abril 2010 Archives

A Visita do Papa

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Todas estas circunstâncias acontecem porque o nosso Concelho, com realce para a cidade de Fátima, vai receber o Papa Bento XVI.
Formulam-se votos para que todos recebam de forma excelente aqueles que nos visitam. Nestes dias que se aproximam velozmente da peregrinação Papal, o nosso Concelho, por ter a cidade Santuário, será propagandeado por tudo o mundo, católico ou não, o que dá mais notabilidade à nossa terra.Nenhum jornalista ao serviço dos "media" conseguirá falar da vinda de Bento XVI a Portugal, embora a sua visita contemple as cidades de Lisboa e do Porto, sem falar de Fátima.
Estejamos todos à altura do acontecimento!
Foto: Nuno Alegria/Global Imagens

Sábados Activos

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Sem grande espalhafato e com alguma discreção a vida das nossas cidades torna-se parceira dos seus habitantes. Quem não gosta?...torna-se necessário o acompanhamento e divulgação das actividades programadas para que possam ter participantes. Sem participantes não há parcerias, nem associativismo que resista. Há que pensar no "modus faciendi". Afine-se bem o critério de aferição, ao longo do decurso das actividades programadas, corrigindo o que existiu de mal. É bom para todos.

Na Imprensa Regional

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No jornal "o Mirante", encontrei este bom respigo acerca da instalação de um equipamento de telegestão nas piscinas de Caxarias, que permite fazer alguma economia de gás, energia eléctrica e produtos químicos. É bem certo o ditado:"no poupar é que está o ganho".

Agenda Cultural Maio

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agenda.jpg 'CENOURÉM- Teatro Peça a Peça'
13 e 14 de Maio Agrupamento de Escolas Conde de Ourém "O Outro Lado do Sonho"
27 e 28 de Maio Centro de Estudos de Fátima "Xerazade Não Está Só"
Local: Cine Teatro Municipal Hora: 21h30 Preço de bilhete: 1,50€ Os bilhetes podem ser adquiridos na Divisão de Cultura e Desporto (ao lado do Café Central) ou no próprio dia na bilheteira a partir das 20h30. Organização: Câmara Municipal de Ourém Colaboração: Estabelecimentos de Ensino do Concelho de Ourém
Ciclos de cinema no Museu Municipal
Este mês as projecções no auditório do Museu Municipal de Ourém vão ser dedicadas ao Cinema Documental Português. As sessões iniciam-se às 21h30. A dama de Chandor (Catarina Mourão) 90' 1998 2010/Mai/06 Pintura Habitada (Joana Ascensão) 50' 2006 2010/Mai/13 Entrada Livre Limitado a 40 lugares Organização: Câmara Municipal de Ourém 8 de Maio Workshop de Origami Museu Municipal de Ourém - Casa do Administrador Para mais informações contacte o 919585003
Teatro
1 de Maio 'Que Farei com este Livro?' de José Saramago Local: Castelo de Ourém Hora: 19h19 Bilhete: Adulto 6,00€ 8 aos 12 anos: 3,00€ O espectáculo inclui dois momentos de refeição A entrada carece de reserva através de [email protected], através do telefone 911956731 ou na bilheteira 30 minutos antes do espectáculo. Organização: Grupo de Teatro Apollo
16 e 30 de Maio 'A Derrota do Kid Labaredas' Local: Parque Linear de Ourém Hora: 16h00 Grupo de Teatro Apollo Entrada Livre, contudo carecendo de reserva através de gteatroap[email protected] ou atarvés do telefone 911956731.
Música VI FESTAMBO - FESTIVAL DE MÚSICA E DANÇA DE OURÉM
Apresentação à comunicação social e convidados Actuação do Chorus Auris Dia: 07 de Maio Hora: 21h30 Local: Auditório da AMBO Cantos e Sons da Lusitânia
Dia: 15 de Maio Hora: 21.30 h Local: Praça Mouzinho de Albuquerque Orquestra Típica Romeiros Grupo de Zambumbas (Bombos) - Casa do Povo do Paul - Covilhã Adufeiras da Casa do Povo do Paul - Covilhã Escola de Dança da AMBO
XIX Encontro de Coros Infantis/Juvenis de Ourém Dia: 16 de Maio Hora:15.30 Local: Cine-Teatro Municipal Coral Infantil/Juvenil de Ourém Grupo Coral Pequenos Cantores Cluny - Anadia Coral Infanto Juvenil do Círculo de Cultura Musical Bomba
Musical "West Side Story" - Classe de Canto da Ourearte Dia: 21de Maio Hora:21h30 Local: Cine-Teatro Municipal - Ourém
Filarmónicas em Sintonia Dia: 23 de Maio Hora:16h00 Local: Praça Mouzinho de Albuquerque - Ourém Actuação Conjunta: Orquestra de Sopros de Ourém Sociedade Filarmónica Ouriense Associação Cultural e Artística Vilarense Reis Prazeres
Quinteto Clássico da Escola Superior de Música de Lisboa Dia: 29 de Maio Hora: 21h30 Local: Auditório da AMBO
Concerto de Canto Ensemble Luce d'Oro. Dia: 30 de Maio Hora:18h00 Local: Igreja Colegiada - Centro Histórico de Ourém Organização: Academia de Música Banda de Ourém
Dueto de Guitarras e Duo de Piano e Oboé Dia: 15 de Maio Local: Conservatório de Música de Ourém Hora: 21h00 Organização: Conservatório de Música de Ourém e Fátima
Canto e Piano, Piano a Quatro Mãos Dia: 22 de Maio Local: Conservatório de Música de Ourém Hora: 21h00 Organização: Conservatório de Música de Ourém e Fátima
Concerto de Guitarra Dia: 29 de Maio Local: Igreja de Freixianda Hora: 21h00 Organização: Conservatório de Música de Ourém e Fátima
Concursos Nacionais 'Os Pequenos Pianistas' Dia: 30 de Maio Local: Cine-Teatro Municipal de Ourém Organização: Conservatório de Música de Ourém e Fátima
Exposições Galeria Municipal de Ourém
De 8 a 30 de Maio Exposição da ANACED, na Galeria Municipal A Associação Nacional de Arte e Criatividade de e para Pessoas com Deficiência, ANACED, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que organiza anualmente actividades com o objectivo de promover os artistas com deficiência e chamar a atenção dos responsáveis e público em geral para as capacidades e potencialidades destas pessoas e assim promover a sua inclusão social. No âmbito do Ano Europeu da Criatividade e Inovação - 2009 e das Comemorações dos seus 20 Anos de actividade, a ANACED organizou a Exposição Itinerante de Pintura UNTITLE, procurando assim criar um espaço de visibilidade para o talento dos artistas com deficiência junto de diferentes públicos. Através de um conjunto de 15 obras sem título, pretende-se levar os visitantes da Exposição a apreciar e a comparar diferentes estilos e técnicas de pintura, desafiando-os a explorar e a interagir com a criação artística, dando títulos e/ou tecendo comentários sobre as obras expostas. Entrada Livre Horário: Terça a Domingo, 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
Paços do Concelho
10 a 14 de Maio Exposição de artes pelo grupo de artes plásticas da Escola Básica e Secundária de Ourém Local: Edifício da Câmara Municipal O objectivo é divulgar/promover a arte a nível local, mostrar que a arte é algo tão importante quanto a ciência ou a economia. A exposição engloba um pouco de tudo, desde arquitectura, pintura, escultura e fotografia. Assim, alguns artistas oureenses destas áreas, vão dar a conhecer os seus trabalhos. Entre as obras estarão também algumas obras, tais como um projecto arquitectónico com influência de três países, onde Portugal teve influências na altura dos descobrimentos, uma escultura africana, retratos em pop-art entre outras.
Biblioteca Municipal
FORA DA ESTANTE de 03 a 31 de Maio - Sobre "Europa"
Exposição: A ilustração nos livros de João Manuel Ribeiro Data: 10 a 31 de Maio Horário: 9h - 18h Local: Biblioteca Municipal de Ourém Organização: Município de Ourém
(con)tributos 15 de Maio Hora: 17h00 Convidado - João Manuel Ribeiro Tema - "Poemas para brincalhar" e outros livros do autor João Manuel Ribeiro nasceu em Oliveira de Azeméis, em 1968. É licenciado em Teologia, Mestre em Teologia Sistemática pela Faculdade de Teologia do Porto, da Universidade Católica Portuguesa, com uma tese sobre "Um Itinerário da Modernidade em Portugal - A Evolução Espiritual de Antero de Quental". Mestre em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Recentemente tem-se dedicado à escrita para crianças.
Associativismo
I Lan party Dia: 7 e 8 de Maio Local: Sede do Montamora Sport Clube Organização: Montamora Sport Clube
Encontro de Ranchos Infantis Dia: 9 de Maio Local: Casa do Povo de Fátima Organização: Casa do Povo de Fátima
Desporto
I Caminhada pela Solidariedade Dia: 1 de Maio Concentração: 9h30 no Estádio Municipal de Fátima Organização: Santa Casa da Misericórdia de Fátima
Sábados Activos 8 de Maio- Piscina Municipal de Ourém Actividade: Hidroginástica (inscrições limitadas) Hora: 19h00
15 de Maio- Parque Linear de Ourém Actividade: Pump Hora: 18h00
Passeios Pedestres
9 de Maio 'Até às Origens por Azurrague' A partir da sede da freguesia de Alburitel, com olhos postos nos campanários, partimos para o vale do Azurrague, onde as encostas soalheiras dão azo a uma cultura extensiva da vinha transformando-a em cartão de visita, e as escarpas calcárias alojam extensos olivais. Por carreiros bem contados recuamos à pré-história através da visita ao dólmen de Azurrague, o único monumento funerário megalítico inventariado em Ourém. 9h00- Concentração na Junta de Freguesia de Alburitel Para mais informação e inscrição [email protected]; [email protected]
16 de Maio 'Rota das 3 Fontes' Organização: Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Moita Redonda
BTT Troféu Ori Btt dos Pinheiros- Agroal Dia: 16 de Maio Hora: 8h00 Local de concentração: Agroal Organização: BTT Clube dos Pinheiros Informações e inscrições: [email protected] ou pelo telefone 914915836

Deloitte & Associados e transparência fusca

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Ora, tal e qual como anunciado aqui, o Sérgio tem um novo espaço sobre ourém onde continua a chamar à atenção - e trazer à discussão! - aquilo que a muitos de nós passa completamente ao lado.

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Pela sua importância, os dois primeiros posts do Sérgio Faria merecem o destaque - indevidamente resumidos -, mas com a justa ligação à coisa:

Primeiro, há um documento encomendado no final do mês de Dezembro do ano passado pelo Município de Ourém a uma coisa chamada Deloitte & Associados, SROC, S.A., que custou à malta 74.950,00 € - assim à moda belo do ajuste directo -, e com um prazo de execução de 60 dias. Os sessenta dias já lá vão e auditoria há-de chegar um dia. Provavelmente tarde e de forma inútil ao relatório de gestão referente ao exercício de 2009, as orientações do plano para 2010-2013 e o orçamento para o exercício de 2010, assim como a proposta do quadro orgânico novo do município. Brilhante.

A segunda e importantíssima chamada de atenção do Sérgio vai para mais uma triste e grave manobra de transparência e de promoção da participação pública que, de tão triste e tão grave que é, me deixa completamente parvo. É ler e tentar perceber aquilo que em nada é perceptível. Acima de tudo, o melhor mesmo é não lamentar mais. É que, afinal, afinal, aqui - em Ourém - tudo isto é apenas um déjà vu.

Exposição...

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...Está quase a terminar a exposição de Pintura de Mónica António.
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Mais contas à Justiça...

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O francês Lastavel, homicida de António Figueira, que foi dono do Intermaché de Ourém e gestor da mesma cadeia de supermecados, voltou esta tarde ao Tribunal de Leiria, porque tem mais contas a prestar à Justiça, relacionadas com o homicídio.

25 de Abril, sempre!

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0025-abril-cravo.jpg (imagem: in ebicuba)

Inovar é o mote!

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Não seja entendido como publicidade. Fica o registo! Os pequenos empresários lá vão descobrindo como dar a volta à crise, através de parcerias com tecnologias de ponta e de fácil aplicação. Há mais acções destas de aproveitamento económico para descobrir!...que não lhes falte o engenho e arte. Os clientes gostam de serviços fáceis e quase à distância de um clik.

CENOURÉM

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Inicia-se hoje a 1.ª parte da 12.ª edição da "CENOURÉM, com a participação dos alunos dos Estabelecimentos de Ensino.
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um quarteirão de trimestres

Fred, Pedro, agradeço-vos a oportunidade que me permitiu colaborar no castelo durante mais de meia dúzia de anos, desde aqui, e participar nisto - isto, assim mesmo, coisa indefinida, e ainda bem que coisa indefinida, com vários espíritos e contribuintes. Doravante continuarei a publicar sobre ourém e a condição oureense o que o juízo, a vontade, a capacidade e a oportunidade permitirem ali, ao lado - não é longe, é quase como se fosse aqui, vê-se do miradouro do castelo. Aqui, no castelo, quando e enquanto justificar-se este lugar de estilo, cingir-me-ei à condição de afixador de cartazes. Uma espécie de auf Wiedersehen, pois, então.

Concerto Solidário

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Em Ourém como em Veneza

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Há minutos atrás, este era o estado da avenida principal da cidade de Ourém.

Desemprego

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Opinião de Pedro Marto Pereira, Presidente da Associação Empresarial Ourém-Fátima (ACISO), publicada na rubrica País Real do Correio da Manhã:
 
 
Quando comparado com os territórios que estão mais próximos, verificamos que, em termos de população residente, o concelho de Ourém representa, grosso modo, 40% da população que reside em Leiria, sendo um concelho que tem, de alguns anos a esta parte, apresentado níveis de crescimento, em termos populacionais, mais acentuados que os dos municípios vizinhos. Cerca de 65 % da população que existia em Dezembro de 2008 tinha menos de 50 anos.

Se isso poderá ser visto como um sinal positivo, já o mesmo não poderemos dizer em relação a um fenómeno que, sendo recente, assume contornos que nos devem preocupar: trata-se, efectivamente, do desemprego.

Se até aqui era recorrente um discurso que apontava o concelho como uma região onde o drama da desocupação não se fazia sentir, pelo menos de uma forma tão significativa, essa situação alterou-se profundamente a partir, sobretudo, de 2008.

A taxa de crescimento verificada em relação ao número de desempregados registados no concelho foi de 85% entre 2008 e Fevereiro de 2010. Sendo uma situação generalizada um pouco por todo o País e com alguma intensidade na região, a taxa de crescimento de novos desempregados entre os homens é maior do que entre as mulheres, o que corresponde a uma situação que até aqui não vinha acontecendo. Para caracterizar genericamente o desemprego que se verifica no município, poderemos afirmar, de facto, que são as mulheres o grupo de pessoas mais atingido - e metade dos desempregados têm entre 35 e 54 anos.

Para finalizar, e no que respeita ao tecido empresarial, quando olhamos para o universo de empresas existentes no concelho de Ourém, em comparação com os municípios mais próximos, verificamos que se assume como um dos principais pólos de desenvolvimento empresarial da Região Centro, apenas suplantado por concelhos como os de Leiria, Coimbra, Figueira da Foz, Pombal e, mais afastado, o de Aveiro.

Aqui perto...

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...começa hoje, em Ferreira do Zêzere, o Festival do Lagostim e prologar-se-á até ao dia 16 de Maio. "Todas as sextas-feiras (só jantares), sábados e domingos", são os dias de funcionamento desta gastronomia "sui generis". Bom apetite para os apreciadores do lagostim do rio! Comendo estes bicharocos estão ainda a contribuir para a melhoria do ambiente...
Foto:da notícia in "O Templário"

A OTO em Itália

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A Orquestra Típica de Ourém vai actuar na grande jornada musical "Europeade 2010", que terá lugar este ano na simpática cidade de Bolzano - Itália, de 21 a 25 Julho. Este festival já se realizou em Portugal, na cidade da Figueira da Foz, no ano de 1986.
A OTO é uma das secções da Academia de Música da Banda de Ourém, associação que nos habituou a ser nossa embaixadora musical no estrangeiro, promovendo a divulgação do Concelho e das gentes de Ourém...
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Informação ao Público - Tolerância de ponto

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O Município concede tolerância de ponto aos funcionários da Autarquia na tarde do dia 12 e dia 13 de Maio. Os serviços mínimos estarão, no entanto, assegurados na tarde do dia 12.

Prestar contas

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Aos poucos os Oureenses vão achando como hábitos de rotina, por parte da Câmara as deslocações às freguesias, onde "in loco" são apresentados os problemas locais pelos Presidentes de Junta, para conjuntamente se delinear respostas para futuras soluções. No último Sábado foi visitada a Freguesia da Gondemaria. A foto publicada mostra a visita que foi feita ao Lar de Idosos da Freguesia, onde se vislumbra uma moderna cozinha, à altura de bem confeccionar a comida para os seus utentes e dar tranquilidade aos seus familiares, possibilitando a estes o desenvolvimento tranquilo das tarefas profissionais a desenvolver no dia a dia, enquanto os que já trabalharam descansam. Uma Comunidade que se quer bem activa, nunca se pode esquecer do conforto dos mais velhos. A eles deve a vida e muito do seu êxito profissional.
Isto, para além do que apelei de prestar contas, tem ainda o mérito de estabelecer parcerias, quer autárquicas, quer com outras Entidades, levando a um interesse colectivo, que só pode trazer bem estar à população do Concelho! Através dos diversos Órgãos todos participam na amostragem dos problemas locais, tendo em vista a resolução das lacunas existentes, com características de excelência pretendidas para todo o Concelho.
Voltando uns dias atrás, verifiquei no site da Verourém E.M. cultura idêntica. Nota-se a preocupação de uma cultura nova, onde a empresa também vai dando conta do trabalho que presta aos Oureenses. As tecnologias - Sites - em Autarquias existem para partilhar o trabalho que vai sendo desenvolvido para informação dos Munícipes e devem ser abertos às suas sugestões para sua participação. Deixo o registo de bom agrado!

INVEST traz Mira Amaral e Van Zeller a Ourém

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Via INVEST:

Francisco Van Zeller Mira AmaraA internacionalização é o grande mote para a Conferência INVEST da próxima quinta-feira. O que fazer e que caminhos escolher, com indicações de dois especialistas

Como fazer para internacionalizar as nossas empresas? Que caminho seguir para conseguir mercados fora de portas? Perguntas urgentes, sobretudo se tivermos em conta quão fundamental é conseguir aumentar exportações. Em busca de respostas e indicações de especialistas sobre o melhor caminho a seguir, a INVEST e o ISLA escolhem a cidade de Ourém para a discussão: "Qual é o melhor caminho para a internacionalização das empresas portuguesas?"
Para discutir este tema a próxima Conferência de Estratégia INVEST - ISLA recebe Francisco Van Zeller, presidente do Conselho para a Promoção da Internacionalização (CPI). A mesma conferência servirá ainda para as explicações de Luís Mira Amaral, ex-ministro e analista habitual do estado da economia.
O terceiro convidado da INVEST para esta conferência é o empresário José Vicente, sócio-gerente da StarExtrasLine, que promete trazer o cunho da experiência empresarial ao debate.
Vai ser na próxima quinta-feira, pelas 18 horas, no Centro de Negócios de Ourém (auditório do núcleo da Nersant).
Todos os detalhes e o programa aqui.  

Iniciativa da AMBO...

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Economia

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Quinta-Feira, dia 15 do corrente, pelas 18H00, Ourém recebe conferência sobre internacionalização de empresas. A temática a abordar será "Qual é o melhor caminho para a internacionalização das empresas portuguesas?". Fica o registo do evento, via "O Mirante".

Ainda o "Congresso de Ourém...um Olhar para o Futuro"

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Pode-se ver, por aqui, a perspectiva do PCP concelhio acerca do Congresso. Regista-se mais este contributo para conhecimento dos Oureenses interessados na nossa terra.

Blogueando...

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No dia 7 passado realizou-se nos Paços do Concelho uma reunião para esclarecimento do "Regulamento de Apoio ás Colectividades" "em fase de discussão pública", conforme notícia, via "site" da Câmara; estiveram lá 25 dirigentes associativos.
Neste espaço de "O Castelo", quase todos pretendem que seja um espaço alargado e de confronto de ideias acerca do Concelho. Seria óptimo, que houvesse opiniões acerca desta reunião de "esclarecimento", (- os subsídios às colectividades desde que a Câmara passou a ser eleita sempre foram polémicos -) sobretudo por parte dos agentes associativos presentes, a quem lanço o repto para o efeito, por entender que de uma boa vivência associativa, passa um pouco da projecção e desenvolvimento da nossa terra.
Finalizo, fazendo um apelo a todos que querem contribuir para um democracia plena, em termos de Concelho: o uso do respeito mútuo entre todos! Logo, um convite aos comentadores para emitirem opiniões de acordo com o seu pensamento, opinando em consciência, respeitando-se e exigindo respeito. Para que assim aconteça nada melhor que se deixar o anonimato de lado. O "25 de Abril" está mesmo a bater-nos à porta e fez-se com o objectivo exequível da liberdade individual para todos, impedindo que haja "caça às bruxas". Debatam-se ideias novas! Denunciar e muito mais quando houver perseguição deve ser o lema. Eu dou a cara...

Rallye Vidreiro...

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Para os amantes do automobilismo ao mais alto nível o "RALLYE VIDREIRO" no próximo Sábado, dia 17 de manhã, toca no nosso Concelho, nas freguesias de Olival e Espite. Quem gostar pode ir dar uma espreitadela para ver estas máquinas, que por vezes, por curtos espaços de tempo, se tornam voadoras. É uma questão de cada um colocar mais ou menos adrenalina no seu "ego", no decorrer das provas.
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a transparência é a alma dos negócios públicos

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Segundo a edição desta semana do Notícias de Ourém (n.º 3770, 9.abril.2010, p. 3), na última sessão da câmara municipal houve controvérsia em relação ao valor de umas parcelas de terreno em torno do centro escolar de n.ª s.ª das misericórdias, de que o município pretende tomar posse por aquisição, "para alargamento da estrada, criação de passeios e criação de espaços para a escola". No fundamental, os vereadores da oposição notaram "disparidade de preço entre as parcelas a adquirir" e suscitaram dúvidas em relação a isso. Em consequência, por perceber indício de suspeita na posição manifestada pelos vereadores do psd, o presidente da câmara municipal pretendeu entregar a responsabilidade da «renegociação» dos valores a tais vereadores, o que estes recusaram.
Quatro notas. Um. Como é óbvio, os vereadores do psd têm o direito de expressar dúvidas e solicitar esclarecimentos em relação a qualquer assunto ou caso de gestão municipal. Se os esclarecimentos forem insuficientes ou apesar dos esclarecimentos prestados não vislumbrarem motivo para mudarem de posição, como é óbvio os vereadores do psd também têm o direito de discordar da opção da maioria e votarem contra. O mundo não acaba por causa disso. Dois. Se é para envolver os vereadores do psd na gestão municipal, pelo menos em alguns assuntos ou casos - visto não terem atribuído qualquer pelouro e nenhum deles estar na câmara municipal sequer em regime de meio tempo -, é capaz de não ser mau envolvê-los desde o princípio, através de grupos de missão específicos, e não quando o assunto ou o caso já tem um tratamento avançado e sem que tais vereadores tenham sido vistos ou achados nisso. Três. O preço entretanto acordado entre quem tem a propriedade das parcelas e o município é o preço «justo»? Por outras palavras, os tais 35.000 € mais uma permuta de terrenos correspondem ao que o município «deve pagar» pelas parcelas em causa? Como é óbvio, não são os vereadores do psd que estão habilitados para responder a esta pergunta. E é capaz de haver procedimentos adequados e aconselhados que permitam encontrar tal resposta, sem lhe dar dimensão de disputa partidária. A propósito, o que planeia sobre o assunto ou o caso o plano para prevenir riscos de gestão, entre os quais os riscos de corrupção?, aprovado pela câmara municipal em final de 2009. Quatro. Por princípio, a negociação deve prevalecer sobre a expropriação. Mas a hipótese de expropriação só deve ser descartada quando por via da negociação for possível proteger devidamente o interesse público. Mais uma vez, é capaz de não ser mau definir critérios claros de acção e gestão municipal e aplicá-los de modo consequente. Para que não existam ou subsistam dúvidas em quem quer que seja.

Pare, Escute, Pense

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Pare, Escute, Olhe, de Jorge Pelicano

Estou muito curioso para saber se é desta que a administração da Verourém - que, segunda a mesma, tem procurado melhorar a programação de cinema (colocando em cartaz filmes recentes) - vai trazer a estreia de nacional de um filme português de grande qualidade a Ourém.

Podemos dizer que não é todos os dias que há « bom cinema português». Ainda assim, quando há, acaba sempre por passar ao lado. Foi «recentemente» o caso de Aquele Querido Mês De Agosto que, na minha opinião, é um filme que diz mais respeito a Ourém do que qualquer coisa alguma vez filmado dentro dos nossos limites administrativos. Mas o cinema português é assim mesmo, cheio de ironias e já habituado à forma como é tratado. Para muitos pode não ser a coisa mais fantástica do mundo, OK, mas certamente que ficaria muito grato se, de vez em quando - só pedimos mesmo de vez em quando - tivesse uma oportunidade para se mostrar, especialmente quando este é de elevada qualidade e o tema que este aborda tem pontos de contacto com a realidade Oureense.

Depois da tremenda estreia no DocLisboa 2009 - à qual tive a sorte de assistir - e ganhar de seguida três prémios na competição nacional, Alexandra Prado Coelho escreveu o seguinte na Ípsilon:

Jorge Pelicano, o realizador do premiado Ainda há Pastores?, quis voltar a filmar a interioridade e o despovoamento. O plano era percorrer uma série de linhas de comboio encerradas em Portugal nos últimos anos, mas acabou por parar no Tua e ficar a filmar aí dois anos e meio. Um filme a que chamou Pare, escute, olhe, porque é precisamente isso que ele nos pede para fazer.

No Tua concentravam-se muitas das histórias que queria contar. Por exemplo, a das promessas dos políticos nunca cumpridas, a do permanente discurso da "solidariedade nacional para com o interior" - Cavaco a decidir acabar com um troço da linha do Tua e, anos depois, a perguntar "o que é que precisamos de fazer para que nasçam mais crianças?"; Sócrates a anunciar o admirável mundo novo da barragem de Foz Tua que vai alagar o vale e acabar definitivamente com a linha do comboio.

Nos dois anos e meio em que Jorge Pelicano filmou no Tua aconteceram quatro acidentes graves na linha e entrou no debate a questão da barragem, que, diz, "vai ditar o fim da linha em nome do progresso para as pessoas que estão no litoral, e sem grandes vantagens para as que ali vivem". O realizador acredita que a barragem "não vai ajudar a fixar as pessoas ali", como prova a história de um jovem agricultor que filmou e que tinha decidido investir na terra e na vinha, contra tudo e contra todos, e pode agora ser obrigado a ir-se embora.

"O filme tem um ponto de vista muito do povo, das pessoas que sofrem com as consequências das decisões dos políticos, das pessoas que precisam do comboio para ir à farmácia". Confessa que no início "ia à procura de histórias de luta e de revolta de um povo", mas não foi isso que encontrou. "Fiquei desiludido por não encontrar essa luta. Mas depois percebi que a história é precisamente essa: não há luta porque já não há gente".


«Cinema Português» ou «Europeu» é coisa que nunca combinou com «Cineteatro de Ourém». É um facto. No entanto estou especialmente curioso para conhecer o rumo que esta estreia nacional vai ter por cá. Se normalmente as minhas esperanças são reduzidas por saber que determinado cinema não está nos parâmetros do «pior» que se faz nos Estados Unidos, desta vez, para além disso, há o acréscimo de já saber de antemão que a película que se segue tem um fotografia péssima no que diz respeito aos tons laranja e rosa. O que certamente não convém a muita cabeça dura. Já imaginaram se a base de tanto voto fielmente colorido começa a pensar?


Teaser de Pare, Escute, Olhe, de Jorge Pelicano

Agroal

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O Agroal pode ser uma boa aposta para um maior fluxo de Turismo no Concelho, quer a nível do aproveitamento das termas na área do foro dermatológico ( já secular), quer ainda como uma porta aberta para o Turismo do segmento Ambiental, pelas características que a natureza e textura do solos possuem, desde que sejam preservados. Tais metas podem ser alcançadas se houver uma preocupação pedagógica do Município junto da população local, levando a mesma a participar em iniciativas devidamente programadas, apoiando-a na perspectiva que da sua ambição e algum investimento diversificado e controlado, haverá contrapartidas económicas.
Deduz-se que a Câmara tem essa ambição, porque com o raiar da Primavera - no próximo dia 22 de Abril - vai inaugurar o Centro de Interpretação Ambiental do Agroal, estando previstos "uma série de trabalhos que visam a limpeza e requalificação de toda a área envolvente deste tesouro ambiental". Espera-se que estas acções, em boa hora lançadas, não fiquem em circuito fechado da Autarquia e da Junta de Freguesia de Formigais. É imperioso, como referi, que a população participe neste projecto, que se quer bem integrado para contribuir para a riqueza do Concelho, nesta área que se considera pobre, com foi realçado no "Congresso de Ourém-Um Olhar para o Futuro". Aos poucos os Oureenses saberão ser mais solidários, contribuindo assim para um Concelho mais harmonioso, onde é possível criar mais riqueza para todos.
(Foto:do blogueiro)

Agenda das comemorações do 25 de abril

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Por aqui pode ver-se um pouco da animação cultural que rodeia todas as comemorações da revolução dos cravos- 25 de Abril - no Concelho. Realça-se uma feira do livro no inicio da festas programadas, na Praça D. Maria II, onde se pode ver todo o programa das comemorações,ao longo dos dias em que a mesma decorre.
No dia 25 de Abril haverá uma festa de encerramento da festa da liberdade, com o artista Calos Alberto Moniz, no Cine-Teatro Municipal, pelas 21 horas, cujo o produto da bilheteira reverterá a favor do CRIO, com a colaboração do jornal "Notícias de Ourém".
Vamos todos participar na festas do 25 de Abril, no Concelho!...e dar mais força à nossa democracia.

Curso de Formação de Nadador Salvador

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Há tempos divulgou-se a pedido da Verourém este curso de "Nadador Salvador". Hoje, informamos que o prazo para as inscrições para a frequência da formação termina no próximo dia 12 do corrente mês.

Comemoração!...

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Comemora-se hoje o "Dia Mundial da Saúde". Pode-se pensar que isso é coisa que tem a ver só com parte da comunidade, apontando-se o dedo aos profissionais de saúde. Porém, quem assim pensa está enganado! Este dia tem a ver com todos nós, com a nossa preocupação constante de termos boa saúde diariamente. Se queremos ter boa saúde o nosso contributo para a comemoração deste dia será, cuidar do ambiente sempre à nossa volta, limpando. Da nossa colaboração da melhoria do ambiente, ressurgirá melhor saúde para todos.
(imagem:in atuleirus.weblog...)

Controvérsias!...

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Há dias que ando a magicar no pessoal de Valença do Minho e suas intolerantes reivindicações. Hoje, apeteceu-me falar de espanhóis, de espanholitos, de liberdade, da populaça, de saúde e de autarcas. Não fugisse ao Manuelinhodevora o seu estado de loucura e não fizessem alguns uso do seu nome para escorraçar os Filipes, "Reis de Espanha", blasfémias por blasfémias(?), antes o escrevinhar do Manuelinho a rondar agora quase o seu estado perfeito. Os portugueses não podem viver constantemente em estado de utopia: o dinheiro dos impostos que se pagam ao fisco, deve ser sempre aplicado em função do bem colectivo e não para satisfazer caprichos de uns tantos, em nome do bem estar só de alguns, arrastando-se promessas que tiveram por objectivo em muitos dos casos, a caça ao voto, numa falsa política de questões quase sempre levadas a efeito em má hora, nefastas, e que podem afectar a boa saúde da democracia. É tempo de alguns políticos e de alguns partidos ganharem juízo e colocarem de lado a demagogia. Fico-me por estes apontamentos controversos.
(imagem: in WWW.informenews..)

Divulgação!

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A pedido da Verourém divulga-se o espectáculo teatral de Fernando Mendes, a realizar no Cine-Teatro Municipal, no próximo dia 9 de Abril, pelas 21h30.
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aquela base

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O que é que ia servir de base a quê? Às vezes, mesmo quando tão perto dele, tão próximo, (pr)escreve-se um futuro que não acontecerá. O futuro é difícil. Talvez porque o futuro seja os futuros. Uns acontecem, outros não, independentemente do que haja sido anunciado ou prenunciado - e, portanto, pronunciado - como futuro. E, afinal, o que trouxe o passado e ficou assente para o futuro imediato no final do congresso pela voz do presidente da câmara municipal de Ourém? Está em conclusão um plano de saneamento financeiro do município, que passa por diluir a dívida de curto prazo (na ordem dos doze milhões de euros) - como?, se o município tem esgotada a capacidade legal de endividamento de médio e longo prazo; é provável que a solução meta tutela pelo meio -, para que a missão municipal consiga recuperar a capacidade de garantir a actividade regular própria. Ou seja, um colégio de almas tentou discutir o futuro e, porque o que tem de ser tem muita força, o futuro vai ter de esperar. Ora gaita.

uma no cravo, duas na ferradura

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Estou grato pelo reconhecimento manifestado por Sérgio Ribeiro em relação ao trabalho desenvolvido no âmbito do painel cuja coordenação me foi entregue, o painel «Ourém social». Entendo eu, foi, de facto, um trabalho meritório - não o meu, que quase nenhum trabalho foi* -, sobretudo o das três pessoas que apresentaram comunicações, a Ana Alves Monteiro, o João Filipe Oliveira e o Paulo Reis. Havia muita informação a considerar e a analisar, tendo presente os objectivos propostos para o congresso e as condições em que foi possível fazer o que foi feito. Não foi pouco. Uma palavra de apreço também pelo modo como Maria Fernanda Bento desempenhou a missão que, em desafio, lhe foi confiada. No sábado foi moderadora do painel mas, na verdade, antes foi mais do que isso e, com esforço maior do que o dos outros - por, em ida e volta, ter de deslocar-se quilómetros bastantes, mais de centena e meia -, participou nas reuniões de trabalho que aconteceram antes. No momento de encerramento do painel, quando ela sintetizou o que resultou do conjunto das comunicações e do debate, a imagem de um município assimétrico - norte pobre, sul rico -, com problemas e desafios no plano social a que é necessário corresponder, fiquei com a sensação de missão cumprida e bem cumprida por parte de quem apresentou as comunicações e de quem moderou o painel. Aproveito esta oportunidade para, por outro meio e exposto, repetir e reiterar o agradecimento e o louvor à Ana, ao João, à Maria Fernanda e ao Paulo, pelos esforço e trabalho que, no âmbito de preparação do congresso e no congresso, dedicaram a Ourém.
Posto isto, duas notas de desacordo.
Primeira nota. Ao contrário de Sérgio Ribeiro, não entendo que da exposição a que ele faz alusão - e que lhe criou engulhos - tenha resultado a sugestão e menos ainda a conclusão de que a concepção de estado apresentada é «a única» e é «inevitável». Tão pouco entendo que tenha sido exposta como sentença, «é assim e pronto». Pelo contrário, a primeira parte de tal comunicação foi um exercício sobretudo descritivo, que pretendeu sumariar as transformações do estado e dos paradigmas dominantes de políticas públicas, relacionando-as com o modo como, no plano local, ao longo do tempo - e de um tempo longo, desde 1837 -, foram encarados os problemas sociais e que respostas lhes foram sendo dadas. Como é óbvio, a descrição feita não é neutra, porque não há descrições neutras. Mas em momento algum foi negada a existência de concepções de estado diferentes. Ao invés, ficou claro haver formas de materialização e concretização do estado diversas ou variáveis, tendo tais formas sido reportadas ao contexto e ao processo histórico português, sendo informado que tais formas consubstanciavam também opções programáticas ou ideológicas distintas, mais salientes ou predominantes num período do que noutros.
Segunda nota. Ao contrário de Sérgio Ribeiro, não entendo que, por causa das condições e circunstâncias sociais, as pessoas cheguem ao ponto de não serem capazes de pensar criticamente ou serem irresponsáveis pelo que afirmam publicamente. Os roteiros cognitivos e morais através dos quais cada um de nós orienta os seus comportamentos e as suas relações com as coisas e os outros têm fundamento social. Há mundividências contrastadas, que levam a atitudes e posições diferentes. Há «regimes de verdade», há «gramáticas de produção de sentido», há «aparelhos ideológicos de estado», há «poder simbólico», há «luta de classes» e mais não sei o quê. Mas há também capacidade crítica e de reflexão, não no sentido do solipsismo cartesiano, no sentido das prática e vivência sociais e do desassossego que suscitam. No caso em apreço, algo que parece indiciar isto é justamente a proposta de «exploração» da «responsabilidade social das empresas» na resposta aos problemas sociais em Ourém. Que, parece-me, foi feita não por capitulação ideológica ou porque quem a apresentou tenha sido «vítima» de «imposição ideológica». Aliás, em nenhuma comunicação do painel «Ourém social» foi exposta ou sobressaiu uma concepção de estado reservado a «funções mínimas e supletivas». E numa delas - a tal que criou engulhos a Sérgio Ribeiro -, sem que por força de um processo de inculcação a pessoa fosse irresponsavelmente - porque «sem culpa» - transmissora de uma concepção de estado neutra, o que foi defendido foi uma prática de envolvimento e de concertação entre agentes públicos e privados, em termos tais que o estado - neste caso através do município - fosse também um agente motivador e estimulador de acções de responsabilidade social. Não por haver proposta ou defesa de recuo do estado na acção social e das políticas de solidariedade social, mas justamente por haver a percepção de que, nas condições e circunstâncias actuais, há vias que talvez permitam respostas mais eficazes e eficientes aos problemas sociais no plano local, sem subtrair o estado da equação, mas acrescentando-lhe responsabilidade para induzir responsabilização sobre outras entidades.
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* a tarefa que exigiu esforço maior da minha parte foi apresentar o desafio aos oradores e à moderadora - o que, como se percebe, não é missão hercúlea -, tarefa facilitada extremamente por cada uma das quatro pessoas abordadas ter correspondido imediatamente ao desafio, assumindo-o.
O congresso de Ourém* não cumpriu o objectivo fundamental que lhe havia sido proposto, resultar numa estratégia para o município. Ainda bem. Tal objectivo era desmesurado, seja em razão do tempo disponível para os trabalhos de preparação, seja em razão do método adoptado, focado mais em apresentação de auditório do que em reflexão e discussão partilhada e de base. Houve comunicações em vários tons, registos e alcances e houve o debate possível. Melhor do que nada? Muito melhor do que nada, mas não, até porque muito aquém de, o que foi sugerido que iria ser. Tempo perdido? Não, obviamente. Resultou o que se estimava que haveria de suceder muito provavelmente: não havendo antecedentes do género - excepto sob a forma de campanha eleitoral -, ficou a consciência de ser necessário continuar o trabalho conjunto para se perceber melhor o que é, o que pode ser e o que se deseja que seja Ourém. Não faltaram informações, sugestões e projecções, mas não houve condições de aprofundar o debate em torno de algumas divergências, de perspectiva ou de projecto, no sentido de se conseguir um consenso, e menos condições houve para uma interpretação integrada e sistemática da informação e das propostas apresentadas, de modo a construir os cenários possíveis ou a definir um elenco de prioridades de acção para o município. Também não ficou claro o futuro para o qual era solicitado olhar. Há futuros, uns mais próximos e outros mais distantes, correspondendo a diferentes graus de plausibilidade e a desejos ou vontades não coincidentes. Quanto à participação, na sala do cine-teatro de Ourém, ficou aquém, muito aquém, seja do que é possível, seja do que é desejável. A porta estava aberta mas foram poucos os oureenses que entraram, sendo que grande parte dos que entraram são habitués daquele tipo de andanças. A liturgia não era convidativa e o modo como foi organizado o congresso, percebia-se antes e percebe-se agora, não estimulou ou motivou o envolvimento dos munícipes. Que, sabia-se, por si, não têm grande disposição a participar neste tipo de eventos, de constituição e projecção, embora revelem uma disposição reactiva em relação a assuntos ou problemas que os afectem directamente. No final, propôs o presidente da câmara municipal que a coisa tenha continuação, em moldes e horizontes diferentes. A comunidade possível continua a construir-se. E há, continua a haver, percepção disso e da necessidade disso.
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* declaração de interesses: no âmbito do congresso, assumi o desafio de ser coordenador do painel «Ourém social».

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