da Coreia (RPDC), bem como a hipocrisia subjacente às suas exigências.

http://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/peninsula-da-coreia-manobras.jpg?itok=T6ztARlN

«Só por manifesta hipocrisia podem os EUA exigir de forma unilateral o que quer que seja em matéria de desnuclearização», afirma o CPPC num comunicado hoje divulgado. E acrescenta: «O que serve verdadeiramente a causa da paz e da segurança no mundo é o necessário desmantelamento geral, simultâneo e controlado de todos os arsenais nucleares existentes no mundo.»
O pretexto da ameaça nuclear norte-coreana, invocado pelos EUA para intensificarem as suas ameaças, «não colhe», tendo em conta que, muito antes do programa nuclear coreano, os norte-americanos já haviam colocado o país asiático no «famigerado "eixo do mal" de George W. Bush» e que há muito vinham «realizando exercícios militares de grande envergadura em conjunto com a República da Coreia e o Japão, simulando ataques à RPDC», explica o CPPC.
Não faz sentido «falar do justo objectivo de desnuclearização da Península da Coreia, ou no mundo, de forma unilateral, apontando apenas a uma das partes». A mesma exigência tem de ser feita ao país «que detém dos maiores arsenais nucleares do mundo, que promove a sua modernização e instalação fora do seu território e afirma na sua doutrina militar a possibilidade da sua utilização num primeiro ataque: os Estados Unidos da América», lê-se na nota.
O desígnio da desnuclearização naquela região do globo deverá ser acompanhado de medidas que garantam, de facto, à RPDC que não será alvo de uma agressão militar por parte dos EUA. Em simultâneo, o CPPC defende que devem ser criadas condições «para que o povo coreano, sem ingerências nem pressões externas, possa unificar a sua pátria, dividida há tempo de mais por razões que lhe são totalmente alheias» – um anseio legítimo que não será concretizado enquanto persistir «a escalada militarista e as ameaças de agressão dos EUA contra a RPDC».
Situação grave
No documento, intitulado «Paz na Península da Coreia! Mais guerra não!», o CPPC chama a atenção para a gravidade da actual situação na Península da Coreia, após o «reforço da presença e da intensificação da pressão militares dos EUA contra a RPDC», assim como «para as imprevisíveis e dramáticas consequências de uma escalada belicista nesta região».
Depois «do recente ataque militar directo contra a Síria e do lançamento de uma bomba de grande potência numa zona remota do Afeganistão», as ameaças dos EUA à RPDC e «o aumento dos meios e forças militares norte-americanos» na Península coreana constituem «uma nova e muito perigosa» afronta à paz e à segurança.

É neste contexto que o CPPC reafirma a sua «exigência da paz, do fim da escalada militarista e da resolução do conflito por meios pacíficos, no quadro do respeito dos Princípios da Carta das Nações Unidas».

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ver também:

Coreia do Norte: O grande embuste revelado

Publicado em 2017/04/07, em: http://resistir.info/coreia/o_grande_embuste.html
Colocado em linha em: 2017/04/14

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 15 de Abril, 2017 20:58:28

Abril 14, 2017

Anónimo Sec. XXI

Surpresas em França?!

Sem me ter aguçado o apetite (J), transcrevo o ponto 9. do Expresso curto desta manhã:

« (…)
9. Estão quase aí as eleições em França

Esta semana, e quando já faltam poucos dias para as decisivas eleições presidenciais em França, temos três textos, que fazem a abertura da seção internacional do jornal. Deixo-lhes os títulos, para aguçar o apetite:

-“Novo De Gaulle precisa-se. Pode ser Macron?” (sobre os últimos desenvolvimentos na campanha e as possibilidades de vitória dos vários candidatos)

-A tentação de uma geringonça à francesa(sobre o que se pode seguir às presidenciais em matéria de governação)

-Macron e Hamon dividem PS português(sobre a forma como os socialistas nacionais estão a olhar para o escrutínio).

(…)»

Com dois breves comentários:
·        Como se faz “informação”, sistematicamente apagando nomes que importa não lembrar (o de Mélenchon, por exemplo);
·        A forma capciosa como se refere a alternativa “à portuguesa”, para a qual, aliás, seria indispensável um PCF “à PCP”, que M. Hamon se “esqueceu” de visitar quando veio a Portugal em visita ao PS português.

E um trecho de contratexto (de El País):

·        «(…) Prova do alarme suscitado pela hipótese Mélenchon, o Le Figaro, o grande diário da direita francesa, dedicou-lhe a capa de ontem com uma manchete de impacto: “Mélenchon: o delirante projeto do Chávez francês”. Mélenchon está em sintonia com a nova esquerda europeia, do Podemos na Espanha ao trabalhista britânico Jeremy Corbyn, mas também reconhece sua inspiração na esquerda latino-americana. O Le Figaro observa que, por ocasião da morte de Hugo Chávez e Fidel Castro, ele visitou a estátua de Simón Bolívar, às margens do Sena, perto da Ponte Alexandre III. (…)»


por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 14 de Abril, 2017 11:51:59

Abril 13, 2017

Anónimo Sec. XXI

De que cor ficará a França? (e nós...)

Ontem, a 12 deste mês de Abril, deixei aqui um "post" [Transcrições (e breves comentários) sobre eleições em França], resultado do meu interesse e informação sobre as eleições francesas do próximo dia 23. 
Esperava, hoje, encontrar no avante! reforço informativo (e daquele que procuro...) sobre essas quanto a mim tão importantes eleições. Admito que a minha formação francófona, ou seja, de outros tempos..., distorça as prioridades e hierarquias, mas estou convicto que essas eleições poderão ter grande influência nas actuais e perturbadoras mudanças na ordem política internacional.
É certo que a França parece pouco marcar a actualidade, de tal modo esta é absorvente e está pontuada por acontecimentos de enorme relevância (e perigosidade), mas, apesar das pré-cauções e atenção auto-crítica, não me sinto capaz de ignorar, ou desvalorizar, o que tanto - a nós, portugueses e, por isso, europeus - nos diz respeito.
Um PSF que, após acontecimentos insólitos que, há quatro anos, lhe  "roubaram" o candidato mais que putativo (Dominique Strauss-Kahn) e, apesar disso, ganhou essas eleições, como que se esvaziou. Para não dizer que desapareceu do actual largo leque de candidatos elegíveis, não obstante ter 3 seus ex-membros (e ministros...) entre os 5 estimados (mas não estimáveis...) para a 2ª volta.
Este facto, não dos alternativos embora produto de sondagens, veio juntar-se a um outro facto já esperado mas nem por isso menos lamentável, do apagamento, não só eleitoral, de um PCF com tradições de luta de resistência e revolucionária de notável expressão. É certo, e esperançoso (aquilo que se diz ser a última coisa a morrer...), que um candidato (Mélenchon) tem o apoio desse partido histórico e heróico, e que se pode ver, na sua inesperada ascensão, um reflexo de despertar de consciência das massas,

... mas isso não minora o peso/pesar pelo "desaparecimento" do PCF (e pela falta que ele faz!). 
Ajuda-me esta prenda excepcional que amigos me ofereceram pelos 80 anos...



por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 13 de Abril, 2017 18:20:23

Abril 12, 2017

Anónimo Sec. XXI

A História não se repete... mas imita-se! Um testemunho relevante (de um Jornalista!)

Verdades alternativas









Carlos Santos Pereira




Mover a Montanha in              Abril 11, 2017 365 Words

Quarenta e oito horas e uns quantos Tomahawk disparados de um navio americano no Mediterrâneo, foi quanto bastou.
Calaram-se todas as dúvidas. Recolheram-se quaisquer reticências. Apagaram-se de vez os últimos “alegados”. Sub-repticiamente, a narrativa dos media passara a assumir o ataque sírio com armas químicas contra Idlib como um facto comprovado e inquestionável.
De mera suspeita, de hipótese entre outras, o “crime de guerra” passou a verdade assente e definitiva. Os Tomahawk tinham a bênção do concerto das nações. Trump pôde enfim dar uma de “duro” e sacudir a pressão doméstica. Os “falcões” do Pentágono e do Senado marcavam mais uns pontos na sanha de confrontar Putin a qualquer preço
A técnica está mais do que rodada. 

Lembram-se do célebre massacre de Sarajevo de 28 de Agosto de 1995?
No mesmo momento em que elementos da Forpronu e observadores militare s apelavam à prudência, chamando a atenção para factos que desmentiam a hipótese de um morteiro sérvio, o general Rupert Smith, comandante da força de paz na Bósnia, concluía sem pestanejar: foram os sérvios, “beyond any reasonable doubt”. Foram os sérvios, foram os sérvios e pronto! – repetiram prontamente os media.
Os caças da NATO tinham enfim via livre para bombardear os sérvios intervir de forma ainda mais aberta no conflito – e alterar definitivamente o curso da guerra na Bósnia. Dizia Hiran Jameson em 1919 que a verdade é sempre a “primeira vítima” da guerra. 

A manipulação fez sempre parte da arte da guerra. A propaganda sempre procurou porém disfarçar-se minimamente de verdade.
Tudo isso se alteraria neste nosso “glamoroso” mundo novo. A mentira passou a dispensar qualquer disfarce para se transformar em verdade. E nem precisa de ser repetida mil  vezes. Basta vir no telejornal.

A manobra resultou uma vez mais em cheio na Síria. Os apelos a uma investigação rigorosa dos acontecimentos de Idlib calaram-se. Os media – repórteres, pivots, editores, comentadores, analistas, opinion makers, patrões e quejandos – cumpriram plenamente o seu papel.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 12 de Abril, 2017 19:20:23

Adenda a transcrição anterior (sem comentário!)



«(...) Sean Spicer afirmou que “mesmo alguém tão desprezível como Hitler não desceu ao nível de usar armas químicas”. Hitler usou câmaras de gás nos campos de concentração nazis durante a Segunda Guerra Mundial.
“É fácil imensos idiotas formarem a opinião pública”, afirma Eric Frattini em entrevista ao Expresso Diário, sobre o fenómeno das “fake news”, notícias falsas, demagogia e desinformação. O espanhol especialista em serviços secretos é autor de “Manipulação da Verdade” (Bertrand).(...)»

Pedro Santos Guerreiro, em Expresso Curto




por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 12 de Abril, 2017 15:38:00

Transcrições (e breves comentários) sobre eleições em França

Acompanho com o maior interesse - até por razões pessoais, de memória viva e amizades fraternas, familiares - as eleições em França. Tenho-me contido, neste registo de informações e informação, apesar do crescente interesse e consciência da sua importância. Hoje, ao ler a actualização matinal, não resisto, antes me senti estimulado a transcrever este excerto de Expresso curto, de Pedro Santos Guerreiro. Transcrição que acompanho com comentários a vermelho (pois de que outra cor poderiam ser?)


«Daqui a semana e meia, há eleições em França. Mesmo sem se saber se muda tudo, já tudo mudou. Mudou na esquerda francesa (importa reflectir sobre o que se considera esquerda, e recuso uma consensualidade imposta sem senso... de democraticidade e pluralismo) mesmo que a direita não ganhe. Mas mudará toda a Europa se Marine Le Pen vencer. As sondagens dizem que não, que pode até ganhar na primeira volta mas perde na segunda. Mas o que acertam as sondagens?
“É inédito. Tudo pode acontecer", afirmou ontem o diretor do Departamento de Estudos do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop), citado pelo DN: quatro candidatos estão com intenções de voto próximas dos 20%: Marine Le Pen já era uma séria candidata, assim como Emmanuel Macron, mas Jean-Luc Mélenchon desatou a subir nas últimas semanas (no que vejo, com pesar, sinais da ausència de um histórico e afirmativo PCF, e com a sempre renovada esperança da tomada de consciência de massas populares) e já ultrapassou François Fillon. Ou seja, uma nacionalista de direita e um populista de esquerda (outra consensualidade que se pretende impor e que recuso!) assomam, residindo s esperanças europeias (incluindo as de Angela Merkel) em Macron (o que é isto de "esperanças europeias"?, pergunta um europeu por nascimento e convicção, que está contra essa coisa chamada União Europeia). E, como escreve o Ricardo Costa, de surpresa em surpresa um facto emerge: “o PS francês está em vias de desaparecer”.
Estas são as eleições mais importantes do ano na Europa: uma eleição de Le Pen será uma pedrada na União Europeia, que a ameaça muito mais do que o Brexit, escrevia ontem, no Público, Teresa de Sousa (com quem estou - estranhamente... mas só nisto! - de acordo).
O crescimento de partidos anti-europeus (sejam eles nacionalistas, populistas ou ambas as coisas) (valerá a pena repetir o desacordo quanto às etiquetas? vale sempre!) resulta do fracasso da UE em dar respostas aos problemas de que ela passou a fazer parte (e contribui para agravar). Esses problemas não têm apenas a ver com falta de liderança, com derivas ideológicas ou com paralisias institucionais (com opções de classe...). A esquerda (o que chamam esquerda!) deixou-se capturar pelo sistema financeiro, sendo incapaz de produzir um discurso e uma política que reaja à condição de endividados. E a direita da social-democracia (a "esquerda" que não é de esquerda!) resignou-se à condição de uma desigualdade crescente. Ainda esta semana o FMI emitiu um relatório que confirma o agravamento do fosso de distribuição da riqueza entre o capital e o trabalho, em desfavor deste. Isto é, dos salários. Aceitar este efeito colateral (colateral?) do capitalismo financeiro e globalizado como inevitável é muito mais do que não saber lidar com resgates, é ignorar uma das principais razões pelas quais o eleitorado europeu vota contra o projeto que lhe vem garantindo a paz (rejeito este pressuposto de que "o projecto garantiu a paz, porque é falso!). Mas não a prosperidade.
Faltam 11 dias para as eleições francesas e nenhumas outras fora de Portugal são este ano tão importantes para o que se passa – e passará - também connosco.» 

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 12 de Abril, 2017 12:53:35

Abril 11, 2017

Anónimo Sec. XXI

Siria e outros sentires... neste "estado do mundo"

Sentei-me a esta secretária de (quase) todas as manhãs com a disposição de aproveitar muito do que lera antes de adormecer. Na revista rápida de "novidades", sou agarrado por um Expresso curto, do Valdemar Cruz. Que me exige o trabalho de divulgação ao meu alcance!




11 de Abril de 2017
Há um vento de lamentos nos lamentos do vento



Os primeiros-ministros dos sete países do sul da Europa (França, Itália, Espanha, Portugal, Chipre, Grécia e Malta), ontem reunidos, como seria de esperar não esboçaram qualquer ato de condenação do ataque lançado pelos Estados Unidos contra a Síria na madrugada da passada sexta-feira. Revelaram até compreensão. E aqui entra a contradição suprema, porque ao mesmo tempo que entendem ser necessário sublinhar que “não pode haver uma solução militar do conflito”, acrescentam que apenas no âmbito das resoluções da ONU e das conversações de Genebra será possível encontrar uma solução política crível, capaz de assegurar a paz, a estabilidade da Síria e a derrota do autodenominado Estado Islâmico. Ou seja, tudo o contrário do que fizeram os EUA e pelo qual estes países mostraram compreensão. Ou então sou eu que estou desfocado, deslocado, e “às vezes sinto-me como um órfão, muito longe de casa”. Este é um lamento com dezenas de anos, que Jimmy Scott canta de uma forma comovente, como o fizeram, entre muitos outros, Louis Armstrong, Odetta, Pete Segger, Charlie Haden ou Prince. São palavras de um espiritual negro, cujo registo mais antigo data de 1870, concebido para denunciar a prática comum de vender os filhos dos escravos. Aqui subverto-lhe o sentido original e converto-o no lamento por um outro tipo de tráfico, o das ideias, a que assistimos no tempo que passa.

Bashar al-Assad é apresentado como o maior dos facínoras, autor de crimes odiosos, inomináveis. Seja ou não, e já se viu como há opiniões para todos os gostos e conveniências, não podem existir dúvidas sobre uma posição de princípio: existindo, esses crimes devem ser firmemente condenados e combatidos, ocorram eles na Síria, na Líbia, Arábia Saudita, em Israel, no Paquistão, no Egito, na Palestina, no Afeganistão, no Irão, no Sudão, ou onde quer que aconteçam e independentemente de quem sejam os seus responsáveis. A questão é, porém, outra. Com o mesmo empenho com que se repudiam as alegadas ações de Assad, tem de ser repudiado qualquer ato unilateral de guerra, executado à margem das decisões das Nações Unidas, e sem uma investigação rigorosa sobre o que realmente possa ter acontecido no terreno. Não permite ações imediatas? É fazer o jogo do agressor? Há hipótese de vetos (não há sempre?). Não é bom para um presidente acossado internamente poder ganhar novo fôlego com uma vistosa ação externa? Talvez não seja, mas o que a comunidade internacional tem de decidir – e Portugal em particular - é se, depois de tanto ter sido festejada por cá a eleição de António Guterres como Secretário Geral da ONU, afinal o que se celebrava era a eleição de um figura decorativa para um organismo que faz de conta que coordena, vigia e assegura o concerto das nações porque, no limite, a última palavra será sempre a que corresponda aos interesses de alguém tão fiável, tão seguro, tão tranquilo, tão previsível como Donald Trump, agora transformado no herói do combate aos russos e seus aliados. O problema é ser este o mesmo Presidente dos EUA que não há muitos dias era detestado pelo “centrão” que domina a política interna e externa do país, classificado como mentalmente instável, refém dos interesses de Vladimir Putin e desprezado pelos media. Bastaram uns mísseis e tudo mudou. O normal, portanto.
(...)
______________________________

Por aqui me poderia ter ficado, cumprido o que considerei um dever, e tentado continuar a manhã com outros trabalhos. Mas estava mesmo "agarrado". Pela lembrança do que senti, ontem, ao saber da compreensão (!) dos 7 do Sul relativamente aos misseis enviados dos Estados Unidos contra a Síria, que foi vergonha e... "motherless child" (alguma inevitável orfandade)!

"Los países del sur consideran “comprensible” el ataque de EE UU a El Asad"
 
(um terá ido "lá dentro"... ou, de tão pequeno, não coube na foto!)





por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 11 de Abril, 2017 12:30:49

OuremReal

Casa de pais...escola dos filhos!

Casa de pais...escola dos filhos! É um ditado muito velho!

É certo que nem sempre assim é! Mas quase sempre! E também sempre assim foi e, tudo leva a crer, assim continuará a ser! Como resolver o problema? Pois...cada um terá a sua "receita" e não custa nada opinar! O difícil é resolver! E há uma grande tendência para ter a solução para o problema do vizinho e não ser capaz de resolver o próprio!

Vem isto a propósito do tema do passado fim-de-semana, badalado pela imprensa cá de dentro e lá de fora, mais as redes sociais, relativo ao comportamento dos nossos alunos do Secundário que foram fazer “porcaria” para Espanha, ou viagem de finalistas, como se queira.

Pelas palavras dos responsáveis do hotel espanhol fica-se com a ideia que os mil alunos de que se fala se transformaram num bando de malfeitores que arrasaram tudo, ou quase, ao ponto de exigirem uma quantia de 50 mil euros para reparar os estragos. É preciso aferir a credibilidade das afirmações deste hotel!

Pelas palavras de alguns alunos não se passou quase nada, além de uma parede riscada, uns candeeiros arrancados, um televisor na banheira, um extintor abalroado, e pouco mais. Fica-se sem saber se o extintor teria sido usado para neutralizar as baratas que por lá haveria(?)…ou, eventualmente, para manifestar perante o diretor do hotel todo o desagrado pela falta de qualidade do serviço prestado e pela sua arrogância para com os hóspedes lusitanos.

Uma sr.ª espanhola, vizinha do hotel, queixava-se do barulho, que era tanto que não conseguiu dormir ao ponto de ter posto a hipótese de ter de ir passar a noite para outro lado. E outra que chamou a polícia porque pensava que os jovens estavam a lutar entre si.

Já um outro sr. também entrevistado, achava aquilo tudo normal e interessante para dar vida e mais animação aquele local.

Ouvindo a mãe de um dos alunos ficou-se a saber que, afinal, a rapaziada apenas se estava a divertir, foi para isso que fizeram esta viagem, é normal que bebam demais, os adultos também fazem o mesmo, quando se juntam, e se fosse para não fazerem barulho tinham alugado um hotel em Fátima que, presume-se, é um sítio onde não se faz barulho. Portanto, depreende-se, não se passou nada de especial…! Quanto a não se fazer barulho em Fátima…será uma novidade, mas se a sr.ª o diz…pode ser que assim seja! A menos que estivesse a referir-se a algum retiro espiritual onde seria descabido bebedeiras, algazarras, vandalismo e outras diversões associadas!

Posto isto e em jeito de conclusão:

Alguns destes alunos não souberam comportar-se! É uma vergonha!

Os pais destes alunos são os principais culpados, porque não souberam dar-lhes a educação necessária para viver em sociedade, onde o respeito pelo outro é o limite da liberdade de cada um! Parece que ainda não perceberam que a melhor forma de ajudar os filhos na sua educação não é a permissividade a qualquer preço, desculpabilizando os seus comportamentos por mais impróprios que sejam, em vez de os responsabilizarem e de lhes incutirem regras para uma correta inserção na sociedade. Provavelmente, em muitos casos, esta falta de respeito pelos outros vem no seguimento do que vai acontecendo lá por casa: o respeito, as regras, as obrigações, os direitos e os deveres não estarão organizados da maneira mais adequada! E, depois, isto vai refletir-se no comportamento escolar, evidentemente! E as escolas, o sistema de ensino em que estes alunos estão inseridos, não estão apetrechadas dos instrumentos necessários para conseguirem corrigir aquele desvio; nem ao nível material, nem pessoal, nem legislativo. A escolaridade obrigatória até aos 18 anos elevou o grau de exigência para patamares que estão muito acima da capacidade de resposta atual. A escola deve ser o seguimento e o aprofundamento da harmonia familiar, quando ela existe, transformando o seu caráter de obrigação em atracão e satisfação, mas também deve assumir uma função corretiva nos casos em que aquela harmonia não existe, numa tentativa constante de inverter a situação, porque, se assim não for, não faz sentido que a obrigatoriedade de frequência exista. Mas, para que isto possa acontecer, casos haverá em que algo terá que ser imposto! E, aqui, aumentam as dificuldades. Porque, sem a participação colaborante dos pais / encarregados de educação tudo fica mais complicado e não haverá estratégia que vingue. E a primeira interrogação que se coloca é: estarão os pais conscientes dessa necessidade e disponíveis para colaborar?

Uma coisa parce certa: o sistema educativo e as famílias têm muito que repensar e mudar se quiserem que o futuro seja melhor que o presente!

 

O.C.

por ouremreal em 11 de Abril, 2017 10:21:00

Abril 10, 2017

Anónimo Sec. XXI

Curto curso de manipulação - aulas práticas

No meio do vulcão assustador da violência bárbara, a comunicação social está a representar o seu papel. Que não é de independência e inocuidade, Longe disso! 
O "Expresso" vangloria-se de ter "descoberto" a expressão "linha vermelha da GUERRA". Ao mesmo tempo que participa, cumplicemente!, na sua ultrapassagem.
Explícita ou subliminarmente, o "regime de Assad" e os seus aliados são os "maus da fita", as fotografias de crianças violentamente destruídas ou agredidas são elemento emocional a utilizar 

(e a servirem de justificação para o injustificável, a servir de pretexto, a coberto das "informações").
Mas de que "informação"? Daquela que leva o director do semanário a descair-se na frase do seu editorial (na página 3 e em letra miudinha) "... Sim, supõe-se, porque toda a informação é esparsa e incredível. A própria autoria do inominável ataque químico não está confirmada." Não está confirmada!... mas o semanário de que é director do que assim confessa entra na onda comunicacional e manipuladora da condenação que justifica a ultrapassagem da "linha vermelha da GUERRA" e manda, para a coluna dos Altos E Baixos (entre um condenado por corrupção e um acusado de ser responsável por violência em campos de futebol), o "líder do grupo parlamentar" que teve a coragem de não aprovar a condenação do que não está confirmado e veio a servir para justificar (e provocar apoio a) um acto isolado de retaliação de extrema perigosidade para a debilitadíssima paz a nível mundial.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 10 de Abril, 2017 10:42:37

Síria - Denúncia e repúdio

«Aliados de Assad ameaçam responder 

se EUA atacarem de novo

Rússia, Irão e Hezbollah dizem que Washington ultrapassou "linha vermelha". EUA repetem que não vêm futuro para o país com Assad.
(...)»

("Público", de hoje à noite)

Assim se faz "informação", assim se manipula a opinião pública!
"Aliados de Assad"!... Assad é o chefe de um Estado chamado Síria!
Com que direito os Estados Unidos da América, por seu único alvedrio, decidem "retaliar" sobre um Estado, a partir de informações divulgadas (por quem e como?, talvez de "factos alternativos")?
Com que mandato se permitem, os EUA, "avaliar" sozinhos quem e como tem futuro noutros países?
Terão os EUA futuro com esta administração? 
Teremos nós futuro? Terá futuro a Humanidade?

Não é a primeira vez!, não será a última... mas isso não impede a denúncia e o repúdio! De acções e da "informação" que as pretexta e da "informação" que delas se faz

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 10 de Abril, 2017 00:21:23

Abril 09, 2017

Anónimo Sec. XXI

Neste domingo de manhã... uma adenda em catárse

TODOS E ALGUNS

Há a realidade. Seria ela (e dela) os factos que se noticiariam. Os facto que fariam a informação.
Mas…
Mas porque a realidade é complexa, há mais que uma versão/visão dos factos.
Pelo que o que se noticia, o que faz a informação, varia segundo quem faz e como se fazem as notícias, como se “dá” a informação.
E, sendo diferentes as versões, nenhuma versão é indiferente, nenhuma é inócua. E há as versões que não recuam perante a distorção dos factos reais (que são a realidade), há versões que manipulam os factos para os ajustar a preconceitos, a pressupostos, a interesses privados e não públicos, a interesses não de todos, a interesses apenas de alguns e alguns deles contra o interesse de todos.
Assim tem sido sempre, e mais evidente e decisiva se torna a informação quanto a inevitável democratização faz o poder efectivo depender do poder público nas suas diversas expressões, em que avulta a do voto cidadão.
Por isso, ganha maior força determinante a comunicação social, isto é, a informação às massas, ao povo, ao detentor do verdadeiro poder. Do poder que tem de ser delegado em alguns. Dos quais, alguns se apropriam como se deles fosse o poder que neles é delegado.

E surge, à luz do dia, uma faceta nova nos factos comunicados. Que nem são factos nem a faceta é nova mas que tão-só descaradamente assume o que, antes, se escamoteava e escondia. Essa faceta é a do “facto alternativo”, como se lhes chama e melhor se lhes chamaria as alternativas aos factos e/ou os falsos factosque se apresentam como se factos fossem ou tivessem sido. 
Fogos fátuos que servem para justificar factos reais (da realidade), para provocar factos reais que o poder real, o do povo!, rejeitaria mas que é aceite, se compreende, se apoia, quando não são exigidos pelas gentes assim "informadas". Factos reais contra todos, contra a Paz, contra  a Humanidade.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 09 de Abril, 2017 11:24:02

Síria e a "informação"

Na 4ª feira, no expresso rodoviário das 20.30 para Viseu, a minha vizinha do assento 3, reconhecendo-me como"um político" (como viria a dizer-me mais adiante e que, aliás, não serei mais do que ela ou outrem…) interpelou-me sem apresentações nem preâmbulos:
- … o que me diz da Síria?
Respondi-lhe, surpreso pela insólita abordagem:
- … sobre o quê da Síria, minha senhora?
- Sobre aquele crime horrendo das armas químicas. Aquele homem tem que ser tirado dali!
- Mas... qual crime?, qual  homem?
- Aquela criança na televisão, assassinada pelas armas químicas do Assad, ou lá como se chama o homem. Horrível! Têm de o tirar de lá, já matou milhões de pessoas, toda a gente foge de lá… Estou indignada!
- Oh minha senhora…, não vi a televisão e, se tivesse visto e ouvido, não reagiria como a senhora, teria sérias dúvidas sobre a veracidade e as intenções daquilo que ouviu e não o interpretaria como o fez, a partir de anteriores “informações” que lhe têm sido oferecidas. Do que não tenho dúvidas é que a sua indignação era o objectivo do que lhe foi mostrado, e que vai servir para justificar acções criminosas e muito perigosas para a Paz…

E assim continuou uma conversa de quase 100 quilómetros e de quase uma hora – nem sempre muito “pacífica”… –, até sermos depositar em Fátima, lugar de residência da senhora e minha escala para chegar a casa, entre o incomodado e o satisfeito por ter tentado cumprir um dever cívico.   

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 09 de Abril, 2017 10:41:41

Abril 05, 2017

Anónimo Sec. XXI

Que têm estado a fazer da nossa (!) Caixa Geral de Depósitos?



A CGD, o país, as populações,
o sistema financeiro










DOMINGO, 02 DE ABRIL DE 2017
O plano de reestruturação da CGD, definido por Bruxelas aquando da autorização para a sua recapitalização, termina em 2020. 
Nessa altura qual será a realidade da CGD? 
Será ainda o maior Banco do sistema bancário em Portugal?









A CGD anda, há praticamente um ano, nas «bocas do mundo» e revela-se como o grande alfobre da especulação jornalística e o alvo preferido dos «fazedores de opinião». Toda a gente parece fazer questão de debitar opiniões, desde as mais avisadas às mais delirantes, sobre a CGD.
O que poderá justificar este tão súbito e obsessivo interesse pela CGD? Lamentavelmente, apenas e só as movimentações políticas e os jogos de poder, internos e externos.
A nível interno, a importância que a CGD reveste para os interesses do país, a profunda ligação que tem às populações, o papel insubstituível de moderação que desempenha no sistema financeiro, a acção determinante e na altura amplamente reconhecida que foi obrigada a assumir, na insolvência do BPN, … mas isso são tudo aspectos que os seus detractores não valorizam, obcecados que estão com o seu descrédito, como Banco público.
Quanto às influências e movimentações políticas externas. É cada vez mais evidente que o interesse da UE, seja da Comissão Europeia ou das suas várias instituições (Banco Central Europeu e Direção de Concorrência)  é assumidamente contrário à existência no sistema financeiro português, da CGD, como Banco de capital público, que é também o maior do país e a referência das populações.
E porquê? Em primeiro lugar, porque para a ideologia dominante em Bruxelas, a responsabilidade pela atividade financeira em Portugal, deve ser entregue aos Bancos privados. Depois, porque é há muito indisfarçável a sua animosidade contra a CGD, não só por ser um Banco público mas porque  detém o papel de líder de quota de mercado.
As condições determinadas por Bruxelas para a autorização da recapitalização da CGD, aí estão a testemunhá-lo. Com uma mão, dão autorização e aceitam que essa recapitalização não seja vista como ajuda do Estado, para depois, com a outra mão, exigirem condições de reestruturação que passam pelo encerramento de 180 Balcões e pela redução de mais de 2000 postos de trabalho em território nacional. Para além disto e daquilo que se sabe, Bruxelas exige ainda a saída da CGD, de França, Espanha, Luxemburgo, Grã-Bretanha, Venezuela, Estados Unidos, Brasil e África do Sul.
«Os trabalhadores da CGD vão ser naturalmente as primeiras vítimas deste plano de reestruturação e aqueles que mais cedo o vão perceber, denunciar e combater.» Face a tudo isto e como diz a sabedoria popular, «não se morre da doença, mas morre-se da cura».
Que CGD teremos em 2020, depois da aplicação destas medidas? Poderemos ter um Banco com o nome CGD, mas que será por certo uma «caricatura» daquela Instituição de referência que sempre conhecemos. Esse banco, a CGD, terá então dimensão para intervir e moralizar o sistema bancário? Esse banco, já não será orgulhosamente conhecido pelas populações, como a «Caixa», mas deverá ser, muito provável e envergonhadamente, definido como... a «caixinha»!
Porque Bruxelas, já decidiu que o sistema financeiro português irá ser entregue a mãos estrangeiras.  Olhando para as manobras que ontem «conduziram» o Banif para o seio do Santander, e para as que acabam de «depositar» o BPI no regaço do La Caixa, percebe-se claramente que é por Espanha que passa a opção de Bruxelas.
Ora, o plano de reestruturação da CGD, definido por Bruxelas aquando da autorização para a sua recapitalização, termina em 2020 e nessa altura qual será a realidade da CGD? Será ainda o maior Banco do sistema bancário em Portugal? Quantas Agências terá? Qual a sua dimensão em termos de postos de trabalho? Terá crescido ou diminuído em número de clientes? A sua ligação às populações será a mesma? Poderá funcionar ainda como o mealheiro dos portugueses? Pensamos que não!
Por conseguinte, a CGD, para as populações «a Caixa», a maior instituição bancária nacional, o Banco do Estado, poderá continuar a existir como Banco público, mas com uma reduzida dimensão, com uma diminuta quota de mercado e já sem quaisquer condições de poder ser um instrumento forte do Estado, no apoio à economia nacional, de ter uma presença junto da população em Portugal e junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, que lhe permita continuar a ser o grande depositário das poupanças dos portugueses.
E já nem falamos das consequências sociais, de se forçarem prematuramente à inactividade mais de 2000 trabalhadores e do que vai acontecer às populações que deixarem de poder dispor da CGD para garantir a segurança das suas poupanças.
Para que servirá então um Banco assim? Qual vai ser o seu futuro? Deixamos estas interrogações.
Neste cenário, não nos iludam com retóricas fantasiosas de que esta reestruturação é benéfica para a CGD e que é por esta via que o Banco público se vai regenerar, fortalecer e ter melhores condições  para apoiar o crescimento da economia nacional. Não nos vendam ilusões. Falem verdade.
Os trabalhadores da CGD vão ser naturalmente as primeiras vítimas deste plano de reestruturação e aqueles que mais cedo o vão perceber, denunciar e combater.

Ora, neste sentido, estamos certos que a cultura de ligação à Empresa e o forte sentido coletivo que sempre os distinguiu, serão mais uma vez os valores determinantes para o saberem assumir.

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 05 de Abril, 2017 11:16:15

Sinais e confirmações

 - Edição Nº2261  -  30-3-2017

Mau começo

O mandato do SG da ONU começou mal, no que respeita ao povo palestino, com a proibição dum relatório elaborado pela Comissão Económica e Social para a Ásia Ocidental (CESAO) que afirmava: «Israel construiu um regime de apartheid que institucionaliza de forma sistemática a opressão racial e a dominação do povo palestino». Rima Khalaf, sub-secretária-geral da ONU responsável pela CESAO, diz que Guterres lhe exigiu a retirada do relatório e que, perante a recusa de Guterres em reconsiderar, apresentou a demissão dos seus cargos na ONU. O relatório foi logo retirado da página da CESAO na Internet.

O relatório censurado é obra de dois juristas dos EUA. Um deles, R. Falk, foi em 2008 Relator Especial da ONU para os direitos humanos nos territórios palestinos ocupados. Embora Falk seja judeu, Israel «comparou o relatório ao jornal Der Stürmer, um órgão de propaganda nazi» (Le Monde, 17.3.17). Foi por pressão dos governos de Trump e Netanyahu que Guterres mandou retirar o relatório. O embaixador de Israel na ONU saudou a decisão, nestes termos: «Os militantes anti-israelitas não têm lugar nas Nações Unidas. É tempo de pôr fim a estas práticas em que responsáveis da ONU utilizam os seus cargos para promover objectivos anti-israelitas» (Le Monde, 17.3.17).

Faz 70 anos que a ONU decidiu a partição da Palestina em dois estados, um «judaico» e outro «árabe». Da Resolução 181 resultou apenas a criação de Israel, fundado sobre a limpeza étnica da Palestina (o título dum livro do historiador israelita Ilan Pappe). Após 70 anos, os palestinos continuam à espera do seu Estado. Foram 70 anos de crimes de Israel: massacres, perseguições, ocupação, guerras. Crimes não apenas contra o povo palestino, mas contra outros povos da região, e a própria ONU a que Guterres preside. Israel, o maior violador de resoluções da ONU, é um permanente agente de guerra e violência. Ocupa há 50 anos parte do território sírio. Ocupou durante décadas parte do Egipto e do Líbano. No Líbano, foi responsável por hediondos massacres em campos de refugiados palestinos (Sabra e Chatila); bombardeou instalações da ONU em Qana que albergavam 800 civis libaneses, matando 106 pessoas, incluindo quatro soldados da ONU (1996); matou outros quatro soldados da ONU em 2006, no que o então SG Annan classificou de «alvejamento aparentemente propositado» (BBC, 26.7.06); e em 2015 foi a vez dum capacete azul espanhol (El País, 27.2.15). Em 2014 Israel bombardeou escolas da ONU em Gaza que acolhiam refugiados, matando numerosas pessoas (CBS, 24.7.14). São estas as práticas que «não têm lugar nas Nações Unidas». Não pode haver compadrio com os algozes, nem equidistância entre carrascos e vítimas.

A ONU tem obrigação de saldar a sua tremenda dívida histórica para com o povo palestino. Mas há razões para pessimismo. Após a eleição de Guterres, o jornal israelita Jerusalem Post (10.6.16) titulou: «Novo chefe da ONU é 'amigo de Israel'», e o ex-PM Ehud Barak disse que «Guterres ajudou Israel na UE e na Internacional Socialista». Agora, parece querer quebrar o isolamento a que os crimes de Israel justamente remeteram esse país. Mais uma machadada na ONU.


Jorge Cadima

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 05 de Abril, 2017 00:15:14

Abril 04, 2017

Manuelinhodevora

Claques ou Estrema Direita, À Solta'

Das claques...e os adeptos admitem isto e apoiam os seus clubes, metendo a cabeça nos joelhos como nada acontecesse à sua volta. Caso para dizer, a democracia admite no futebol gente de extrema direita, não tenho dúvidas. Por onde caminhamos nós? Daí, para os estádios já enviamos polícia especial com cães. Isto não será um treino para carregar mais tarde sobres os democratas, numa noite escura. Podem pensar o que quiserem e que não concordar comigo, tem aí ao lado um local para retirar a minha amizade. Ficarei grato a quem o fizer. Sou um velho crónico, a favor da democracia, que sentiu na pele a pressão da PIDE e não admito formas de fascismo, de violência e nem de liberdade. Um familiar que leva à bola um filho ou um neto está a atentar contra a liberdade dele. nunca se sabe se de um recinto desportivo, se volta de perfeita saúde, ou até mesmo com vida, Destas tretas altamente maliciosas e autorizadas por baixo da mesa, tenho pena. Não pactuo...o futebol não poderá continuar a de ser pasto para chulos, porque ele também é desporto e emocionante, Acrescento, nesta forma de desporto há uma mão cheia dos nosso amigos, os Banqueiros. Porque havemos ser amigos deles? Deixo a questão para quem quiser responder.

por afigaro ([email protected]) em 04 de Abril, 2017 16:33:37

Abril 03, 2017

Maro 31, 2017

Manuelinhodevora

Acerca de um Encontro

Encontros e desencontros!



Este alguidar de barro vidrado andava sob a minha mira há uns tempos, ali para o Zambujal, na casa de uma prima e afilhada da minha mulher, depois de ela o ter adquirido nas antiguidades. Andava, ainda, atravessado na minha mente e hoje quase sem dúvidas fotografei-o. Para mim tem história e vou contar as suas estórias. Foi feito, salvo erro na oficina do meu Pai, pelo saudoso mestre da Concavada-Abrantes, sr. Repolho, homem parco em palavras, mas também tinha algumas estórias: contava-as com o luzir dos seus olhos, no rosto, recordo. Os enfeites em branco eram executados, os da borda, mais pequenos com metade da boca de uma bilha pequena e os do fundo da peça com metade de uma boca de um cântaro grande. Bilhas que tinham defeitos e partiam-se. Como? Os pedaços das bocas referidas eram mergulhadas em barro branco(com origem na Chainça, também de Abrantes)e bordalava-se a peça em volta, ou no fundo dela. Esta depois de metida em zarcao (era a forma de vidrar loiça, ao tempo) voltava a ser cozida e ficava com o aspecto que tem, apesar de já estar corrompida pelo passar dos anos.

Chegou a altura de confessar uma coisa: tenho quase a certeza que esses "arabescos" foram feitos por mim, enquanto rapazola de 10 anos, ou até pouco menos. O meu Pai, recordo-me, de chegar ao pé de mim e dizer: precisas de ter a mão firme para fazeres esses enfeites, menino. Não é que eu não achei piada nenhuma ao fundo das peças, mas eram os alguidares que eu estava a enfeitar. Recordação? Talvez, mas quase posso afirmar que é uma peça do mestre Repolho e que saiu da Olaria do meu Pai. Enfim, quase de certeza, recordei uma parte da minha meninice. Sinto saudades do tempo de antanho, junto a este alguidar. Desculpem!

por afigaro ([email protected]) em 31 de Maro, 2017 00:07:36

Maro 27, 2017

Maro 25, 2017

Manuelinhodevora

Cansados de Massacres


Para quando psicólogos e sociólogos nos Tribunais?
Os portugueses estão cansados e tristes com estas desgraças e os Juízes decidem mal, tantas vezes por as cadeias se encontrarem cheias e esta gentalha de tendência sádica, comete, depois de serem julgados em primeiro julgamento, assassinatos de pessoas inocentes, quando deviam ser recuperados em estabelecimentos próprios. Enfim, é o Estado que temos, assente no Estado fascista herdado, e que os Partidos temem em remodelar e adaptar à Democracia. Tenha-se em conta: já estamos a chegar ao final da 2.ª década do século XXI.

por afigaro ([email protected]) em 25 de Maro, 2017 00:03:38

Maro 24, 2017

Anónimo Sec. XXI

NATO (1949), CEE (1957) e U.E. (1992).... gémeos




A criação da NATO, em 1949, antecedeu em oito anos o Tratado de Roma, que deu origem à Comunidade Económica Europeia (CEE). E todos os seis Estados fundadores desta tinham participado na formação da Aliança Atlântica, sob o controlo militar norte-americano da Europa Ocidental e sobre os escombros de uma vasta região carente do traiçoeiro e caríssimo Plano Marshall. Nos prosaicos termos da teoria dos conjuntos, a CEE (hoje União Europeia) integra a NATO desde os tempos em que nem sequer nascera.
É inevitável que a chamada «construção europeia» – na sua vertente real, não a mitológica para efeitos de propaganda – seja inseparável da estratégia e dos comportamentos da NATO, uma vez que uma e outra cuidam dos mesmos interesses. A versão oficial assegura que são a democracia e os direitos humanos; os cidadãos sentem e sabem, por experiência própria, que a «Europa» e a autoproclamada «aliança defensiva» cuidam sobretudo da impunidade do mercado, do casino da finança, da austeridade, da desregulação de capital e trabalho, das guerras expansionistas e de rapina sempre que esses interesses as reclamem.
Não foi apenas na origem que a união militar antecedeu a união política; a história das décadas mais recentes demonstra que a NATO chegou sempre antes da «Europa» quando e onde houve matéria-prima – territórios, países e povos – a capturar.
Nos Balcãs, na esteira da destruição artificial e sangrenta da Jugoslávia, a aliança militar apropriou-se – formal ou informalmente – da Croácia, Eslovénia, Bósnia-Herzegovina, Kosovo e Montenegro; a União Europeia, enquanto tal, chegou depois e submetendo-se aos esboços traçados pelo aparelho militar transatlântico, para então cuidar da formatação política nesses territórios, entre chantagens e promessas miríficas.
Mais flagrante ainda foi a corrida aos despojos dos antigos Tratado de Varsóvia e União Soviética. A NATO fez de lebre na anexação dos países desde a RDA, Roménia e Bulgária aos Estados do Báltico, fazendo a União Europeia de tartaruga, isto é, impondo a componente política invasiva depois de estabelecidos os parâmetros militares, os quais, em boa verdade, presidiram à transição sem rede da economia planificada para a anarquia mercantilista. Ao conjunto das operações chamaram «democratização».
Ainda hoje – hoje em realidade temporal e não figura de retórica – os Estados Unidos acabaram de colocar mais mil soldados com capacidades letais na Polónia, ameaçando «defensivamente» a Rússia, ignorando olimpicamente os desencontros, apenas narcísicos, entre o regime pré-fascista de Varsóvia e Donald Tusk, o agente polaco do liberal-conservadorismo instalado à cabeça do Conselho Europeu.

«(...) a história das décadas mais recentes demonstra que a NATO chegou sempre antes da "Europa" quando e onde houve matéria-prima – territórios, países e povos – a capturar.»

Não passam, pois, de mitos engendrados nos centros de propaganda que alimentam a gesta da chamada «integração europeia» as lendas em torno dos «pais fundadores» e seus impulsos visionários. Enquanto o banqueiro Jean Monnet criava o seu Comité de Acção para os Estados Unidos da Europa, na primeira metade dos anos cinquenta, depois de ter assessorado o presidente Roosevelt no impulso armamentista norte-americano, já os Estados Unidos tinham assegurado o controlo militar e «democrático» da Europa através da NATO, integrando até a ditadura fascista que vigorava em Portugal; ainda Robert Schuman, o «pai da Europa» a quem o papa Wojtyla abriu as portas da canonização no ano da queda do Muro de Berlim, pregava sobre a indispensável aliança política entre a França e a Alemanha, já os dois países se tinham irmanado dentro da NATO, sob a tutela do Pentágono; ainda o direitista chanceler alemão Konrad Adenauer procurava salvar os restos das bases industriais do país do assédio punitivo da França e de Jean Monnet – depois diluído com a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço – e já a Alemanha Ocidental fazia parte da NATO, o que aconteceu antes de ser reconhecida verdadeiramente como um novo Estado soberano.
Durante toda a segunda metade do século passado, a partir do Tratado de Roma de 1957, a Comunidade Económica Europeia sempre foi olhada como um «pilar europeu» da NATO, submetendo a política de defesa dos Estados membros às normas, práticas e estratégias da aliança militar transatlântica. A integração política desenvolveu-se sempre no âmbito de uma confraria militar operada a partir dos Estados Unidos e envolvendo um núcleo dos países mais poderosos tanto na «Europa» como na NATO: Alemanha, França, Reino Unido e Itália. O Brexit não altera os dados da situação porque se processa apenas na União Europeia – o elo mais fraco destas ligações.
A transferência de tarefas operacionais da NATO para a CEE/CE/UE, tendência que se vem reforçando no século em curso, no âmbito da formação de um chamado «exército europeu», não é redundante do ponto de vista militar porque traduz, sobretudo, uma partilha de missões e uma repartição de encargos, naturalmente em prejuízo dos países e povos europeus.
Porque a questão de fundo, a permanente pressão militar atlantista sobre as decisões políticas, no âmbito da integração europeia e da vida nos Estados participantes, sempre foi salvaguardada.
Os exemplos dessa realidade foram abundantes durante a guerra fria, período em que a «integração europeia» serviu de pretexto para a definição de baias políticas que não poderiam ser ultrapassadas pelos Estados membros, mesmo que a vontade dos povos, expressa em eleições, e até o realismo de alguns políticos o justificasse. Uma linha absolutamente inultrapassável imposta pela NATO, e cumprida pelas instituições europeias, era a do acesso de Partidos Comunistas à área governamental.
Os casos mais flagrantes foram o de Itália nos anos setenta, culminando com o assassínio do dirigente democrata Aldo Moro; e os da Grécia – onde o PASOK sempre rejeitou acordos com os comunistas; e, sobretudo, de Portugal, onde a adesão à CEE, sem qualquer consulta popular e informação objectiva da população sobre as consequências, foi uma operação que serviu principalmente para tentar liquidar, através de imposições externas militares, económicas e políticas, as vias transformadoras harmonizadas com o espírito da Revolução de 25 de Abril.

«Uma linha absolutamente inultrapassável imposta pela NATO, e cumprida pelas instituições europeias, era a do acesso de Partidos Comunistas à área governamental.»

Os partidos sociais-democratas e socialistas europeus, peças estratégicas da «integração europeia» sob gestão da NATO, respeitaram as exigências atlantistas – parte de uma obscura política de bastidores – e sempre que surgiam suspeitas de desvios o mal era extirpado liminarmente. Assim desapareceu o primeiro ministro sueco Olof Palme do número dos vivos. Para manter as aparências «democráticas», as decisões emanadas do submundo político-militar eram executadas por organismos terroristas clandestinos apensos à própria NATO – a Gladio, por exemplo – como está cabal e documentalmente comprovado.
Assim se foi solidificando, dentro da NATO e da União Europeia, a convergência das políticas militares e económicas dos socialistas/sociais-democratas e das direitas liberais-conservadoras em formato de partido único, no exterior do qual não havia prática política com acesso à verdadeira tomada de decisões.
Com a queda do Muro de Berlim a NATO tomou o freio nos dentes e nem sequer pôs a hipótese de se extinguir, uma vez que o mesmo acontecera com o Tratado de Varsóvia, muitas vezes identificado – com todo o desplante – como a razão da sua existência.
A confluência dos avanços neoliberais durante os anos oitenta, a vertigem do progresso tecnológico e a extinção do inimigo ideológico proporcionou a veloz e frenética anexação dos ex-membros do Tratado de Varsóvia pela NATO, ainda antes de o serem pela «Europa».
O Tratado de Maastricht, fruto deste cenário, remeteu, de facto, o Tratado de Roma para a arqueologia da «integração europeia». Surgiu uma outra «Europa», sem se sentir amarrada a quaisquer peias de capitalismo «social» ou «de rosto humano».
As instituições europeias e os Estados membros, de Lisboa a Tallinn, abraçaram o neoliberalismo puro e duro; os socialistas/sociais-democratas, antes de começarem a emergir excepções, embriagaram-se com a terceira via – o liberalismo thatcheriano à moda de Blair; tudo isto sempre a reboque da estratégia da NATO e das suas guerras sem leis, ao serviço da globalização entendida como regime neoliberal global.
Até à crise que explodiu há quase dez anos, tão teimosa que parece inconvertível ao determinismo capitalista da sucessão de ciclos de crescimento e estagnação/recessão.
Para a NATO, tal facto não parece ser problema. Os militares, por definição, não têm que se preocupar com a democracia, os direitos dos cidadãos e até as convulsões no mundo das economias. Isso, em tese, cabe aos políticos.
O elo mais fraco do sistema, porém, está agora ainda mais fraco. O normativo político da NATO já começou a ser desrespeitado aqui e ali; a União Europeia tornou-se uma caricatura de um gigante mal amanhado e com os pés de barro; e o capitalismo selvagem é sacudido por contradições que ainda há poucos anos eram inimagináveis.
Não é apenas o Brexit e outras insolvências; nem sequer o aparecimento de Trump; nem a fuga para a frente do que resta da União Europeia, a diferentes velocidades e para um federalismo sem qualquer tipo de sustentação; nem as setas envenenadas disparadas entre Washington e Berlim, entre Varsóvia e Bruxelas, entre Paris e Moscovo, entre uns e outros, entre outros e uns.
Assistimos apenas a sinais; detectamos sintomas. A instabilidade tomou conta das estruturas transnacionais neoliberais que se afirmavam sólidas, inamovíveis, capazes de decretar o fim da História. Há um potencial e um espaço para a mudança, porém ante uma barreira que procura travar o desmoronamento do sistema – a NATO. Esse potencial de mudança arranca muito atrás de fenómenos nos quais o capitalismo, temendo a desagregação, foi delegando atribuições para sobreviver: o fascismo, o nacionalismo, os estados de excepção.

Geminada com a NATO desde o nascimento, a União Europeia é sempre uma putativa entidade paramilitar. Com o extremar das crises, o poder autoritário das armas abafa a razão das palavras. Cabe aos cidadãos evitar que a guerra seja, mais uma vez, a «solução».

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 24 de Maro, 2017 09:25:00

Maro 23, 2017

Anónimo Sec. XXI

Na contradição da "intranquila normalidade" (ou da anormal tranquilidade)... citando uma crónica do local

«Valdemar Cruz almoçava em Piccadilly Circus, ao início desta tarde, quando se deu o ataque terrorista nas imediações do Parlamento britânico. Eis o seu relato (no Expresso) do ambiente vivido numa das capitais do mundo e da sua “intranquila normalidade”


em Londres

Passavam poucos minutos das 14h30 e, de repente, toda a zona de Piccadilly Circus, onde almoçava, ficava dominada pelo intenso e continuado barulho de ambulâncias a passarem em grande velocidade
Na rua, no restaurante, não se deteta qualquer alteração de comportamentos. É o contraste absoluto com o drama – virá a saber-se mais tarde – vivido uns metros mais abaixo. Impera uma estranha normalidade. Por vezes, nestas circunstâncias, estar perto é estar muito longe.
Já na rua, largos minutos depois, são duas jovens mulheres brasileiras a dar a primeira nota de alarme. Ao perceberem a proximidade linguística mostram-se perturbadas. Uma delas tem um pequeno filme feito escassos minutos antes nas proximidades dos incidentes, mas sem a mais pálida ideia do que se possa ter acontecido. Sabe apenas ter sido impedida de prosseguir o passeio a pé em direção ao Big Ben.
Passam repórteres fotográficos a correr. Em vão. Todas as passagens estão bloqueadas. Ao tráfego automóvel e de peões. Os edifícios públicos são esvaziados de gente. Tudo em escassos minutos.
Prossigo a caminhada por Trafalgar Square. Junto à National Gallery há um amontoado de gente. Em grande parte são funcionários do museu. Continuam a passar ambulâncias a alta velocidade. Há helicópteros no ar. Numa ponte pedonal, um repórter de imagem de uma televisão tenta focar o longe. Não consegue aproximar-se mais. Lá no fundo vê-se uma ponte com o trânsito bloqueado, veem-se os carros da polícia com as luzes ligadas. Ali ao lado está a London Eye. Fechada. Um pouco à frente aparece o Royal Festival Hall. Fechado. Ainda mais à frente, junto ao rio, na zona renovada até à Tate Gallery, de novo um aglomerado de gente. São os funcionários da Tate, convocados a sair para a rua.
É estranho. Chegam as primeiras mensagens de familiares e conhecidos. Trazem angústia. Falam de mortos e feridos. Falam de um possível ataque terrorista. Fala-se de um tempo feito de suspeitas. Fala-se do medo e da dor.
Ao longo da tarde, o centro de Londres é um espaço bloqueado. Paralisado. E, no entanto, não obstante do alarme das notícias impõe-se uma calma assustadora. As pessoas passam, e nada parece ter acontecido. O tempo passa e, na verdade, quem está na rua não sabe o que está a passar. E esta ignorância não remete apenas para Londres. É uma ignorância do mundo. É uma ignorância sobre o mundo em que vivemos. É uma pergunta ainda sem resposta. O que se passa? Até quando?
Em frente à Tate Modern, um homem toca saxofone, interpreta “Baker Street” de Gerry Rafferty. Cai a tarde. Continuam a passar ambulâncias. A melodia daquele saxofone acaricia a languidez da tarde que se esvai. O tempo passa. As pessoas passam. A cidade esfuma-se no espanto da intranquila normalidade.»


por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 23 de Maro, 2017 22:28:56

OuremReal

O relatório do BCE

Segundo o BCE (Banco Central Europeu), há seis países da U.E. que apresentam desequilíbrios excessivos nas suas contas (Bulgária, Chipre, Croácia, França, Itália e Portugal) e três destes (Chipre, Itália e Portugal) vão ter de apresentar em Bruxelas, até ao próximo mês de Abril, um programa de medidas a adotar no sentido de reverter esta situação. Se o não fizerem, o BCE ameaça desencadear procedimentos de penalização, aplicação de sanções que, no caso português, poderão ir aos 190 milhões de euros.

Ora, no momento em que as “contas” internas parecem (ou pareciam!) registar alguma melhoria e o país começava a respirar algum alívio pela previsível saída, já no próximo mês, do chamado “procedimento por défice excessivo” o BCE vem, com o seu último relatório, pôr tudo isto em causa. Porquê? Os entendidos saberão responder! Eu não sei! Mas não deixo de ter uma opinião, que é a seguinte:

Em primeiro lugar, porque quem dirige a EU (Banco Central Europeu, Parlamento Europeu e Comissão Europeia), assim como o FMI, nunca viram com bons olhos a atual solução governativa encontrada pelo Parlamento Português e, consequentemente, a política seguida pelo atual governo. As famílias políticas tendem a desenvolver um sentimento tribal de proteção dos seus membros e, consequentemente, dificultar a vida aos adversários. Vai sendo normal!

Em segundo lugar, porque se esta solução vingar (ou vingasse!) seria o descrédito da política de grande austeridade que impuseram e que o governo anterior seguiu e a confirmação de que, afinal, havia outra alternativa. Não é, pois, de estranhar que vão dificultando, ora com chamadas de atenção, como faz o ministro alemão das finanças, ora com taxas de juro por medida, mais as graçolas do ministro das finanças da Holanda e Presidente do Eurogrupo e os palpites da presidente do FMI, ou, como agora, com este relatório do BCE, ou, ainda, com as notações das agências de rating que lá vão fazendo a “reciclagem” da lixaria que vai por esta Europa, conforme as conveniências dos donos.

E é nesta “encruzilhada” que surge o sr. Presidente da República que, agastado com o relatório do BCE, referindo-se ao vice-presidente desta instituição, pergunta:

O que é que Vitor Constâncio lá está a fazer?

Ora, a resposta parece óbvia: como o sr. prof. Marcelo muito bem sabe, o vice-presidente do BCE estará lá para fazer aquilo que o mesmo BCE quer que ele faça, ou seja, defender os interesses e os pontos de vista da instituição que lhe paga; com ou sem vontade do próprio…assim terá que ser!

Se a mesma pergunta tivesse sido feita há uns anos atrás, quando Vitor Constâncio foi governador do Banco de Portugal, aí sim, talvez tivesse havido pertinência na questão. Provavelmente, muita da libertinagem bancária a que temos assistido e que bem cara nos está a sair, poderia ter sido evitada. Agora…

E a propósito: Por que é que não se faz uma pergunta idêntica acerca do atual governador do Banco de Portugal?

O que é que Carlos Costa lá está a fazer?

 

O.C.

por ouremreal em 23 de Maro, 2017 20:05:00

Anónimo Sec. XXI

Maro 21, 2017

Anónimo Sec. XXI

Ditos, Textos & Contextos


do Jornal Económico:

Gastam dinheiro em “copos e mulheres” 

e “pedem que os ajudem”: 

Dijsselbloem arrasa países da Europa do Sul


Declarações do presidente do Eurogrupo
foram criticadas por deputados europeus,
mas Dijsselbloem afirmou
que "não se irá desculpar".
O presidente do Eurogrupo, Jeron Dijsselbloem, acusou a Europa do Sul de gastar o seu dinheiro “em copos e mulheres” e “depois pedirem que os ajudem” e alvo de críticas, recusa-se a pedir desculpa pelas declarações.
Dijsselbloem afirmou que “durante a crise do euro, os países do Norte mostraram-se solidários com os países afectados pela crise. Como social-democrata, considero a solidariedade extremamente importante. Porém, quem pede [ajuda] também tem obrigações. Não se pode gastar o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir que o ajudem. Este principio aplica-se a nível pessoal, local, nacional e inclusive a nível europeu”, em entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine, citado pelo El País.
As declarações do presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças holandês foram criticadas por deputados espanhóis, que consideraram “insultante” e “vulgar”, durante uma audiência parlamentar em Bruxelas, esta terça-feira, descreve o Financial Times.
Contudo, Dijsselbloem afirmou que “não se irá desculpar”, realçando antes sobre as declarações a solidariedade entre os países do Eurogrupo.
“Não se ofenda, não se trata de um país, mas de todos os países. Os Países Baixos também fracassaram há alguns anos no cumprimento do que foi acordado [sobre as regras financeiras]. Não vejo um conflito entre as regiões do eurogrupo”, afirmou o ministro das finanças holandês.
Jeron Dijsselbloem termina o mandato de presidente do Eurogrupo em janeiro de 2018. Ontem, à entrada da reunião do Eurogrupo, colocou nas mãos dos países europeus o seu futuro, admitindo que, quando houver um novo ministro das Finanças holandês – dado que será (não deverá ser) reconduzido como ministro das Finanças no seu país, em consequência da derrota histórica do seu partido (PvdA) nas eleições da passada quarta-feira - caberá aos países da zona euro tomar uma decisão sobre o seu cargo. Sublinhou, no entanto, que tal ainda poderá “levar alguns meses”.
________________________________________________
Coitado do homem. É preciso compreendê-lo depois do desastre, da catástrofe eleitoral que teve. Deve estar perturbado. Ainda se os gajos lá do sul se tivessem endividado a gastar dinheiro com as mulheres da red light district lá da terra dele, de Amsterdão!...
Estas declaração não têm desculpa. Definem um estadista, um homem, um infeliz ser humano... que é ministro das finanças e presidente do EuroGrupo!

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 21 de Maro, 2017 18:31:24

no DIA DA POESIA - a minha esolha

do meu diário (ou quase) na série factos i relevâncias (caderno 27º):

21.03.2017
 (...)
O cronista dos factos i relevâncias– Recomeçando...
O Velho – … no Dia da Poesia.
O cronista dos factos i relevâncias – … com quem?!
O Velho – Logo me salta o Cesário, o “meu poeta”.
O cronista dos factos i relevâncias – … o nosso!
O Velho – É verdade. Pelo que foi e, sobretudo, pelo que poderia ter sido se não tivesse morrido com 31 anos,
O cronista dos factos i relevâncias – É significativo que, acabado de ler este livrinho do Zé Gomes, em que tanto escreve tão pouco sobre a escrita e os seus artífices - como grupo -, não tenha eu dele retido uma linha, uma palavra, sobre Cesário.
O Velho – É verdade. E admiro tanto os dois… Mas vamos ao registo, neste dia.
O cronista dos factos i relevâncias – … estou aqui para isso!
O Velho – E, por isso…, vamos guardar – para hoje – um começo e pedaço do “sentimento de um ocidental”, e, para amanhã – para a “aula”/oficina da Universidade Sénior de Ourém – o poema “impossível” como mote para glosar.

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Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

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Isto… escrito por um homem com um domínio da língua que nos querem roubar como o fizeram (provisoriamente...) à soberania de cunhar moeda!, homem que, com uma vida de 31 anos, ainda teve tempo para, no mesmo poema “sentimento de um ocidental”, nos ter deixado esta(s) mensagem(s)

 

Se eu não morresse, nunca! E eternamente
Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!
Esqueço-me a prever castíssimas esposas,
Que aninhem em mansões de vidro transparente!

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E também – a propósito de 
(...) castíssimas esposas,
que aninhem em mansões de vidro transparente!
nos deixou esta versão do que dizia ser impossível:

 

Impossível


Nós podemos viver alegremente,
Sem que venham com fórmulas legais,
Unir as nossas mãos, eternamente,
As mãos sacerdotais.

Eu posso ver os ombros teus desnudos,
Palpá-los, contemplar-lhes a brancura,
E até beijar teus olhos tão ramudos,
Cor de azeitona escura.

Eu posso, se quiser, cheio de manha,
Sondar, quando vestida, pra dar fé,
A tua camisinha de bretanha,
Ornada de crochet.

Posso sentir-te em fogo, escandescida,
De faces cor-de-rosa e vermelhão,
Junto a mim, com langor, entredormida,
Nas noites de verão.

Eu posso, com valor que nada teme,
Contigo preparar lautos festins,
E ajudar-te a fazer o leite-creme,
E os mélicos pudins.

Eu tudo posso dar-te, tudo, tudo,
Dar-te a vida, o calor, dar-te cognac,
Hinos de amor, vestidos de veludo,
E botas de duraque

E até posso com ar de rei, que o sou!
Dar-te cautelas brancas, minha rola,
Da grande loteria que passou,
Da boa, da espanhola,

Já vês, pois, que podemos viver juntos,
Nos mesmos aposentos confortáveis,
Comer dos mesmos bolos e presuntos,
E rir dos miseráveis.

Nós podemos, nós dois, por nossa sina,
Quando o Sol é mais rúbido e escarlate
Beber na mesma chávena da China,
O nosso chocolate.

E podemos até, noites amadas!
Dormir juntos dum modo galhofeiro,
Com as nossas cabeças repousadas,
No mesmo travesseiro.

Posso ser teu amigo até à morte,
Sumamente amigo! Mas por lei,
Ligar a minha sorte à tua sorte,
Eu nunca poderei!

Eu posso amar-te como o Dante amou,
Seguir-te sempre como a luz ao raio,
Mas ir, contigo, à igreja, isso não vou,

Lá essa é que eu não caio!

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Amanhã, com um dia de atraso…, muito iremos “oficinar” sobre poesia!

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 21 de Maro, 2017 15:44:30

Maro 20, 2017

Grupo de Teatro Apollo

Apollo acolheu companhia teatral Procênio de São Paulo, Brasil,com o espetáculo Libel e o Palhacinho









A Companhia Teatral "Procênio" de São Paulo, Brasil, esteve em Ourém a apresentar a peça infantil "Libel e o Palhacinho". O espetáculo realizou-se no próximo domingo, dia 19 de março, no cine-teatro de Ourém e resulta de contactos estabelecidos entre o Grupo de Teatro Apollo e o Grupo de Teatro Brasileiro, através do grupo de teatro UltimActo, de Cem Soldos. No ano em que comemora 20 anos, o Apollo apoia e acolhe a Companhia Teatral "Procênio" que estará pela primeira vez, em Ourém. O Grupo encontra-se em digressão em Portugal.

O espetáculo "Libel e o Palhacinho" é uma peça de teatro infantil que conta a história de Libel que ajuda o pai numa pequena sapataria consertando sapatos usados. Um palhacinho, feito de pano, é seu melhor amigo. Com ele participa de estranhas aventuras, onde se envolve com uma freguesa maluca, um cigano mágico, Beleléu – dono de uma loja de brinquedos – o Soldadinho de Chumbo, Polichinelo e Pedro Moleque. Através de uma divertida aventura musical, lúdica e emocionante, "Libel e o Palhacinho" leva as crianças a tentar entender os mais sinceros sentimentos da vida.

Direção: Felipe Silva, Interpretação: Angelina Mascarenhas e Felipe Silva, Cenografia, Figurino e adereços: Coletivo, Iluminação e Sonoplastia: FHS, Realização: Cia Teatral Procênio, Produção: HF Produções, Bilhete: 3 €

Criada em 2000 pelo seu atual diretor, Felipe Silva. A Cia Teatral "Procênio", desenvolve trabalhos há 17 anos, tendo como foco principal a criação e a execução de projetos destinados ao público mais jovem. No início o grupo limitava-se apenas a criação de espetáculos ao público infantil passando em 2005 também a apresentar espetáculos para público adulto.

A Procênio, grupo sediado no interior de São Paulo no município de Limeira.

por Grupo de Teatro Apollo ([email protected]) em 20 de Maro, 2017 11:18:15

Maro 18, 2017

Manuelinhodevora

DE Justiça, Procuradores e Afins.

A Justiça na "Operação Marquês" surgiu um pouco com portadas e caçadas, onde se disparam tiros xoxos para para aferir a dimensão da pele da presa. Diz-se, que os Procuradores são pouco amantes de um trabalho exaustivo, dividem, subdividem entre eles e atiram para o lado, para outra qualquer Instituição, ou carta parda enviada ao Estrangeiro, de demorada resposta. A sua credibilidade vai-se-se perdendo, o que é gravíssimo, fazendo eles parte de um Órgão de Soberania, penso. Ela (justiça) continua sendo uma espécie de pilha "duracel", dura, dura e como tudo terá o seu fim, até a própria pilha! Agora, acrescento eu, sem estar muito preocupado com o resultado da sentença, palpitando que será justa. Todavia, receio desmesuradamente que esse fim não deve ocorrer em modo de tempo, das próximas Eleições Autárquicas, Cheiraria muito mal! Se tal a acontecer, revelaria bem que esse Órgão é manobrado descaradamente: ficará com a porta, por fim, escancarada e nenhum animal de caça deve perdurar. Será o povo que terá que vir à rua dizer: crimes de colarinho branco a contar com uma dose de suborno basta! Os portugueses estão fartos e pobres por falta de Justiça que prende para averiguar e perdoa por se perder no tempo! Continuará esse Órgão de Soberania inamovível e o outro-a AR a produzir leis à medida?...Perguntem aos verdadeiros democratas o caminho a seguir. Nada poderá ficar como dantes.

por afigaro ([email protected]) em 18 de Maro, 2017 18:47:46

Maro 17, 2017

Anónimo Sec. XXI

Sobre o estado do mundo e a dialéctica da história

 - Edição Nº2259  -  16-3-2017

Ficção política


A barragem desinformativa anti-russa tomou conta da agenda política e comunicacional dominante. Mais além da parafernália e delírio propagandísticos, e independentemente de considerações críticas de substância que há a fazer sobre a evolução e vicissitudes do capitalismo russo, retenha-se que esta é essencialmente uma campanha oportunista e funcional aos objectivos agressivos dos EUA e das potências imperialistas, num tempo de grande turbulência sistémica em que as feridas do tombo capitalista mundial de 2007/8 estão longe de sarar. Não é pois perdoável que a Rússia se atreva a resistir ao status-quo e a ser cooptada pelos desígnios da ordem mundial prevalecente que naturalmente tem como centro os EUA. 
Os EUA, UE e NATO bombardeiam e retalham a Jugoslávia, fazem gato sapato da Carta da ONU e direito internacional; um presidente norte-americano que invadiu o Afeganistão e o Iraque com base em mentiras proclama a cruzada contra Ialta e a ordem internacional fundadora saída de 1945, mas é Moscovo, por natureza, a potência revisionista. Desde a desintegração da URSS, a NATO não cessa a expansão para Leste, os EUA comandam uma desenfreada corrida belicista, desenvolvem um sistema ofensivo global antimíssil e adoptam a doutrina de (primeiro) ataque demolidor, mas é Pútin e a Rússia que ameaçam a unidade europeia e a pacífica ordem assente no sacrossanto elo transatlântico. EUA e UE promovem forças neofascistas e conluiam-se no golpe de Estado na Ucrânia e deflagrar da guerra no Donbass, mas é a Rússia a potência invasora. Como ontem a Líbia, a Síria é hoje outro exemplo da macabra hipocrisia dominante. São inapagáveis os nexos entre as agências do imperialismo e o ISIS e demais organizações da constelação terrorista islâmica que intervêm decisivamente na guerra de esfacelamento da Síria. EUA e Turquia são forças invasoras e as acções da coligação internacional liderada por Washington são terrorismo de Estado e uma frontal violação do direito internacional. Mas os culpados da tragédia síria são os mesmos de sempre: o regime de Assad e seus aliados, antes de mais a Rússia. 
Na espiral de perversão e inversão da realidade, até as eleições dos EUA terão sido predeterminadas por Pútin. Trump surge assim quase como um corpo estranho, exterior ao sistema e código genético da potência hegemónica, em que um presidente pode ser democraticamente eleito com menos três milhões de votos do que o concorrente. Com tal insidiosa campanha de russofobia quase se esquece o registo de ingerência, desestabilização e guerra de que os EUA são destacados artífices no mundo. Incluindo os objectivos estratégicos da ofensiva contra a Rússia. O folclore anti-Pútin poupará diligentemente os epígonos da escola de Gaidar e as posições do capital financeiro no aparelho do poder russo. O alvo não é o poder em si da oligarquia ou a restauração capitalista. Não podendo para já realizar o cenário da Maidan russa e o objectivo inconfessável de desintegração, o imperialismo aposta na escalada de pressões, procurando atiçar o velho chauvinismo russo.


Luís Carapinha 

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 17 de Maro, 2017 12:14:01

OUTRA informação sobre os resultados na Holanda

De abrilabril:

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do diário:
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Outra informação!

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Há que respirar de alívio por a extrema direita não ter ganho?, fraco alívio quando subiu 33% dos deputados e passou a ser o 2º do parlamento, com 20 deputados.

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Que dizer do partido que se diz ter ganho quando perdeu 20% dos deputados (!), e do que era 2º (com 38 deputados) e ficou com 9 (!) perdendo 76% (!!) dos deputados?

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E porque não se sublinha que a esquerda (Partido Socialista e Esquerda Verde) passaram a ter 28 deputados (14 cada), tendo a Esquerda Verde subido 250%?

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 17 de Maro, 2017 01:32:57

Manuelinhodevora

Outro Curso de Comandos, Já?

Então, Sr.Ministro da Defesa, para quando a verdade acerca das mortes do último Curso de Comandos? Acontecia até ao final de Dezembro? Cadê Inquérito, conclusões e o restante que deve dormir no Tribunal? E vamos já ter outro Curso?
Sabe, eu fiz um curso de Ranger's em Lamego. Ao tempo, havia a guerra das Colónias e foi suprimida a perigosa e detestável prova dos Esgotos. Sabe V.Exª, porquê? Porque o Oficial Superior da respectiva Instrução anulou essa prova, face ao grosso caudal de águas que enchiam os esgotos da cidade, motivado pelo grau elevado grau de pluviosidade e por fortes nevões a cair, que ao derreterem-se, também contribuiriam apara o aumento do mesmo caudal. Claro! Houve o bom senso do Diretor de Instrução e dos seus colaboradores fazerem uma análise correta se essa Instrução acontecesse, com tanta adversidade temporal. A Prova foi suprimida para os instruendos nao correr riscos de vida.
Então, porque é que essa maralha instrutora dos Comandos não fez a analise das provas a decorrer com temperaturas elevadíssimas, a rondar os 40 graus? Pois foi! Não o fizeram...Mais, Senhor Ministro, Portugal não estava em guerra. Sabe, os instrutores dessa tropa de elite surgem na Instrução ressabiados e vingativos. Se nós suportamos para sermos Comandos, eles( instruendos) também vão suportar! Não olharam as circunstâncias verificadas de muito calor pouco, pouco habituais no nosso País e "seguiu a festa". masoquista.Logo a culpa não deve morrer solteira! E se tal acontecer, Sr. Dr: Azeredo Lopes, em meu entender, resta-lhe a demissão. Tenho pena! Todavia, será conveniente que ninguém esqueça a Ética Republicana: parece que está em desuso!

por afigaro ([email protected]) em 17 de Maro, 2017 00:24:56

Maro 16, 2017

Anónimo Sec. XXI

Citação a propósito de problemas centrais do NOSSO tempo

Citação (entre muitas possíveis e desejáveis!) de Bento de Jesus Caraça:
“…Mas não caiamos no erro fácil de atribuir tudo aos erros dos homens. O desejo natural de largas camadas da população francesa de não deixar fugir os frutos duma vitória dificilmente conseguida, por um lado; um mau estado da economia mundial que gerou uma política geral de nacionalismo económico - exactamente o contrário do que deveria racionalmente fazer-se, mas os interesses de classe sobrepuseram-se, por toda a parte, aos interesses gerais a crise terrível que a partir de 1929 se desencadeou sobre o mundo capitalista; tudo isto são razões suficientemente fortes para explicar que a política desses homens dificilmente poderia ter sido diferente daquilo que foi. Muito bem, mas eu pergunto - o que é então um estadista? (13)…”

13 A questão está imperfeitamente posta. Em termos de maior rigor deve-se pô-la assim: - é possível haver um grande estadista duma classe, em período de declínio dessa classe?


A Cultura Integral do Indivíduo – problema central do nosso tempo, 1933-1939


por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 16 de Maro, 2017 00:02:34

Maro 15, 2017

Anónimo Sec. XXI

De ontem para hoje

Abril Abril

Hoje

Terça, 14 de Março de 2017


PCP solidário com Dilma Rousseff

A presidente eleita do Brasil, destituída do cargo em Agosto de 2016, foi recebida hoje na sede da Soeiro Pereira Gomes, onde Jerónimo de Sousa denunciou o processo que conduziu à sua ilegítima destituição.
PCP solidário com Dilma Rousseff

Convocada greve dos enfermeiros

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) convocou uma greve para os dias 30 e 31 de Março. Entre outras questões, em causa estão as 35 horas para todos os enfermeiros, o pagamento do trabalho extraordinário, a contratação de enfermeiros e o fim dos vínculos precários.
Convocada greve dos enfermeiros

Ecologistas querem plano de emergência nuclear

«Os Verdes» apresentaram um projecto de reforço das medidas de resposta a uma emergência nuclear, anunciado nas jornadas parlamentares, propondo planos municipais nas margens do Tejo.
Ecologistas querem plano de emergência nuclear

Opinião

Que perfil para o aluno do século XXI?

Para ultrapassar as metas estatísticas dos índices de escolarização da população jovem portuguesa, o governo anterior procurou mascarar as baixas taxas com um ensino profissionalizante de baixíssima qualidade, com o alargamento artificial da escolaridade obrigatória e com a criação de uma espécie de pós-secundário, que mais não é que um ensino médio de qualidade, no mínimo, duvidosa.

por Luís Lobo

Que perfil para o aluno do século XXI?


«Portugal é um dos sete países da União Europeia onde os trabalhadores ganham hoje menos do que há oito anos»
Jornal de Notícias
14 de Março de 2017
2 200 000 000
Dividendos na bolsa portuguesa sobem quase 20%, a remuneração aos accionistas sobe para um dos valores mais altos dos últimos anos. O bolo total dos dividendos será de quase 2.200 milhões de euros, mais 350 milhões que em 2016.

Imagem do Dia



Tempestade de Inverno no Leste dos EUA atinge grandes cidades. Nova Iorque, EUA, 13 de Março de 2017.

Tempestade de Inverno no Leste dos EUA atinge grandes cidades. Nova Iorque, EUA, 13 de Março de 2017. Créditos Drew Angerer / Getty Images


por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 15 de Maro, 2017 10:59:31

Maro 14, 2017

Manuelinhodevora

Importações com mais caudal?

Tenho pena deste País!... A cabraozada pafiana depois de tornar Portugal quase todo insolvente, permitiu que muitos dos seus amigos se tornassem exportadores para África e não só. Toda a maquinaria do mundo empresarial partiu ao desbarato, em contentores, muita da qual sem imposto. Quando a mesma, se não era dos seus legítimos(?) proprietários, foi caçada aos Bancos que tinham concedido elevados empréstimos sem qualquer tipo de segurança e de escrúpulos. Era necessário lavar dinheiro! Foi um fartar vilanagem.
Presentemente, para Portugal retomar toda a engrenagem empresarial e para que seja produtivo, impõe-se importar nova maquinaria! O que significa isto?...será o aumento elevado das importações, que ultrapassam as exportações, apesar destas se encontrarem em ritmo acelerado semestre, após semestre por ação deste Governo.
Quem se ri e é maldizente com toda esta tragédia causada? Os Pafiosos sob a batuta do sr. Passos Coelho e da sr:ª Cristas. Posso concluir, com determinação: era escumalha que tinha por objectivo acabar com Portugal, para um dia rumar rica para qualquer país afrodisíaco, abandonando na miséria toda uma população com Pátria, há quase 9 séculos. Porque é que os "media" deixaram de utilizar a palavra "venda" que todos dias entravam nas nossas casas? Ah!o nosso País tomou um rumo certo pelas mãos de António Costa, a que os Partidos que compõem a "Geringoça" não serão alheios.
Realmente, Portugal não precisa dos pafiosos: necessita de uma oposição séria que teima em aparecer, Julgo. Juntos, pensando políticas diferentes, um país de uma dimensão pequena, pode tornar-se num país grande, onde todos de boa vontade caberão debaixo da sua bandeira.

por afigaro ([email protected]) em 14 de Maro, 2017 17:32:35

Maro 13, 2017

Anónimo Sec. XXI

Discutível selecção "expressa" em dois tempos - 2º

E podia passar a outras coisas e diferentes fontes (e bem preciso…), mas o 1º caderno do Expresso também tem que se lhe diga.

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Por exemplo, a conferência Nova Portugalidade/Nogueira Pinto, que parece ter sido uma excepcional campanha de propaganda (2-páginas completas-2, quanto custam?) para que não quero contribuir, mas a que não se pode estar indiferente.


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Para acabar, com alguma ironia… amarga:


 (…)

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 13 de Maro, 2017 19:49:11

Discutível selecção "expressa" em 2 tempos -1º

Na verdade, o caderno Economia do Expresso é um manancial… pelo menos para mim,

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Não se pretende fazer uma espécie de revista de imprensa mas uma ilustração selectiva que ajude a fixar o que se vai passando no universo, nas suas variadas dimensões.

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E, por fixar, vou-me fixando nalguns “cromos” que me vão informando opinosamente, em termos de textos, contratextos para melhor se perceber o contexto.

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Na página 4, apanho logo com a coluna do JVPereira, que revela como a lupa com que vê a realidade está embaciada, não suportando a… geringonça.

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Tem um pó ao BE que até espuma e, quanto ao… outro,  faz lembrar aquele “boneco” do Herman-José-que-deus-lá-tem, o diácono Remédios, que nem o nome podia ouvir; esse tal PCP é de um outro mundo – e é mesmo!... –, de que é melhor nem falar… não existe, pronto.

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Então neste fim-de-semana foi uma defesa aguerrida, exorbitada, da presidente do Conselho Superior das Finanças e do governador do Banco de Portugal. 


(….
(...)

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O curioso é que, mais uma vez, na página 5, jogo a seguir, Nicolau Santos faz uma “anatomia e dissecação” de uma entrevista do governador do BdeP em que, em 4 pontos, considera a sua defesa “demasiado, frágil, contraditória ou incongruente” 

(…
(...)

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Como é evidente, muito mais coisas se poderiam aproveitar destas leituras (fugitivas) de fim-de-semana, mas ainda aproveito duas.

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A coluna periódica de Paul de Grawe à volta do futuro para a Europa (não será para a União Europeia, para começar… e acabar?) a partir dos cinco cenários Juncker.



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Dos quais, é quase unânime a insatisfação, que a reunião dos “4 grandes” (que é que isto me faz lembrar, dos tempos de juventude, nos meados dos anos 40?)

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Diz o professor belga que eles – os cenários… – podem não acontecer tal é a incerteza do futuro!

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(…)

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 13 de Maro, 2017 19:48:15

Maro 12, 2017

Anónimo Sec. XXI

Para este domingo - Jean Ferrat à la Une



Tradução (difícil, difícil...)

NA UM!

É uma emissão formidável
Sobre os problemas da sociedade
Onde heróis e cobardes
Vos vão falar livremente
Sejam eles vítimas, sejam eles culpados
Esta noite! Vejam para começar…

Alguns notáveis traficantes
Que “batem” a saída dos liceus
Vão estar na mesa
Com a condição de terem cara tapada
Um testemunho inesquecível
Um grande momento de verdade

Esta noite esta noite
Depois da roda da sorte
Os traficantes os traficantes
Estão na televisão

É uma emissão fantástica,
Onde terás um papel a representar
Um papel moral um papel cívico
Para nos ajudar a encontrar
Todos os que não têm notícias
Desaparecidos volatilizados
Esta noite lanço-vos um apelo
Apenas vós podeis nos informar
Neste bas-fond desgraçado
Em que atalhos ela se meteu
A que manobras se dedicou

 Esta noite esta noite
Depois da roda da sorte
Não posso crer não posso crer...
Estão na televisão

É uma emissão tremenda
Sobre as entranhas da sociedade
Uma fatia de carne em sangue
Que não podeis perder
Um homem pagou a sua dívida
Vinte anos de merecida prisão
Reconstituirá em directo
O crime que cometeu
Tudo o que lhe passou pela cabeça
Quanta massa arrecadou
Ao puxar ao gatilho 
Para apagar um deputado

Esta noite esta noite
Depois da roda da sorte
Os assassinos os assassinos
Estão na televisão

É uma série fantástica
De grandes debates televisionados
De polémicas fabulosas
De faces-a-faces sem piedade
Entre o sangrento e o mavioso
Entre um chulo e uma puta
Um delator e um denunciado
Entre um paraquedista e um guerrilheiro
Entre um violador e violadas
E, em apoteose, entre SS e deportados

Esta noite esta noite
Depois da roda da sorte
Um PAF* obsceno e um PAF obsceno
Estão na televisão


·         *  - sigla (francesa e de há décadas) não identificada

por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 12 de Maro, 2017 11:01:24

Maro 10, 2017

Anónimo Sec. XXI

Notícias em surdina...

Holanda estuda saída do euro

O parlamento da Holanda aprovou, a 23 de Fevereiro, a constituição de uma comissão para examinar a possibilidade de o país se desvincular da moeda única.
Com eleições legislativas marcadas para a próxima semana, dia 15, os deputados consideraram pertinente que o Conselho de Estado, órgão consultivo do governo, designe uma equipa para estudar a possibilidade e consequências de uma eventual saída do euro.
A moção, apresentada pelos cristãos-democratas e aprovada por unanimidade, refere que as taxas de juro demasiado baixas do Banco Central Europeu estão a prejudicar os aforradores holandeses e em particular os fundos de pensões.
Segundo declarou o deputado cristão-democrata que apresentou a proposta, Pieter Omtzigt, citado pela Reuters, «os problemas relacionados com o euro não estão resolvidos. Esta é uma maneira de podermos encarar novas opções, sem tabus».

in avante! de ontem



por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 10 de Maro, 2017 12:32:17

Enquanto a questão é a da libertação da submissão, há quem se iluda (?) com frases biblicas e "linhas da frente"








    NACIONAL

    Comunistas defendem libertação do euro, da dívida e da banca privada


    Com o euro,
    Portugal foi dos países
    que menos cresceram
    e mais se endividaram

    O PCP apresentou esta tarde o livro «Euro, Dívida, Banca.
    Romper com os constrangimentos, desenvolver o País»
    .
    A iniciativa contribui para a discussão sobre o impacto da submissão
    à moeda única que os comunistas vão promover nos próximos 



    Jerónimo de Sousa participou na apresentação do livro do PCP sobre o euro, a dívida e a banca
    Jerónimo de Sousa participou na apresentação do livro do PCP sobre o euro, a dívida e a bancaCréditos/ Agência LUSA
    (http://www.abrilabril.pt/nacional/com-o-euro-portugal-foi-dos-paises-que-
    menos-cresceram-e-mais-se-endividaram?from=onesignal)



    ---------------

    permito-me acrescentar - à claríssima apresentação,
    que sublinha a necessidade e as dificuldades de sair do euro 
    (e como...) - que a questão crucial é termos entrado!
    s.r.

    por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 10 de Maro, 2017 00:30:45

    Maro 09, 2017

    Anónimo Sec. XXI

    Aponta mentes em diário

    09.03.2017

    Hoje começo por outra “conversa”.

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    Não que não haja motivos para conversas entre(e intra)-mim, mas porque comecei por ler o Expresso-curto e, sendo ele servido pelo Valdemar Cruz, prende logo e convida a transcrever parte (e a incluir um pequeno aponta mentes), à maneira destes cadernos sub-titulados Textos e Contextos.

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    Apenas (!) acrescentaria o aponta mentes (e é uma questão minha quase vital…) que o PCP não tem “desde o início uma posição contrária à permanência no euro”, tem sim, desde sempre uma posição contrária à entrada no euro, nas condições em que e para que foi criada a moeda única!

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    Como “alguém” o disse no local e na altura da frente de luta em que era sua tarefa dizê-lo.

    &-----&-----&




    por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 09 de Maro, 2017 11:41:49

    Maro 08, 2017

    Anónimo Sec. XXI

    Hoje, 8 de Março

    Todos os anos, neste dia 8 de Março, neste blog, se assinala o Dia Internacional da Mulher. Recorro a duas dessas referências.

    1.    , Em 2012 (adaptada)
    Saúdo-te, hoje, mulher, no dia que dizem ser o teu. Saúdo-te com a alegria de quem inclui, nas suas pequenas-grandes lutas, a luta contra as discriminações, a luta contra a desigualdade social entre o homem e a mulher.
    (E são já tantos e tão diferentes, os anos desta luta!)
    Saúdo-te, mulher, porque neste dia, te sentes mais diferente e mais igual, mais diferente porque tu és mulher e eu sou homem, mais igual porque este dia é um dia de afirmação, de afirmação de que temos os mesmos direitos.
    E desejo-te que o dia de hoje seja um dia feliz para ti, mulher.
    Mas também te saúdo com tristeza. Porque sei que, se te perguntasse

    porque é que o dia 8 de Março
    é o dia da mulher?

    me olharias espantada e, se me respondesses, dirias um sei lá... convicto e indiferente.
    E não podes imaginar quanto me custa que, para ti, seja este dia  um dia igual ao de S. Valentim ou outro qualquer desses, outro qualquer desses dias em que os pequenos comerciantes aproveitam para tentar atenuar a crise - a sua, a dos pequenos…

    Há 155 (160!) anos – porque foi em 8 de Março de 1857 –, 130 mulheres teriam morrido queimadas num incêndio, num incêndio provocado contra elas, fechadas numa fábrica em Nova Iorque, impedidas de sair, apenas(!) por lutarem por uma redução do seu horário de trabalho, de 16 horas diárias, para o máximo de 10 horas, por quererem um horário igual ao dos homens.
    E quantas mulheres, antes e depois desse dia de 1857, lutaram e lutam por direitos seus, de mulheres trabalhadoras.
    E foi uma mulher, Clara Zetkin, que nascera em 1857, que, no dia 8 de Março de 1910, em Copenhague, ao presidir à 2ª Conferência international das mulheres socialistas, propôs a criação do dia international das mulheres, dia de manifestação anual para lutar pelo direito de voto, pela igualdade entre os sexos, e pelo socialismo.

    Divirtam-se, gozem a liberdade tão duramente conquistada (porque, por exemplo, antes do 25 de Abril de 1974, a todos estava vedado festejar o 8 de Março), sejam felizes, ao menos neste dia em cada ano…, mas lembrem, num minuto, as operárias de Nova Iorque e todas as mulheres que, como elas, lutaram por um futuro melhor!

    2.     
      

    por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 08 de Maro, 2017 12:46:27

    Maro 07, 2017

    Anónimo Sec. XXI

    Neste contexto, textos (e cartoon) de hoje e de há 23 anos sobre o futuro da UE

    O futuro da U.E. em dois tempos de hoje, um cartoon e uma lembrança de livro de 1994 (23 anos!):

    1.Comissão Europeia
    Juncker lança debate sobre o futuro da União Europeia

    O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, apresentou, quarta-feira,  1 de Março. Cinco cenários sobre o futuro da União Europeia a 27, como base de um trabalho cujo resultado se veria nas eleições europeias em 2019.
    O chamado ”Livro Branco sobre o futuro da Europa”, que Juncker apresentou no Parlamento Europeu (PE), é o contributo da Comissão Europeia para o futuro da UE a 27 para ser debatido com e pelos Estados-membros.
    "Temos a Europa nas nossas mãos", disse Juncker…
    (e as lembranças que essa expressão levantou! Algumas com quase meio século, como a palavra de ordem para a frente de luta pela segurança e cooperação europeias na viragem dos anos 60 para 70: A Europa na mão dos povos!
    Sessenta anos depois do Tratado de Roma, assinado a 25 de Março que lançou a hoje UE, chegou a hora "de uma Europa unida a 27 definir a sua visão para o futuro", disse Juncker.
    O 1º dos cinco cenários prevê a continuação do rumo seguido até aqui, com os 27 Estados-membros concentrados no crescimento, emprego e investimento, reforçando o mercado único e aumentando o investimento nas infraestruturas digital, de transportes e da energia.
    O 2º cenário centra-se no mercado único, e as opções políticas a servirem para facilitar a livre circulação de capitais e mercadorias.
    O 3º cenário é o de querer fazer mais, numa Europa 'à la carte'  com aprofundamentos de políticas específicas, como, por exemplo, a de defesa, entre os Estados-membros que o desejem.
    O 4º cenário junckeriano propõe a EU a fazer menos mas com maior eficácia, legislando menos e centrando-se em prioridades claramente definidas.
    O 5º e último cenário prevê que se faça mais em conjunto, num caminho para federalização.
    Com a apresentação do Livro Branco, que se considerou uma "certidão de nascimento" da União Europeia pós-Brexit, a Comissão Juncker quer envolver os governos nacionais e também os cidadãos da UE num debate alargado sobre o seu futuro.
    "Este é o início do processo, não o fim, e eu espero que dê lugar a um debate honesto e abrangente", salientou Juncker, com calendário traçado: até Setembro, quando Juncker proferir o discurso do estado da União, com ideias mais definidas; no Conselho Europeu de Dezembro, com respostas concretas a testar nas eleições para o Parlamento Europeu de Junho de 2019.
    Paralelamente, Bruxelas está a preparar documentos de orientação sobre a dimensão social da Europa, a globalização, o aprofundamento da União Económica e Monetária, a política de defesa e o orçamento da UE.
    Foi um evidente esforço de apresentação de algo que sacudisse a situação pantanosa pré-eleitoral, que foi recebido com críticas à metodologia – que não às propostas que, espremidas, não propõem nada a não ser mais ou menos do mesmo – em tal ambiente que Juncker foi par(a)lamentarmente inconveniente (J) na linguagem, usando e repetindo a invectiva “merde!”

    2.Núcleo duro da UE quer Europa a 2 velocidades
    Os líderes de França, Alemanha, Itália e Espanha reuniram-se em Versalhes para manifestar apoio a uma solução onde os Estados-membros da União Europeia possam actuar a diferentes velocidades.
    PÚBLICO e REUTERS  - 
    6 de Março de 2017, 23:15

    Os líderes de França, Alemanha, Itália e Espanha reuniram-se em Versalhes para preparar a cimeira europeia de 25 de Março, em Roma, que marcará o 60.º aniversário do Tratado assinado na capital italiana que fundou a Comunidade Económica Europeia.
    O ainda Presidente francês, François Hollande, apelou à união no seio dos 27 Estados-membros na antecâmara do processo de saída do Reino Unido da União Europeia. No entanto, o governante gaulês considera que união não significa uniformidade. Por isso, Hollande defendeu novas formas de cooperação que permitam que os países da União Europeia possam, se assim o pretenderem, acelerar a sua actuação em matérias como a defesa, o aprofundamento da união económica e monetária ou harmonização fiscal.
    Por sua vez, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que a União pode vir a ter problemas se não permitir que os seus membros participem em diferentes níveis de intensidade: “Nós precisamos de ter a coragem de alguns países seguirem em frente se nem todos quiserem participar. A Europa de diferentes velocidades é necessária, caso contrário, provavelmente, ficará bloqueada”, afirmou, citada pela Reuters. “Se a Europa ficar bloqueada e não desenvolver mais, então este trabalho de paz pode correr perigo mais rapidamente do que se poderia pensar”, concluiu Merkel.
    O primeiro-ministro de Itália, Paolo Gentiloni, também apoiou publicamente, em Versalhes, uma Europa a diferentes velocidades para permitir diferentes respostas a diferentes ambições.
    Por fim, o líder espanhol Mariano Rajoy garantiu que Espanha está pronta para avançar para a integração “com todos aqueles que desejam procurar essa integração”. “Na minha opinião, é necessário completar a união bancária, é essencial aprofundar a coordenação das políticas económicas para tornar as nossas economias mais competitivas”, afirmou o primeiro-ministro espanhol.
    Esta posição comum de França, Alemanha, Itália e Espanha surge depois da apresentação do Livro Branco da Comissão sobre o futuro da Europa, por parte de Jean-Claude Juncker.

    3.Cartoon de Luís Afonso:

    4.Não resisto à lembrança do mais maldito (ou o primeiro dos malditos) meus livros – Décadas da EUropa-de Roma ao futuro com passagem/paragem em Maastrich, edição de autor, 1993/1994 – em que:


    Neste livro, dá-se muito relevo ao relatório Tindemans,



    que criou a estratégia do núcleo super-integrado e periferia (das 2 velocidades!)… para que faltava criar e conforma(ta)r a periferia!
    O que foi “reparado” a Sul e a Centro-Leste consolidando o “sindicato do grande capital transnacional”!


    por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 07 de Maro, 2017 19:55:35

    Maro 06, 2017

    Anónimo Sec. XXI

    libertar Portugal da submissão - bis





    União Económica e Monetária protege manutenção no cargo

    Carlos Costa sob fogo protegido 

    pela submissão a Bruxelas


    Nos últimos dias, juntaram-se vozes a quem vinha dizendo que o
    governador do Banco de Portugal não tem condições para continuar.
    Perda de soberania monetária dificulta a sua substituição.

    «O BES tem capacidade para mobilizar capital, os depositantes podem estar tranquilos. Se o banco está sólido, não há crise sistémica», afirmou Carlos Costa a 15 de Julho de 2014, menos de um mês antes da sua falência.
    https://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/imgonline-com-ua-resize-2r0lyaeqee.jpg?itok=c7zVOopv



    «O BES tem capacidade para mobilizar capital, os depositantes podem estar tranquilos. Se o banco está sólido, não há crise sistémica», afirmou Carlos Costa a 15 de Julho de 2014, menos de um mês antes da sua falência.Créditos/ Agência LUSA
    O rasto das intervenções de Carlos Costa vem de longe: foi durante o seu mandato à frente do Banco de Portugal (BdP) que caíram o BES e o Banif, após juras da sua parte de que estava bem. Actualmente, a instituição que dirige conduz o processo de venda do Novo Banco, que poderá ter um custo de milhares de milhões de euros para o País.
    A protecção que deu ao BES até ao fim, apesar de conhecer em pormenor a situação dramática que o banco vivia, exposta pela SIC na última semana, colocou o governador numa situação ainda mais insustentável.
    Depois de o PCP e o BE já terem assumido que Carlos Costa «não tem condições para continuar», o líder parlamentar do PS, Carlos César, revelou no final da última semana que o PS está a «reflectir» sobre as «falhas muito significativas» que são apontadas ao homem encarregado de regular o sector financeiro.
    «A situação de solvabilidade do BES é sólida, tendo sido significativamente reforçada com o recente aumento de capital»
    COMUNICADO DO BANCO DE PORTUGAL, 10 DE JULHO DE 2014
    No entanto, a entrega da soberania monetária à União Europeia, com a adesão à moeda única, dificulta a substituição do governador do BdP, já que este depende do Banco Central Europeu (BCE), que assume uma fatia cada vez maior das competências de regulação do sector financeiro, para além de ter engolido a condução de toda a política monetária.
    No quadro da União Económica e Monetária, Carlos Costa só pode ser removido do BdP em caso de «falha grave» no cumprimento das suas funções. Com os dados em cima da mesa, a sua condução do processo do BES tem vindo a ser apontada como um exemplo de falha grave.
    «Alguns pensam que substituir a peça resolve. Adianta alguma coisa, mas, enquanto se substituir a peça e se mantiver o molde que nos mata e que nos amarra, nunca mais resolvemos o problema», afirmou ontem Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, antes de caracterizar a situação actual do Banco de Portugal como «uma sucursal do BCE».
    Carlos Costa foi nomeado governador em 2010, após a saída de Vítor Constâncio para o BCE. Foi reconduzido no cargo em 2015, uma decisão polémica do anterior governo no final do seu mandato, tendo em conta a forma como decorreu a resolução do BES e a maneira como geriu as suas consequências.
    http://www.abrilabril.pt/

    por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 06 de Maro, 2017 18:07:41

    Hoje, 6 de Março - 96º aniversário do PCP (o que não carece de fontes :-)

    Partido Comunista Português

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Partido Comunista Português
    SecretárioJerónimo de Sousa
    Fundação1921
    Sede Portugal
    Rua Soeiro Pereira Gomes, 3, Lisboa
    IdeologiaComunismo
    Marxismo-Leninismo
    Espectro políticoEsquerda
    PublicaçãoAvante!,
    O Militante
    Ala jovemJuventude Comunista Portuguesa
    Membros  (2012)60.484[1]
    Afiliação nacionalCDU - Coligação Democrática Unitária
    Afiliação internacionalEncontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários
    Grupo no Parlamento EuropeuEsquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde
    Assembleia da República
    15 / 230
    Parlamento Europeu
    3 / 21
    Assembleia Legislativa da Madeira
    2 / 47
    Assembleia Legislativa dos Açores
    1 / 57
    Presidentes de Câmaras Municipais
    34 / 308
    Vereadores Municipais
    213 / 2 086
    CoresVermelho
    Página oficial
    www.pcp.pt/
    Partido Comunista Português (PCP) (IPA[pɐɾ'tiðu kumu'niʃtɐ puɾtu'ɣeʃ]), é um partido político de esquerda.
    É um dos partidos políticos mais antigos, mais ideologicamente estáveis e com mais história que existe e continua activo. Tem deputados na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, onde integra o grupo Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica VerdeCarlos Carvalhas substituiu o líder histórico Álvaro Cunhal em 1992. O actual líder é Jerónimo de Sousa.
    O partido foi fundado em 1921 como a secção Portuguesa do Internacional Comunista (Comintern). Ilegalizado no fim dos anos 1920, o PCP teve um papel fundamental na oposição ao regime ditatorial conduzido, por muitos anos, por António de Oliveira Salazar. Durante as cinco décadas de ditadura, o PCP participou activamente na oposição ao regime e era o partido (clandestino naquela época) mais organizado e mais forte da oposição[carece de fontes]. Foi suprimido constantemente pela polícia política, a PIDE, que obrigou os seus membros a viver clandestinamente, sob a ameaça de serem presos, torturados ou assassinados. Mas a determinação dos seus membros e apoio financeiro da União Soviética garantiram a sua continuidade. Após a revolução dos cravos, em 1974, os seus 36 membros do Comité Central, em conjunto, tinham já cumprido mais de 300 anos de prisão.[3]
    Após o fim da ditadura, o partido tornou-se numa principal força política do novo regime democrático, principalmente na classe dos trabalhadores[carece de fontes], e continua popular em vastos sectores da sociedade Portuguesa[carece de fontes], particularmente nas áreas rurais do Alentejo e Ribatejo e áreas industrializadas como Lisboa e Setúbal, onde lidera vários municípios.[4]
    O PCP publica o jornal semanário Avante!, fundado em 1931, e a revista bimensal O Militante.


    por Sérgio Ribeiro ([email protected]) em 06 de Maro, 2017 15:18:30